Medicina e espiritualidade

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Nair Lúcia de Britto

publicado em 01/12/2011

Foto: Rosali Martins
Nair Lúcia de Britto nasceu em Joanópolis (SP). Passou toda minha infância em Santos(SP), o que talvez explique minha paixão pelo mar…
Formada em Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero, em 1977, em São Paulo (SP.) Seu primeiro emprego foi na revisão da Folha de São Paulo. Posteriormente Editora Nova Cultural, preparando textos de livros e revistas.
Escreveu vários textos infantis, publicados na Folhinha de S. Paulo; comentários de livros e filmes para a revista “Contigo”; e crônicas, publicadas na Folha da Tarde (SP) na coluna do jornalista Mário de Morais.
Em São Vicente (SP) foi repórter e cronista do jornal “Primeira Cidade”. Além de prosas, escreve também comentários de filmes de arte; publicados, atualmente, na revista virtual Partes.

Nos Estados Unidos o estudo da Espiritualidade é muito valorizado; não exatamente em termos religiosos, mas sim pelo interesse científico; que encontrou nesse estudo um forte aliado para descobertas incríveis.

Uma delas foi a experiência vivenciada pelo médico psiquiatra Brian Weiss. Ele conta que na época não era um homem religioso e nem acreditava em reencarnação; até que conheceu uma cliente a quem ele chama por Catherine, no ano de 1980.
Quando ela foi ao seu consultório pela primeira vez apresentava sérios problemas psicológicos. O médico, então, recorreu à hipnose, para fazê-la regredir até a infância, “celeiro dos maiores traumas da vida adulta”.
Para sua maior surpresa, em vez de Catherine regredir até a infância, conforme o pretendido, ela regrediu quatro mil anos no tempo; lembrando-se de sua vida, com detalhes, na época em que existiu no Egito Antigo. A história completa dessa experiência, ele conta no seu livro Muitas Vidas, Muitos Mestres.
Foi a partir dessa história que Weiis começou a acreditar na imortalidade da alma e na reencarnação. Aprofundou-se no assunto e passou a usar como seu principal método de trabalho a Terapia das Vidas Passadas – TPV. Divulgando, inclusive, sua técnica a outros profissionais para que pudessem desenvolvê-la.
Essa terapia, o médico explica, não pode ser usada com pacientes psicóticos ou que tenham disfunções celebrais, como o mal de Alzheimer, por exemplo. Mas em pacientes com traumas, problemas psicológicos, medo da morte ou qualquer outro medo, essa terapia ajuda as pessoas vencerem suas dificuldades existenciais e a ter uma melhor qualidade de vida. O mais importante para o psiquiatra é verificar a origem do trauma.
MINHA EXPERIÊNCIA NA CLÍNICA ME CONDUZ A ACREDITAR NA EXISTÊNCIA DA ALMA”.
A TERAPIA DA REGRESSÃO USA O MESMO PROCESSO CATÁRTICO DE QUE FREUD FALAVA”, declara.
Em outro livro que Weiis escreveu: “Só o Amor é Real”, ele se refere sobre as almas gêmeas que se unem pelo amor. Segundo ele, essas almas nem sempre se encontram numa mesma vida, porque isso depende muito da missão para a qual cada uma delas nasceu. Antes de nascer, porém, as almas gêmeas sabem que algum dia se encontrarão.
Além da alma gêmea, na na vida de todos nós existem pessoas-chave; são pessoas que encontramos por uma questão de destino. Tais encontros podem acontecer em qualquer lugar; até mesmo dentro de um supermercado, por exemplo.
São encontros que já estão programados para acontecer e de fato acontecem. Mas o que pode ocorrer depois desse encontro vai depender exclusivamente do livre-arbítrio de cada um. Não há nenhuma obrigatoriedade em manter algum tipo de relacionamento. O foco principal desses encontros é o aprendizado que eles proporcionam”.
Quando uma alma gêmea está num estágio mais evoluído do que a outra, a relação entre elas é bastante difícil. O fato é que todas elas são partes de uma única energia.
Mas o mais importante é lembrar que todos nós viemos da mesma fonte, da mesma origem”.
Imaginem uma árvore na qual num galhinho existe apenas uma ou duas folhas. São pessoas muito especiais e muito próximas. Mas nesse mesmo galho existem também outras folhas não tão próximas como as duas primeiras. Em outros galhos há folhas mais distantes; e existem outras árvores que se comunicam através das raízes, mas pertencem à mesma família.”
Como reconhecer a nossa alma gêmea?
Os indícios para reconhecer a alma gêmea são muitos. Pode ser uma manifestação imediata de familiariedade; ter a sensação nítida que já conhecia determinada pessoa, antes; uma identificação muito grande entre as duas. Há pessoas que até sonham com sua alma gêmea muito antes de conhecê-la”, explica o psiquiatra. “Mas o indício principal é o reconhecimento intuitivo, através do coração ou do olhar. A energia do amor é a energia principal, de onde tudo se deriva até o nosso estado físico”.
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Dr. Brian Weiss é médico diplomado pela universidade de Yale, com especialidade em psiquiatria na Universidade de Columbia. Foi professor de Medicina em várias faculdades americanas e publicou mais de quarenta ensaios científicos, nas áreas de psicofarmacologia, química cerebral, distúrbios do sono, depressão, ansiedade e outros.
É diretor emérito do Departamento de Psiquiatria do Mount Sinai Hospital, em Miami. Viaja constantemente para mostrar seu trabalho, além de ser autor de vários livros e colaborar com jornais e revistas.

www.brianweiss.com

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