Utopia e voluntariado

Utopia e voluntariado
Por Gilberto Silva

A Câmara dos Deputados aprovou um projeto de extrema importância para a  causa feminina neste país. Trata-se do PL n.º 61, de 1999, que dispõe sobre o crime de assédio sexual, de autoria da deputada paulista Iara Bernardi.

Polêmico, mas cremos útil e necessário. Esperamos que em breve um outro tipo de assédio, o moral, possa fazer parte dos códigos de leis.

Este ano de 2001 foi designado como o Ano Internacional do Voluntariado. É bastante apropriado para cada cidadão refletir sobre qual ação concreta pode desenvolver para impedir a crescente miséria e os excluídos.

Não basta apenas palavras bonitas, a ação efetiva é fundamental! Fátima Teixeira, em seu artigo neste número acredita que o trabalho voluntário é uma arma para que os idosos não permaneçam ou sejam deitados à margem da sociedade.

Somos e podemos ser capazes de produzir ações que resgatem a cidadania, a ética, a solidariedade e o respeito pelos seres humanos.

Os que não compartilham da receita neoliberal podem e devem procurar novas alternativas e, sem medo, propor essas alternativas para a sociedade.

É chegado a hora do re-fazer, do re-criar, do re-nascer. Cremos que este é o momento ideal para, citando o Paulo de Abreu, refletir quem somos, o que somos.

Numa época em que a Internet – daqueles que pensavam em ganhar rios de dinheiro na rede, está em crise, Partes continua com suas páginas abertas para o debate franco entre seus leitores, amigos e colaboradores. Em busca, através da reflexão, de uma sociedade democrática. Em busca de novos horizontes, que mesmo que não se concretize tão cedo, mantenha acessa a chama da utopia.

Esperamos que as alterações ocorridas nesta edição, com a volta do webmaster André Neves, agrade o internauta e torne a leitura mais agradável e eficiente.
Bom proveito!
O editor

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