Destempero Trabalhista

por Fernando Marrey

Fernando Marrey, advogado do povo, especializando-se em jornalismo Internacional pela PUC-SP.

A Era FHC deixa um legado macabro para o povo do Brasil: Desemprego em massa de 20%; além da informalidade e precariedade crescente, forma de surrupiar legalmente os direitos trabalhistas, revestido de impunidade. Vale lembrar que o Estado encolhe, notadamente, para os mais necessitados, com o sucateamento dos serviços de saúde e de educação, com a retirada de mecanismos de proteção contra a inflação para os assalariados, entre outros. Já o sistema financeiro, as empresas de distribuição de energia privatizadas, assim como as de telecomunicações, têm um Estado forte e atuante para garantir suas margens de lucro. Somos o país do capitalismo sem riscos, da socialização dos prejuízos e da privatização dos lucros. João Antônio Felício em editorial na Folha de São Paulo no dia do trabalho 2002. Estamos diante da maior inversão de prioridades no plano trabalhista e econômico, que um sociólogo decente jamais poderia permitir, virar a cara para seu povo, privilegiando os estrangeiros um destempero imoral neste país sem rumo, apesar de aparentemente ser legal, a interpretação constitucional caso imparcial colocaria “a marcha em rumo”.
Neste vale-tudo lobbista, o povo vai à derrocada individual, sem amparo social as dificuldades avolumam-se repercutindo na banalização da violência, voltada para subsistência. A violência mafiosa, por enquanto impune, tenta a todo custo material e moral manter as tetas dos Estado jorrando o leite à interesses patronais corporativos. O povo é mera bagatela, tratado como número nas estatísticas oficiais que balizam a não ação, o mercado resolve! É passada a hora de revertemos tantas atrocidades cometidas contra o povo soberano e seus defensores, temperando o país com justiça moral, social, trabalhistas,… lutando aguerridamente nestes ano eleitoral para banir a corja de pavões que definem o sucateamento de nossas esperanças. Averiguar os métodos utilizados e deles balizar a ação futura de atuação sem dó, pois o povo merece um mínimo de cidadania dentro da devida legalidade, afastando o “vale-tudo” que deprime a massa cansada de “maus-tratos”. Lutemos com afinco para reversão de tanta leviandade administrativa e suas ações ramificadas no indivíduo puro e frágil, diante de um poder castrador. Dentro deste contesto de desemprego, “a Dengue Avança Brasil” nocauteando de vez o povo, deixado na lona. Afiemos os espíritos, na batalha acirrada que travaremos com coragem e tempero humanitário, que as ações de protesto do dia do trabalho perpetue-se até a correção das pendências em voga. Deus esteja conosco, nosso protetor do dia-a-dia, meu companheiro de estrada. Amém.

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