Trajetórias de Professores de Classes Multisseriadas: Memórias do Ensino Rural em Novo Hamburgo/RS (1940 a 2009)

José Edimar de Souza*

publicado em 19/03/2012 como www.partes.com.br/educacao/artigos/trajetorias.asp

 

Resumo

José Edimar de Souza é graduado em História, Especialista em Gestão da Educação, Especialista em Psicopedagogia Clínica e Institucional. Acadêmico do curso de Geografia REGESD/UCS. Assessor Pedagógico da SMED/NH- Secretaria Municipal de Educação e Desporto de Novo Hamburgo.

O presente estudo tem por objetivo recompor fragmentos da história do ensino rural em Novo Hamburgo – RS, entre 1940-2009 a partir das trajetórias docentes em classes multisseriadas de dez professores cuja prática docentes aconteceu no bairro rural Lomba Grande. A pesquisa, de natureza qualitativa, utiliza metodologia da História Oral valendo-se de entrevistas semi-estruturadas. O referencial teórico fundamenta-se na perspectiva da História Cultural. As memórias destes professores permitiram conhecer um pouco sobre os primórdios da escola pública enfatizando a presença das “Aulas Públicas”.

Palavras-Chave: Trajetória de professores, Educação Rural, História da Educação.

Resumen

Este estudio tiene como objetivo recuperar los fragmentos de la historia de la educación rural en Nuevo Hamburgo – RS, entre 1940-2009 de los profesores en las trayectorias de las clases multigrado de diez maestros cuya práctica se llevó a cabo en el distrito rural de los maestros Grande Lomba. La investigación fue cualitativa, utilizando la metodología de la historia oral, recurriendo a entrevistas semi-estructuradas. El marco teórico se basa en la perspectiva de la historia cultural. Los recuerdos de estos maestros activado para poder conocer un poco sobre los inicios de la escuela pública haciendo hincapié en la presencia de las “classes públicas”.

Palabras-Clave: Trayectoria de los maestros, Educación Rural, Historia de la Educación.

Introdução

A memória é edificadora da história e representa uma forma de compreender nossa realidade. Esta escrita enfatiza a memória social de um grupo de dez professores rurais cuja trajetória docente se desenvolveu no período de 1940 a 2009, em Lomba Grande, município de Novo Hamburgo/RS, atuando nas Classes Multisseriadas.

Esse estudo expressa resultados da pesquisa de mestrado em educação recentemente desenvolvida, na qual, o objetivo foi construir a partir das trajetórias docentes uma estrutura para a história da educação em Novo Hamburgo.

Estabelecer um percurso para o ensino público implicou reconhecer o empenho e dedicação, principalmente, dos professores, que ao lembrarem remeteram a existências das “Aulas” e sua evolução para as Escolas de Ensino Fundamental.

Caminhos Teóricos-metodológicos

Nesta pesquisa, entende-se como História o campo de produção do conhecimento que se nutre de teorias explicativas e de fontes que corroboram para a compreensão das diferentes ações humanas no tempo e no espaço.

Ao diferenciar a memória como história vivida e história como produção intelectual Nora (1993, p. 9) afirma que história e memória não são sinônimos, pois “a memória é a vida carregada por um grupo em permanente evolução, aberta à dialética. A história é a reconstrução sempre problemática do passado; demanda análise e discurso crítico”. Entendo como Tedesco (2002) que as memórias são atos de evocação do passado, atos que se reestruturam em imagens mentais, a partir de arquivos, imagens, fotografias, entrevistas, pois o passado, enquanto tal, não volta.

A opção pela metodologia da História Oral visa aprofundar compreensão sobre aspectos do contexto que se desenvolve a pesquisa, principalmente culturais e estruturais de uma sociedade. Este método permite o registro da memória viva e os acontecimentos mais abrangentes e dinâmicos da história. As narrativas que emergem da História Oral permitem reconstruir cenários, compreender a relação que se estabelecem entre fenômenos culturais, políticos e sociais de cada sujeito e dele com seus pares. Em Thompson (1992) abordagem da História a partir de evidências orais permite ressaltar elementos que, de outro modo, por outro instrumento, seriam inacessíveis.

Aqui as entrevistas (semi-estruturadas) são tomadas como documento e servem para refletir e compreender o passado, ao lado de documentos escritos, imagens e outros tipos de registros. Além disso, faz parte de todo um conjunto de documentos de tipo biográfico, ao lado de memórias e autobiografias, cuja trajetória dos indivíduos pretende-se interpretar acontecimentos, situações e modos de vida de seu grupo e na sociedade de modo geral.

No momento em que se esforça para relembrar sua experiência, as situações vividas, que necessariamente não importa o tempo em que se deram, se constroem como fontes de reflexão. Werle et al (2007) contribuem neste sentido quando argumentam que são as entrevistas atos de construção e de seleção de um certo conhecimento da realidade e de seu funcionamento, memórias coloridas das vivências de diferentes momentos históricos e não apenas das relativas a um único espaço e período de vida dos depoentes.

Stephanou (1998) afirma que trabalhar com a memória constitui tarefa complexa, exigindo, entre outras coisas, estar atento para não radicalizar a defesa de princípios essencialistas e identitários. São as “lentes”, definidas pelo historiador, que ao costurar memórias fará o desenho da história que se reconstrói, involuntariamente omitindo partes, ou extrapolando fatos, ou mesmo contando fragmentos de um todo maior, considerando os dados e documentos construídos.

A perspectiva teórica de análise e compreensão das memórias orienta-se pela abordagem da História Cultural, conhecida, em um primeiro momento como “Nova História” em contraste com a “antiga” considera aspectos da experiência de vida e o contexto em que se construíram. Dessa forma, uma história da educação para Novo Hamburgo estruturou-se considerando as memórias sociais de “[…] um conjunto de significados partilhados e construídos pelos homens para explicar o mundo” (PESAVENTO, 2004, p. 32).

Recompondo uma trajetória para o Ensino Rural em Novo Hamburgo

Novo Hamburgo é um município gaúcho do Estado brasileiro do R.S. Localiza-se na micro-região geográfica do Vale dos Sinos distando aproximadamente 50 quilômetros da capital Porto Alegre, tem sua estrutura político-econômica desenvolvida, principalmente, no século XIX, com a chegada dos imigrantes alemães na região.

O período áureo da educação no município ocorreu na década de 1970 cuja referência na indústria coureiro/calçadista projetou o lugar no contexto econômico nacional/mundial a partir da Festa Nacional do Calçado (FENAC), sendo responsável pelo crescente progresso e êxodo populacional (MARTINS, 2011).

A trajetória destes professores se desenvolveu no bairro rural Lomba Grande. A localidade de Lomba Grande era o 6º Distrito de São Leopoldo, criado por Lei Municipal Nº 39 em dezembro de 1904. Em 1940, o território foi anexado a Novo Hamburgo através de acordo, para que Novo Hamburgo tivesse mais uma saída. Determinava a lei que um município para se emancipar precisava ter duas entradas e duas saídas. Era um dos critérios que regulavam o processo emancipacionista. Em 1969, Lomba Grande consistia no 3º Distrito de Novo Hamburgo. Através da lei número 78/1979, a localidade transformou-se em bairro. E a Lei Municipal de 1985 definiu seu perímetro urbano e rural (SCHÜTZ, 2001).

A origem do nome, segundo informação de antigos moradores, está ligada ao seu relevo que é ondulado, com muitos morros, diversas altitudes, onde se realizavam carreira de cavalos.

O contexto local produziu a construção de uma forma de agir, sobretudo frente os movimentos de transformação social, econômica e política que passou o ensino durante o período estudado. Constatou-se nessa pesquisa, que a estrutura das localidades nas quais as trajetórias docentes se desenvolveram, constituíram-se também, sob influência dos imigrantes europeus, no século XIX. Sendo, o legado cultural da convivência em comunidade, uma das principais contribuições dos povos germânicos para o fortalecimento das relações sociais nessas localidades. Da mesma forma, Lomba Grande representou um “entre-lugar”, pois mesmo quando era distrito de São Leopoldo não houve a construção de um vínculo maior com esse município, isso também não aconteceu quando passou juridicamente ao território de Novo Hamburgo. Essa constatação permitiu compreender o movimento de “arraigamento” dos hábitos, valores e tradições que se construíram no cotidiano da localidade de Lomba Grande.

A história da educação em Novo Hamburgo relaciona-se, principalmente, a presença dos imigrantes alemães, que ao chegarem à localidade constituíram as “Gemeindeschule“, ou seja, as primeiras escolas comunitárias Para estes imigrantes, a leitura e a escrita são de fundamental importância porque permitem que, no culto luterano, a pessoa alfabetizada possa cantar hinos de louvor e ler a Bíblia. Dreher (1984) lembra que a religião luterana sugeria que ao lado de cada igreja deveria haver uma escola. Assim, a história da educação na cidade está intimamente ligada ao valor dado à educação pelas pessoas que aqui se estabeleceram.

Não havia recursos para criação do número de estabelecimentos de ensino necessários para atender toda demanda dos filhos dos imigrantes, então, muitos colonos cediam compartimentos em suas residências para que fossem ministradas “Aulas” (Escolas Domiciliares). Como professores, atuavam imigrantes alemães mais instruídos da comunidade que, com boa vontade, superaram as dificuldades de falta de material didático. Atuavam como professores leigos e os pais pagavam mensalmente pelo ensino de seus filhos.

Ribeiro e Antonio (2007) argumentam que ao longo da história, aplicaram-se vários programas para educação rural, porém, o modelo de escola rural que tem predominado na nossa história é constituído, quase que em sua maioria, de classes multisseriadas de 1ª a 4ª série do ensino fundamental, a cargo de professores leigos, ou com menor tempo de formação que os professores das escolas urbanas.

As classes multisseriadas ainda se conservam como única alternativa para a escolarização das comunidades “[…] de difícil acesso e não pode ser entendido como um momento precário, uma medida paliativa, provisória. Um número significativo de alunos, professores e pais dependem e fazem seu cotidiano a partir destas escolas” (FERRI, 1994, p. 17).

Embora as classes multisseriadas existam em espaços urbanos, o “interior” parece ter se configurado como lugar privilegiado dessa prática. O argumento da adversidade às condições físicas espaciais e o reduzido número de alunos das comunidades rurais colaboram para a continuidade desse tipo de escola.

A educação rural foi vista como um instrumento capaz de formar, de modelar um cidadão adaptado ao seu meio de origem, mas lapidado pelos conhecimentos científico endossados pelo meio urbano. Ou seja, a cidade é quem apresentava as diretrizes para formar o homem do campo, partindo daí, os ensinamentos capazes de orientá-lo, civilizá-lo a bem viver nas suas atividades, com conhecimentos de saúde, saneamento, alimentação adequada, administração do tempo, técnicas agrícolas modernas amparadas na ciência, etc. A escolarização deveria preparar e instrumentalizar o homem rural para enfrentar as mudanças sociais e econômicas. Dessa forma, o sujeito do campo poderia participar e compreender as idéias de progresso e modernidade que emergiam no país.

A partir das histórias narradas pelos professores: Sérgio, Paulo, Telga, Lúcia, Eloísa, Arlete, Márcia, Élia e Hélia (sujeitos desta pesquisa) uma história da educação foi produzida possibilitando compreender os significados atribuídos e apropriados em um modo de ensinar e aprender no meio rural.

As memórias da professora Gersy, por exemplo, remeteram à existência das “Aulas Públicas Federais”, referência aos primórdios do ensino público, antes mesmo do espaço de Lomba Grande ser anexado ao território novo-hamburguense. O início da trajetória docente de Gersy, em 1940, marca um período importante, também para a história do lugar, ano em que Lomba Grande passou a ser Distrito de Novo Hamburgo. Observa-se que no período de exercício docente, entrecruza sua história com a da escola pública municipal nesse lugar. A história da escola pública municipal em Lomba Grande, sob administração de Novo Hamburgo, iniciou com as “Aulas Públicas Reunidas Nº 5”, na década de 1940 agregando as instâncias Municipais e Estaduais, porém conservando aspectos das primitivas “Aulas Comunitárias”.

Considerando o período investigado 1940 a 2009 foi possível construir e estruturar em três grandes fases a instituição da escola pública em Lomba Grande. Caracterizo a primeira fase, de “primeiros tempos“, 1940 a 1970. Nesse período evidencia-se uma fase de transição entre as práticas das Aulas domiciliares, de cunho comunitário; e a estruturação das Escolas Isoladas com prédio próprio. Além disso, nesse período, especialmente em 1942, há tentativa de regularizar a situação funcional dos professores municipais através da realização de concursos públicos.

A partir da década de 1950 observa-se o esforço da administração em regimentar, estruturar e construir uma referência comum de ensino no Município. Nesse processo observa-se que no primeiro Programa de Ensino Municipal (1952), o currículo escolar apresentava uma perspectiva urbana, cujas práticas os professores rurais esforçavam-se em cumprir.

A reconstrução desses “primeiros tempos” possibilitou concluir que os questionamentos iniciais, principalmente de que a história com a docência estivesse vinculada a ideia de tradição de família, esteve entrecruzada à representação da docência como um “apostolado missionário”. As trajetórias docentes também se caracterizaram pela relação entre o contexto local e a história da instituição de ensino, prevalecendo à compreensão, pelos professores entrevistados, do magistério como vocação.

A pesquisa indica que nos primeiros tempos de escola, a experiência como alunos do curso primário, realizado em classes multisseriadas contribuiu no momento em que os professores se apropriaram de um jeito de ensinar, pois se utilizaram das memórias da representação docente desse tempo de aluno na composição da sua carreira docente.

O processo de apropriação da prática pedagógica desvelou memórias escolares que se caracterizaram pela relação que estabeleceram com outras práticas sociais e culturais. Destacando-se na formação como prática social as relações com o contexto local à prática pedagógica, cuja ênfase se observa na segunda fase que caracterizei por “consolidação da escola pública em Lomba Grande”, 1970 a 1990.

A característica principal da segunda fase associa-se a influência do aspecto econômico onde a indústria coureiro-calçadista possibilitou ao município um desenvolvimento. Nesse período, registra-se a construção de um espaço próprio para a escola e no incentivo à formação em serviço. As Escolas Isoladas passaram por um processo de transformação e, sob a deliberação da legislação vigente no país, foram reestruturadas e configuradas como Escolas Municipais de Primeiro Grau Incompleto. Destaca-se ainda, que as transformações do espaço urbano se refletem no espaço rural, seja pelo fluxo migratório, com a redução do número de alunos nas escolas das diferentes localidades ou pelo movimento de ampliação do acesso ao ensino primário, promovido principalmente a partir de acordos entre o governo de instância municipal e estadual, pela legislação vigente.

A terceira fase compreendida, 1990 a 2009 estabelece a “reestruturação da escola pública rural”. Momento em que as escolas primárias passaram a se chamar de Ensino Fundamental constatou-se a redução significativa do número de alunos, bem como o desaparecimento de muitas instituições. Destaca-se ainda que os processos identitários docentes e institucionais sofreram transformações profundas. A referência comunitária, que a escola da localidade permitia aos alunos, com esse processo, conduziu a uma situação de fragilidade.

A partir das trajetórias, as práticas foram significadas e constataram-se os elementos da cultura rural entremeando saberes tácitos, aprendizagens e hábitos reproduzidos e reinventados a partir das memórias da sua época de aluno, a partir das tradições legadas e construídas na “convivência solidária”.

Considerações finais

As memórias de práticas neste espaço pedagógico ímpar possibilitaram conhecer e compreender um pouco sobre a evolução e desenvolvimento da escola pública, especialmente, um percurso estabelecido para o ensino rural no município.

Observa-se que de 1940 a 1970, o principal objetivo da administração pública foi quanto ao acesso gratuito à escola. Na Zona Rural isso aconteceu devido à existência das “Escolas Isoladas” e conhecidas como Classes Multisseriadas que realmente reuniam classes do 1º ao 5º ano primário. Esse tipo de escola parece ter definido o perfil do alunado no município, estendendo-se também aos espaços urbanos. Em 1952, destaca-se iniciativa dos primórdios de uma ideia de Rede articulada com aprovação do Primeiro Regimento das Escolas Municipais.

No período de 1970 até 1990, a evidência foi o investimento na edificação de prédios adequados para as escolas públicas em substituição as “Aulas domiciliares”. No que se refere à valorização docente houve intenso programa de formação, bem como expansão do Ensino Primário.

No contexto das classes multisseriadas e de uma escolarização rural, constatou-se que de 1990 a 2009 as escolas foram reorganizadas e passaram por processos de reestruturação, o que representou uma situação de fragilidade expressada pelos entrevistados.

De modo geral, as estratégias pensadas para que os alunos fossem alfabetizados e aprendessem minimamente o que o mundo, nesse período exigia, se concretizou, no espaço rural de Lomba Grande a partir da realidade das Escolas Primárias Isoladas e da figura do “mestre-único”.

REFERÊNCIAS

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* Graduado em História, Mestre e Doutorando em Educação pela UNISINOS. Bolsista PROEX/CAPES. Professor da Rede Municipal de Ensino de Novo Hamburgo. Técnico em Educação na Fundação Escola Técnica Liberato Salzano Vieira da Cunha de Novo Hamburgo.E-mail: profedimar@gmail.com

Como citar este artigo: SOUZA, José Edimar de. Trajetórias de Professores de Classes Multisseriadas: Memórias do Ensino Rural em Novo Hamburgo/RS (1940 a 2009). Rev. P@rtes. [online]. Nº de páginas: …., Vol:… Janeiro de 2012. Disponível….

 

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