Rabibs & Tal

Por Alfredo Ramos

Meus rabibs e minhas rabibas, que a Gloria esteja à Perez

– Amin, Laden também.

O assunto de hoje pode ser a goma arábica. Como vocês deveriam saber – tenho que ser direto, pois neste pais ninguém sabe nada, exceto eu e você que quase não me lê – a goma arábica era bastante usada nas escolas, mas com o tempo, os americanos lançaram a cola em bastão, provocando uma profunda divisão social neste país. Os que podiam comprar o bastão, progrediram e chegaram a ser novelistas e doutores. Aquela maioria que não podia nada, inventou a cola de cuspe e trigo e hoje estão todos eles à frente da televisão assistindo O Clone, a novela da Globo.

Pois é, vamos tirar a goma e meter o pau, desculpe, a goma. Goma? Goma e cola não é a mesma coisa? Pelo menos quando você colava na escola, era. Hoje você clona…

Mas saindo dessa enrolada, inventaram uma gloria de clone nacional, com um cientista roedor de unha chamado Albiere, que munido de um microscópio mecânico – hoje só usado em escolas do terceiro mundo -. para pesquisar células de DNA, com milhões de combinações e que, com uma única esporrada, clonou…mais um chifrudo defunto.

A aberração introduzida a revelia na negritude da inocência alheia, pariu um misterioso ser lavado com sabão de pó Omo – que deixa tudo mais branco – para vir ao mundo e revoltar-se com o que lhe queriam fazer: ser criado por avó Com este destino previsto, preferiu sair correndo e com ajuda do “script da novela”, veio morar justamente numa cidade do norte, que a parentada logo denominou de “cidade do mato”. E ai o coitadinho começou a conviver com porcos e galinhas, ao invés do brinquedos eletrônicos que tinha a disposição em sua mansão de laboratório. Com tanto jacarés a sua volta e imaginando que com os cuidados da avó, iria mesmo era ser comido e antes de virar lagartixa, resolveu pegar a versão moderna do “Ita no Norte” e assim, na boleia de um caminhão sem destino, atravessou a Belém-Brasília, ficando desde os 6 anos até aos 20, perdido pelo mundo.

Hoje, o pessoal do script que monta o roteiro da novela, não sabe mais o que fazer. O clonado, deve ou não ter a mesma cara de corno do original? A questão é que escolheram logo um sujeito que tem uma cara de babaca para ser copiado e ninguém sabe se o dito vai aparecer com a cara do Abin Laden ou vir vestido com a tal “burca” árabe…

Bom, como o roteiro não é meu, portanto, que o mundo folha-se na selva… Mas, diga-se de passagem, já roçando em outra área, quem assistiu o beijo da filha da mulher-aranha ontem, deve ter perdido o fôlego. Mudei pro canal 7, voltei pro 5, fui pro 9, passei pelo 13, e lá continuavam os dois, clonados bico-na-bica, por 45 minutos. Que fôlego, meu! A menina deu uma esmola e tanto pro velho beijoqueiro…

Recebi um e-mail do meu amigo Aldemyr que dizia que os americanos estavam impressionado com a quantidade de raspa de xoxota de boto que é vendida no mercado do Vêr-o-Pêso em Belém. Pô, imaginem essa, raspa de xoxota, misturado com pó de guaraná, dizem que dá um explosivo pra levantar qualquer pau de barraca em acampamento de terceira idade. Ainda bem que não é meu caso, mesmo com meus quase 70…. Mas de qualquer forma, valeu, só falta incluir essa raspa na novela global, já que a moda agora é dizer que Belém é a Capital do Mato. Que não me leiam os paraoaras, se não, vão acabar com meu site…

E por hoje é só – estou saindo de moto pra procurar raspa…. Psiu! Cala-te boca!

Alfredo Ramos (aaor@ig.com.br)

http://www.sampanostra.hpg.ig.com.br/

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