Percepção de Professores de Biologia Sobre Suas Escolhas e Práticas Profissionais

 

Otávio Martins Cruz*

Otávio Martins Cruz*
– Licenciado em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Pelotas. Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia pela mesma universidade.
Contato Eletrônico: otaviomatinscruz@yahoo.com.br

Resumo: A fim de investigar a percepção de professores de biologia sobre suas escolhas e práticas profissionais pensou-se neste estudo. Três professores responderam a um questionário com perguntas abertas e fechadas, a partir das quais pode-se observar que ainda que dois destes professores sintam-se desvalorizados em relação a profissão de professor, acreditam na docência e a exercem com dedicação. Além disso, suas posições no decorrer dos questionamentos pareciam estar intimamente ligadas ao tempo de exercício profissional.

Palavras-Chave: Formação de Professores, Ciências Biológicas, Exercício do Magistério.

Abstract: In order to investigate the biology teachers perception about your choices and professional practice was thought in this study. Three teachers replied to a questionnaire with open and closed questions, from which it can be observed that even if two of these teachers feel undervalued in relation to the profession of teacher, believe in teaching and performing with dedication. In addition, their positions in the course of questioning appeared to be closely linked to professional practice.

Keywords: teacher education, biological sciences, Office of teaching

INTRODUÇÃO

O trabalho, para que seja realizado satisfatoriamente e para que cumpra seu papel equilibrador, requer o estabelecimento de vínculos específicos com determinadas classes de objetos: instituições, pessoas, instrumentos e organizações (LAPO E BUENO, 2003). Por isso, falar em desenvolvimento profissional do professor é falar do desenvolvimento das crenças desse professor, é falar daquilo que ele acredita sobre si mesmo e de seu papel como docente, além das relações estabelecidas por ele na escola e em outro espaços não-formais (BEJARANO E CARVALHO, 2003).

Entretanto, o cenário atual da educação brasileira contribui para o declínio da satisfação dos profissionais docentes com sua profissão, uma vez que, o fator econômico acaba sendo determinante para que os docentes sintam-se valorizados (LÜDKE E BOING, 2004).

            Ainda assim, inúmeros cidadãos escolhem a profissão docente sabendo das dificuldades que poderão enfrentar. Pois, segundo Sales e Lopes (s/a) ela torna-se sedutora, uma vez que exerce uma influência formativa sobre os outros sujeitos, além de possibilitar a produção e veiculação de conhecimentos.

 

Escolha profissional: por que a docência?

         A escolha por uma profissão nem sempre é algo fácil e pode tornar-se um desafio tortuoso para o jovem que necessita posicionar-se diante de uma carreira. Conforme Filizatti (2003 apud Mello 2002, p.01),

Isso ocorre porque normalmente a escolha é feita numa época de transformações e mudanças físicas e psíquicas, o que por si só já gera conflitos. Além disso, a sociedade, a família e os amigos cobram urgência num posicionamento para o qual nem sempre o jovem está preparado.

         A escolha profissional não depende de uma única variável, ao contrário, é multifatorial. Inúmeros fatores influenciam na maior ou menor “qualidade” da escolha e no tipo de vínculo que o sujeito vai desenvolver com o seu objeto de trabalho (NEIVA et al, 2005).

         Além disso, o desenvolvimento vocacional é um processo contínuo que se estende da infância à velhice, geralmente ordenado e previsível (NEIVA 2005 apud SUPER 1955). A escolha pela profissão docente, segundo Galan (s/a) está relacionada a cinco fatores : afinidade pelo ensino, modelos familiares de professores, vocação, questão financeira ou pelo acaso.

         Conforme Gadotti (2000, p.09), ser professor é na perspectiva dos fatores apontados acima:

 …viver intensamente o seu tempo, conviver; é ter consciência e sensibilidade. Não se pode imaginar um futuro para a humanidade sem educadores, assim como não se pode pensar num futuro sem poetas e filósofos. Os educadores, numa visão emancipadora, não só transformam a informação em conhecimento e em consciência crítica.

         Sobre a profissão docente, observa-se que a figura do professor está presente precocemente na vida de qualquer pessoa. Deve-se destacar que o professor é “devir”, que constrói valores, crenças, atitudes e hábitos, o que o faz agir em razão de um tipo de opção pessoal que o distingue de outros: sua identidade.

Talvez, por ter em sua imagem a figura de alguém que detém capacidade de formar cidadãos sob vários aspectos é que ainda hoje a docência seja uma opção profissional para vários jovens mesmo que não conheçam efetivamente a prática docente como prática ancorada a conhecimentos específicos inerentes ao professor (BRANDO E CALDEIRA, 2009).

         Para que jovens ainda continuem a buscar a docência é importante que as condições elencadas por Brando e Caldeira 2009 apud Pereira 1999 como: as más condições de trabalho, salários pouco atraentes, jornada de trabalho exaustiva e inexistência dos planos de carreira, sejam revistas pelos gestores de educação do nosso país, a fim de que haja pessoal capacitado e habilitado para oferecer educação de qualidade à população brasileira.

 

O exercício profissional como forma de aprendizagem da profissão docente

          “O exercício profissional é condição para consolidar o processo do ser professor” (GUARNIERI, 2005, p.6).

         Os estudantes de licenciatura ocupam-se de grande carga horária de disciplinas pedagógicas com um enfoque teórico, entretanto, além das vivências pessoais e escolares passadas, o desenvolvimento do ser-professor dos licenciandos faz-se, também, a partir da prática do magistério, pois os diferentes períodos pelos quais um professor passa no decorrer de sua carreira possibilitam a formação e re-formação dos valores pessoais e profissionais dos docentes (GUARNIERI, 2005).

         A construção da identidade profissional dos docentes está ligada a seu exercício profissional, sendo que entende-se ,segundo Garcia et al (2005, p. 04), por identidade profissional docente

… as posições de sujeito que são atribuídas, por diferentes discursos e agentes sociais, aos professores e às professoras no exercício de suas funções em contextos laborais concretos. Refere-se ainda ao conjunto das representações colocadas em circulação pelos discursos relativos aos modos de ser e agir dos professores e professoras no exercício de suas funções em instituições educacionais, mais ou menos complexas e burocráticas.

         As possibilidades de investigação das identidades docentes são múltiplas, dada a variedade das condições de formação e atuação profissional desses sujeitos, os inúmeros artefatos culturais e discursivos envolvidos na produção dessas identidades e a complexidade dos fatores que interagem nos processos de identificação dos docentes com o seu trabalho (GARCIA et al, 2005).

         Diante ao exposto, objetiva-se com este trabalho investigar a percepção de professores de biologia sobre suas escolhas e práticas profissionais.

 

METODOLOGIA

            Fez-se inicialmente contato por meio de mídia virtual com os docentes de biologia, os quais participavam de uma comunidade de professores de biologia na rede social virtual orkut, através de um anúncio do trabalho. Pediu-se o contato eletrônico dos professores que se dispuseram a participar do ensaio e posteriormente foi enviado um questionário com perguntas abertas e fechadas, as quais abordavam em itens as temáticas: (1) Informações Pessoais e Profissionais (2) Escolha Profissional (3) Exercício Profissional. Após responderem os questionamentos os docentes reenviaram o questionário.

A partir dos questionários cada um dos itens em questão foram avaliados conforme os resultados a seguir.

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO 

            A partir dos dados obtidos pode-se constatar que o sexo masculino possivelmente está mais presente na carreira docente, entretanto segundo Vianna (2001) a docência foi adquirindo um caráter eminentemente feminino ao longo do século XX, especialmente na educação básica. Porém, sabe-se que as relações de gênero na constituição das identidades docentes têm caráter social e histórico, uma vez que as mulheres em fins do século XIX foram tomando o lugar do gênero masculino na educação inicial, sendo nesse período histórico a grande maioria nas escolas normais, dessa forma na metade do século XX as mulheres já compunham a grande maioria dos profissionais docentes (VIANNA, 2001). Na tabela 1 apresentam-se alguns dados pessoais dos sujeitos da pesquisa.

Tabela 1. Dados pessoais dos sujeitos da pesquisa

 

Docentes Sexo Tempo de magistério Idade
A Masculino 35 anos 53 anos
B Masculino 02 anos 22 anos
C Masculino 06 anos 33 anos

 

 Comparando o tempo de magistério de cada um dos professores observa-se que o professor A difere de B em 33 anos e de C em 29 anos, segundo Tardiff e Raymond (2000)

…o trabalho modifica o trabalhador e sua identidade, modifica também, sempre com o passar do tempo, o seu “saber trabalhar”. De fato, em toda ocupação, o tempo surge como um fator importante para compreender os saberes dos trabalhadores, na medida em que trabalhar remete a aprender a trabalhar, ou seja, a dominar progressivamente os saberes necessários à realização do trabalho: “a vida é breve, a arte é longa”, diz o provérbio.

          Além disso, os saberes ligados ao trabalho são temporais, pois são construídos e dominados progressivamente durante um período de aprendizagem variável, de acordo com cada ocupação. Essa dimensão temporal decorre do fato de que as situações de trabalho exigem dos trabalhadores conhecimentos, competências, aptidões e atitudes específicas que só podem ser adquiridas e dominadas em contato com essas mesmas situações (TARDIFF e RAYMOND, 2000 apud DURANT et al 1996).

         Uma vez questionados se antes de optarem pela carreira docente tinham outra opção profissional, os três professores relatam que inicialmente não pensavam no magistério. Ainda assim, afirmam que caso precisassem re-escolher a carreira profissional optariam, sem dúvida, pela docência novamente.

          Fruto da doação e da vocação, a escolha e permanência no magistério implicam inevitavelmente ligações afetivas no nível da relação pedagógica (professor/aluno) e institucional (professor/direção/colegas), mas decorre também das significações acordadas à própria profissão.

         Ora, estas ligações estão permeadas pela submissão e autoridade, dimensões associadas ao dom e à vocação, que se expressam na linguagem da obrigação: obrigado, ele obriga, faz obrigado, cria obrigações, institui uma dominação legítima (VALE, 2006 apud BOURDIEU,1997). Essa linguagem é eficaz para dissimular a violência simbólica e assegurar a perpetuação do poder de dominação das elites sobre a massa, dos dominantes sobre os dominados, dos herdeiros sobre os despossuídos (VALE, 2006 apud BOURDIEU, 1989).

         Questiona-se nos cursos de formação de professores o papel das teorias pedagógicas na constituição do ser-professor, apesar disso os sujeitos da pesquisa atribuíram à formação universitária importância nas suas práticas docentes. O professor A relata que com sua formação universitária possibilitou a construção de conhecimentos que garantiram o “domínio de sala de aula e o conhecimento da matéria”, já o professor C admite que sua formação lhe proporcionou embasamento teórico para desempenhar sua função. O professor B não soube responder em que sentido a formação universitária contribuiu na sua prática docente, ainda que tenha reconhecido sua importância. Conforme Mendes (2006), quando o professor passa a investir toda a sua subjetividade no processo educacional, engajando-se não apenas racionalmente, do ponto de vista cognitivo-conceitual, das teorias, mas politicamente, a partir de todo o seu ser, isso parece estar relacionado a um movimento implicativo que, na medida em que possibilita ao sujeito observador colocar-se na posição de observador de si mesmo, também possibilita ressignificá-la à luz da teoria, ou seja: a reflexão teórico-metodológica, enquanto instância cognitivo-explicativa do próprio trabalho docente, vem efetivamente acompanhada de proposta de mudança na ação tanto no nível da ação pedagógica, quanto no nível político da tomada de decisão.

         Em relação à realização com a profissão docente, os sujeitos B e C, os quais tem menos tempo de magistério em relação a A, consideram-se insatisfeitos com a profissão, enquanto A revela-se plenamente satisfeito. Entre os motivos apresentados para tal insatisfação, B e C elencam a desvalorização do profissional professor e a questão salarial pra justificar o desencanto com a profissão. Já o professor A, há 35 anos no magistério, considera que seus objetivos enquanto professor forma alcançados e que por isso está plenamente satisfeito com a profissão. Nota-se, dessa forma, que possivelmente as condições mais atuais da docência desqualificam o profissional em virtude da falta de investimento em políticas públicas que garantam melhores condições de trabalho, salário digno e investimentos na formação docente.

         Já quando perguntados sobre qual seria o tema de uma palestra que dariam a estudantes de licenciatura, os professores posicionaram-se conforme tabela 2.

 

Tabela 2. Tema da palestra que os sujeitos da pesquisa dariam a estudantes de licenciatura.

 

Professor Tema da palestra
A Decência, Caráter e Amor ao magistério
B Sala de Aula: Ame-a ou Deixe-a
C Educação sem ideologias e teorias

 

         Observa-se no tema do professor A maturidade de quem pode ter passado por situações que o levaram a acreditar que a classe docente é anti-ética e descompromissada com a causa do magistério.

         A educação, como empreendimento social, me­diadora entre um passado que se pretende veicular e um futuro que se visa preparar, em tensão entre a socialização e conservadorismo, por um lado, e a transformação e desenvolvimento, por outro, é ela própria intérprete, construtora e difusora de sen­tidos. Deste modo, os seus intervenientes, organi­zados em torno de estruturas de diversos níveis e abrangências, ao confrontarem‑se com as questões do sentido e das finalidades, mas também dos meios e dos processos, implicam‑se de modo mais ou me­nos consciente com as questões éticas (CAETANO e SILVA, 2009).

         Enquanto isso o professor B estabeleceu em seu tema uma relação de dependência em que sem amor não é possível praticar a docência, O amor e o prazer no trabalho, segundo Lima (2006), são identificados como a principal e indispensável motivação para a busca de aprimoramento profissional, subordinando até mesmo a busca de formação e profissionalização

         O professor C ao propor o tema educação sem ideologias e teorias acaba se contradizendo, uma vez que quando questionado sobre a importância da sua formação acadêmica respondeu que ela lhe possibilitou conhecimento teórico para sua prática como docente.

            Conforme Libâneo e Pimenta (1999)

…uma visão progressista de desenvolvimento profissional exclui uma concepção de formação baseada na racionalidade técnica (em que os professores são considerados mero executores de decisões alheias) e assume a perspectiva de considerá-los em sua capacidade de decidir e de rever suas práticas e as teorias que as informam, pelo confronto de suas ações cotidianas com as produções teóricas, pela pesquisa da prática e a produção de novos conhecimentos para a teoria e a prática de ensinar.

         Por isso a importância da prática como forma de confrontar com as teorias pedagógicas, uma vez que pode vir a possibilitar a re-construção da própria prática e, também, o desenvolvimento de novas metodologias de ensino.

 

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS 

        A partir dos resultados obtidos nesse trabalho, nota-se que ainda que alguns sujeitos sintam-se desvalorizados, acreditam na docência e a exercem com amor. Além disso, suas posições no decorrer dos questionamentos pareciam estar intimamente ligadas ao tempo de exercício profissional.

       Uma revisão quanto às questões teóricas da pedagogia poderiam ser analisadas por parte dos professores pesquisados, uma vez que parecem exercer uma docência desvinculada de teorias.

         Por fim, acredita-se, ainda, que por uma questão de baixa procura a cursos de licenciatura e ao déficit de professores na rede pública de ensino, novas políticas educacionais possam garantir condições adequadas de trabalho, salários dignos, além de uma formação inicial de qualidade para que os futuros professores possam vir a ser agentes de mudanças diante as insatisfações.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BEJARANO, Nélson R. R; CARVALHO, Anna M. P. de. Tornando-se professor de ciências: Crenças e Conflitos. Ciência e Educação, vol.9, n.1, p. 1-15, 2003

BRANDO, Fernanda; CALDEIRA, Ana Maria. Investigação sobre a identidade profissional em aluno de licenciatura em Ciências Biológicas.Ciência e Educação, v.15, n.1, p.155-173, 2009.

CAETANO, Ana P; SILVA, Maria de Lurdes. Ética profissional e formação de professores. Revista de Ciências da Educação, n.8, jan/abr 2009.

FILIZATTI, Roseli. O desafio da escolha profissional. Psico-USF, vol.8, n.1, p. 93-94, Jan./Jun. 2003.

GADOTTI, Moacir. Perspectivas Atuais da Educação. São Paulo em Perspectiva, 2000.

GALAN, Maria Cristina da S. Escolha Profissional e Prática Docente: O Discurso dos professores do ensino superior privado.Didática, n.04.

GARCIA, Maria M. A; HYPOLITO, Álvaro Moreira; VIEIRA, Jarbas S. As identidades docentes como fabricação da docência. Educação e Pesquisa. São Paulo, vol.31, n.1, p. 45-56, jan/abr 2005.

GUARNIERI, Maria Regina. Aprendendo a ensinar: O caminho nada suave da docência. Autores Associados, 2ª ed., Campinas/SP, 2005.

LAPO, Flavinês R; BUENO, Belmira O. Professores, desencanto com a profissão e abandono do magistério. Cadernos de Pesquisa, n.118, p. 65-88, março/2003.

LIBANEO, José Carlos; PIMENTA, Selma. Formação de Profissionais da Educação: Visão Crítica e Perspectiva de Mudança. Educação e Sociedade, v.20, n.68, Campinas/SP, dez/1999.

LIMA, Nancy. Amor a profissão, dedicação e o resto se aprende. Anped, n.07, 2006.

LÜDKE, Menga; BOING, Luís A. Caminhos da profissão e profissionalidade docentes. Educação e Sociedade. vol.25, n.89, p.1159-1180, Set/Dez 2004.

MENDES, Tânia S. Possibilidades de intervenções pedagógicas em situação de estágio: O reencontro aluno-professorando-professor.Periódicos unisso, 2006.

NEIVA, Kathia; SILVA, Mariita; MIRANDA, Vera; ESTEVES, Cristiano.Um estudo sobre a maturidade para a escolha profissional de alunos do ensino médio.Revista Brasileira de Orientação Profissional. p.1-14, 2005.

SALES, Luis Carlos; LOPES, Antônio de P. C.; Muito merecimento, pouca valorização: Representações Sociais de Licenciandos sobre a Docência. Sociologia de Educação, vol.14.

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VALE Ione. Carreira do magistério: uma escolha profissional deliberada? Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos, vol.87, n.216, 2006.

VIANNA, Cláudia P. O sexo e o gênero da docência. Caderno pagu, p. 81-103, fev/2001.

* Licenciado em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Pelotas. Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia pela mesma universidade.

 

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