A Fé divina e a fé humana

O milagre da transformação da água em vinho (www.eborg3.com)

Nair Lúcia de Britto

publicado em 09/11/2011

www.partes.com.br/reflexao/espiritualidade05.asp

 

Foto: Rosali Martins
Nair Lúcia de Britto nasceu em Joanópolis (SP). Passou toda minha infância em Santos(SP), o que talvez explique minha paixão pelo mar…
Formada em Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero, em 1977, em São Paulo (SP.) Seu primeiro emprego foi na revisão da Folha de São Paulo. Posteriormente Editora Nova Cultural, preparando textos de livros e revistas.
Escreveu vários textos infantis, publicados na Folhinha de S. Paulo; comentários de livros e filmes para a revista “Contigo”; e crônicas, publicadas na Folha da Tarde (SP) na coluna do jornalista Mário de Morais.
Em São Vicente (SP) foi repórter e cronista do jornal “Primeira Cidade”. Além de prosas, escreve também comentários de filmes de arte; publicados, atualmente, na revista virtual Partes.

Sempre é bom lembrar que tudo que é divino vem de Deus. E tudo que é humano vem do homem.

E que as leis divinas são as mais perfeitas; e as leis humanas são ainda falhas porque o homem é falível e está justamente no planeta Terra para aprender, evoluir e se aperfeiçoar.

Em relação a fé, o tema agora analisado, também há diferenças entre a fé divina e a fé humana. É oportuno ressaltar que a fé que vem do homem, independentemente

da religião, é extremamente poderosa; desde que o homem tome consciência da força e do poder da fé.

O sentimento de fé é inato. Já nasce com o homem porque no âmago do seu ser ele já pressente sua destinação futura, que é retornar a Deus. Mas junto com essa intuição divina, Deus também deu ao homem o livre-arbítrio para que ele faça suas próprias escolhas, boas ou ruins. Por isso, cabe ao homem trabalhar, ou não, a sua fé.

Bem trabalhada, a fé (divina e humana) será profícua para aqueles que souberem como bem cultivá-la.

Quando se fala de fé, é costume dar-se a ela um sentido apenas religioso ou divino; e a fé humana fica esquecida e, nesse caso, desperdiçada.

Fé, em si, é a vontade de querer e a certeza de chegar até o objetivo almejado. Ela é divina ou humana conforme o destino que o homem der à sua fé. Se ele aplicar a sua fé em direção as suas necessidades terrestres, essa fé é humana. Se ele aplicar a sua fé em direção às suas aspirações celestes e futuras, essa fé é divina.

Por exemplo: um empresário que se dedica à sua empresa com a certeza de que será bem-sucedido, triunfa porque essa certeza (fé) que ele traz consigo lhe dá uma força imensa.

Assim também o homem que tem fé em Deus e procura preencher sua vida com boas ações , tendo a certeza dos bens celestes futuros, também traz dentro de si a força necessária para vencer as más tendências que poderiam desviá-lo de Deus.

“O magnetismo é uma das maiores provas do poder da fé posta em ação; é pela fé que se cura e produz esses fenômenos estranhos que, outrora, eram qualificados de milagres.

A fé é humana e divina. Se todos os homens estivessem convencidos do seu poder e soubessem trabalhar esse poder favoravelmente realizariam verdadeiros prodígios. Prodígios esses decorrentes da sua fé, que nada mais é do que um desenvolvimento de uma das faculdades humanas.

Fonte de pesquisa: O Evangelho segundo o Espiritismo, de Allan Kardec – capítulo XIX

 

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