As maravilhas do mundo

Por Adilson Luiz Gonçalves

Turismo – Relato de viagem

Revista Partes – Ano V – fevereiro de 2005 – nº 54

Adilson Luiz Gonçalves
Rua Maestro Heitor Villa-Lobos, 27/22
Santos – SP

Estive, recentemente, em visita à Foz do Iguaçu, no Paraná, com a oportunidade de conhecer, pessoalmente, duas maravilhas consagradas: uma da natureza, esculpida por Deus, e outra da Engenharia, pensada e construída por seres humanos, com a sabedoria que Deus lhes deu.

As Cataratas do Iguaçu são consideradas uma das sete maravilhas do mundo (natural). Sua visão nos dá um misto de encantamento e respeito; isto pela beleza de suas inúmeras quedas e pela energia grandiosa e destrutiva que exibe. Já a Usina Hidrelétrica de Itaipu surpreende pelo arrojo e pela grandiosidade. Para aumentar a admiração, quando da visita, um dos vertedouros estava em operação. Qual uma catarata, ele lançava o excedente
de água da represa no rio… Uma imagem quase tão magnífica quanto a visão das cataratas naturais. Não é à toa que é considerada por órgãos internacionais uma das sete maravilhas do mundo atual.

De sete em sete – número cabalístico por essência – é inevitável fazer uma analogia de Itaipu com as sete maravilhas do mundo antigo… Aquelas foram feitas para celebrar deuses, reis, e poder de civilizações ou seu temor de outras. Apenas uma servia para o bem de todos, e iluminava os caminhos dos
seres humanos em meio à natureza: O Farol de Alexandria.

O gosto da humanidade pelo monumental e pelo simbólico ainda persiste, com muitas “maravilhas” sendo construídas sem objetivo prático ou universal.
Várias delas continuam servindo, apenas, para saciar a megalomania ou a “esperteza” (instantânea e imediatista) de poucos, em detrimento dos muitos que suam, sangram e, até, morrem para concretizar tais vaidades – e
falcatruas. Mas há exceções!

Ao contemplar os imensos paredões e contrafortes da barragem que contém o
Rio Paraná, e os enormes dutos que conduzem as águas até as turbinas da usina, poderíamos imaginar a presença de estátuas de deuses egípcios e gregos, imponentes e temíveis, como nos templos da Antiguidade. Atrás dela
imaginaríamos hordas de bárbaros tentando sobrepujá-la para invadir saquear e destruir pela força o que não conseguem via inteligência. Mas a energia que se “vê” é outra, invisível; que ilumina e move as vidas de milhões de
pessoas a milhares de quilômetros dali. É a natureza contida e modulada para produzir energia, gerando o milagre do emprego e iluminando cidades, escolas, hospitais e templos, onde os seres humanos vão agradecer a Deus por ter nos provido de capacidade para aprender a tirar proveito da natureza em benefício da humanidade…a energia existe, basta aplicá-la de modo sábio.

As Cataratas do Iguaçu estão lá: símbolo natural da magnificência de Deus! A Usina de Itaipu também: símbolo da exortação divina do Gênesis: “Crescei, multiplicai-vos e dominai a face da terra!”. Enfim, todas são obras de Deus!

Itaipu não é o Farol de Alexandria, e milhares de anos separam estas duas maravilhas; mas ambas são símbolos da importância da luz em meio as trevas (naturais ou induzidas).

Assim, nossa vida deve ser um misto de admiração e respeito pela energia que a natureza esbanja; bem como de análise e desenvolvimento de formas de aproveitar esse potencial para o desenvolvimento sustentável da civilização – que se consome em cidades.

A visita a Foz do Iguaçu foi, sem dúvida, inesquecível; mas a maior lembrança que guardo comigo é a insofismável certeza de que, quando o ser humano usa adequadamente inteligência e sabedoria, os resultados sempre são
naturalmente divinos!

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