Liderança transformadora

Por Madalena Carvalho
Revista Partes – Ano V – novembro de 2004 – nº 51

 

“Ensinar é uma ótima forma de aprender, desde que o aprendizado seja colocado em prática e multiplicado para todas as esferas da empresa.”

Stephen Covey

 

Madalena Carvalho é Consultora Organizacional, atuando em projetos de desenvolvimento e gestão de pessoas. Carreira executiva em empresas nacionais e multinacionais, destacando-se a Ford Brasil, onde exerceu suas atividades por 10 anos. Palestrante e conferencista em temas como Formação de Lideres, Motivação, Gestão Estratégica, Mudança Organizacional, Trabalho em Equipe, entre outros. Articulista em jornais e revistas eletrônicos. Consultora do portal Businesscom. Formada em Administração de Empresas (87) e Pós Graduada em Recursos Humanos, (89) pela ESAN Escola Superior de Administração de Negócios – São Paulo. Diretora da Carvalho & Lima Consultores Associados.

Nos meus últimos treinamentos, falando sobre Delegação, Empowerment, Teambuilding, etc, tenho ouvido um clamor, quase que uníssono, dos participantes dizendo: “meu chefe precisava fazer este treinamento”.

Isto me faz pensar que fatores levam os líderes a estarem tão distantes de seus colaboradores. Não creio que seja por falta de competência técnica, até porque a grande maioria deve ter passado por diversos programas de desenvolvimento gerencial.

Acredito que este distanciamento esteja relacionado com as habilidades pouco desenvolvidas pela maioria dos mortais, que são aquelas provenientes do coração. E não pense o leitor que isto é piegas, poético ou coisa que o valha, pois a verdadeira liderança parte do coração.

O sucesso está em entender isso. A liderança está intrinsecamente ligada ao amor. Não o amor no sentido do sentimento, mas sim do comportamento. Grandes líderes sempre tiveram comportamentos de amor, haja vista Luther King, Gandhi, Cristo e tantos outros da nossa História.

De forma mais consistente, um líder precisa buscar soluções adequadas para:

Gerenciar pessoas com o foco em resultados.

Isto significa mais do que atrair e manter talentos, significa dar a cada colaborador a visão integral do negócio, mostrando a importância da sua atividade dentro deste contexto. É incentivar idéias, comemorar os avanços, envolvê-los nos programas, propor desafios.

Formar um ambiente adequado ao aprendizado

Como o Stephen Covey disse na frase que abriu este artigo: não há sentido se o aprendizado não for colocado em prática e mais, multiplicado em todas as esferas organizacionais. E ninguém mais indicado e responsável para isso do que o líder.

Entender de pessoas

Talvez possa ser uma tarefa árdua e difícil, no entanto, perfeitamente possível para aqueles que querem fazer da sua atividade uma gestão voltada para as pessoas. Entender de pessoas significa ampliar a visão, entendendo que cada membro do time tem percepções diferentes sobre o mesmo assunto; agem de forma diferente, possuem valores, anseios e para isso é necessário um líder que tenha uma sensibilidade aguçada para gerenciar cada um desses tipos e assim maximizar o potencial individual para um resultado de equipe.

Encorajar os colaboradores

Neste ponto vale a pena ressaltar que este item é uma das funções primordiais de um líder. Imagine um técnico esportivo que não soubesse encorajar seu time. Que resultados conseguiria obter? Encorajar é apoiar, aconselhar, entusiasmar, vibrar, aplaudir as conquistas e acima de tudo incentivar a utilização plena dos potenciais.

Ouvir com atenção

Talvez uma das maiores falhas humanas seja a incapacidade de ouvir. Ouvir plenamente! Ou seja, entregar-se inteiramente ao que o outro tem a dizer, entendendo as entrelinhas, as mensagens subliminares, olhando nos olhos e dando feedback adequado.

Orientar e propiciar o desenvolvimento individual de equipe

Finalizando, só é possível orientar e favorecer o desenvolvimento dos colaboradores, se o líder conhecer efetivamente bem as habilidades, conhecimentos e comportamentos de cada membro do time. Isso só acontece quando há genuíno interesse pelas pessoas.

 

Creio que a verdadeira liderança passa pelo caminho estreito de um gerenciamento voltado para um sentido humanista, onde as pessoas são, de fato, reconhecidas e valorizadas; pela administração de talentos individuais que direcionam para um resultado organizacional

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