Observai

Nair Lúcia de Britto

publicado em 02/05/2010

www.partes.com.br/reflexao/espiritualidade02.asp

 

OBSERVAI OS PÁSSAROS NO CÉU AZUL…

Foto: Rosali Martins
Nair Lúcia de Britto nasceu em Joanópolis (SP). Passou toda minha infância em Santos(SP), o que talvez explique minha paixão pelo mar…
Formada em Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero, em 1977, em São Paulo (SP.) Seu primeiro emprego foi na revisão da Folha de São Paulo. Posteriormente Editora Nova Cultural, preparando textos de livros e revistas.
Escreveu vários textos infantis, publicados na Folhinha de S. Paulo; comentários de livros e filmes para a revista “Contigo”; e crônicas, publicadas na Folha da Tarde (SP) na coluna do jornalista Mário de Morais.
Em São Vicente (SP) foi repórter e cronista do jornal “Primeira Cidade”. Além de prosas, escreve também comentários de filmes de arte; publicados, atualmente, na revista virtual Partes.

Os pássaros voam no céu azul…felizes e tranquilos! Nada os preocupam, apenas aproveitam o bens que Deus lhes deu: asas para voar e voz para cantar. Eles não se preocupam em amontoar o alimento com o qual se nutrem hoje e sentem instintivamente que Deus lhes permitirá que possam se alimentar também amanhã…

OBSERVAI OS LÍRIOS NOS CAMPOS…

Nem o rei Salomão com toda sua glória se vestiu de tanta beleza! Deus que cuida tão bem dos lírios dos campos, cuidará ainda melhor dos homens; mas a ausência de fé faz com que os homens se preocupem em juntar tesouros na Terra; tesouros que não lhes pertencerão por muito tempo…mas que ele julga ser uma garantia para sua sobrevivência. Os tesouros do coração, estes sim, são eternos; jamais serão corroídos pelo tempo nem roubados por algum ladrão. Esses são os únicos tesouros que se pode levar para o reino de Deus.

Isso não significa, porém, que devemos ficar passivos esperando que tudo caia do céu… porque esse pensamento seria uma contradição com a Lei do Trabalho e, consequentemente, com a Lei do Progresso. E se assim fizesse, o homem nunca teria saído do seu estado primitivo. Deus criou o homem sem roupa e sem abrigo, mas lhe deu inteligência para fabricá-los. Se o homem precisar de algum socorro material, Deus vai lhe inspirar ideias que o libertem dessa dificuldade.

Deus conhece todas as necessidades do homem e vem socorrê-lo dentro do que lhe é preciso. Mas a tendência do homem é ser insaciável e querer sempre mais… porque o necessário não lhe basta, é preciso o supérfluo para contentá-lo. Então busca incessantemente armazenar os tesouros da terra e se esquece dos tesouros do coração. É isso que Deus condena e o deixa sofrer as consequências de sua ambição desmedida para que aprenda a lição.

A Terra produziria o suficiente para alimentar todos seus habitantes se os homens soubessem administrar todos os bens que ela nos proporciona. Segundo às leis de justiça, da caridade e do amor ao próximo, o supérfluo momentâneo de um poderia suprir a carência momentânea do outro; e dessa forma não faltaria nada a ninguém.

Considerando-se um homem rico como um homem que tem uma quantidade grande de sementes; se ele espalhar essas sementes elas se multiplicarão para ele e para os outros. Mas se ele guarda essas sementes só para si e as esbanja com excessos, as sementes nada produzirão e se perderão na inutilidade.

Daí porque devemos nos preocupar mais em guardar os bens espirituais do que os bens materiais. Utilizando com inteligência, no próprio benefício e em benefício do progresso da humanidade, os bens materiais serão profícuos. Sem esquecer da caridade e da fraternidade, riquezas espirituais conquistadas pelo próprio homem, que as guardará no seu coração, com o cuidado de jamais permitir que o egoísmo as esmague.

Fonte de pesquisa: O Evangelho segundo o Espiritismo de Allan Kardec, cap. xxv

                                                    Nair Lúcia de Britto

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