O cuidado compartilhado entre a família e a equipe de enfermagem à criança hospitalizada

*Jennifer da Silva SILVEIRA 

Jennifer da Silva SILVEIRA é acadêmica do 4º Semestre do Curso de Graduação em Enfermagem da Universidade Regional do Cariri-URCA, Campus Iguatu – Ceará

RESUMO

A hospitalização representa para a criança, uma situação nova, muitas vezes traumática, devido ao ambiente diferente, a presença de pessoas desconhecidas e de procedimentos invasivos desconhecidos por ela. A equipe de enfermagem deve estar preparada para prestar a assistência à criança e também a sua família. Nesse sentido este estudo poderá contribuir para a melhoria da qualidade da assistência prestada à criança e sua família durante a hospitalização.

Palavras-Chaves: Hospitalização, família, assistência, enfermagem.

ABSTRACT

Hospitalization accounts for the child, a new situation, often traumatic, due to the different environment, the presence of strangers and invasive procedures unknown to her. The nursing staff must be prepared to provide assistance to children and also his family. In this sense this study may contribute to improving the quality of care provided to children and their families during hospitalization.

Key Words: Hospitalization, family, health, nursing.

Introdução

A hospitalização na interpretação da criança representa uma ruptura com seu meio social, seus hábitos, atividades, e costumes. As dificuldades enfrentadas pelas crianças hospitalizadas se devem ao medo do desconhecido ou às situações desagradáveis sofridas por elas em hospitalizações anteriores. Isso lhes causa temor, levando-as a crer que todos os enfermeiros ou pessoas vestidas de branco lhes causarão dores, sofrimentos ou lesões corporais. Uma maneira de tornar a hospitalização mais humana é a participação da família no cuidado à criança. Diferentemente dos adultos, as crianças não expressam dor de forma objetiva, ela utiliza outras formas para demonstrar suas aflições. Usa como forma de comunicação seu choro, expressão facial ou ficando isoladas. Se sentem deslocadas por estarem longe de seu cotidiano, sentem-se presas e assustadas com tantas pessoas estranhas em sua volta. A separação dos pais e ausência de adultos confiáveis, a perda do ambiente familiar, muitas vezes do ambiente escolar, do convívio com seus amigos, as rotinas e as atividades, todos esses fatores geram sofrimento à criança. A hospitalização gera situação de crise, envolvendo a criança doente e sua família. O direito da presença do acompanhante durante o internamento da criança é positivo, tanto para a criança quanto para a família e também, por incentivar o convívio entre esta e a equipe de enfermagem, o que facilita a apreensão de conhecimentos por parte dos familiares aos cuidados necessários à criança durante a internação e, principalmente, após a alta hospitalar. Acredita-se que a presença do familiar junto à criança, neste momento, a auxilia adaptação da condição de internação no hospital, diminui a angústia, que a criança possa vir a sentir em relação a família que não se encontra com ela no hospital e favorece a formação do seu vínculo com os integrantes da equipe de saúde. O cuidado realizado pela família ajuda de forma construtiva na recuperação da criança e provoca na família um sentimento de competência. No período de hospitalização da criança, seus familiares procuram formas de minimizar suas necessidades físicas e emocionais. A perspectiva de levar os pais para dentro do hospital traz consigo alterações nas relações de trabalho estabelecido no ambiente hospitalar. A presença da família junto à criança possibilita condições emocionais mais satisfatórias. A convivência no espaço hospitalar entre familiares e profissionais de saúde tem sido um desafio, apesar de esses últimos reconhecerem as dificuldades que a família enfrenta bem como a importância da presença dos pais na recuperação da criança e o direito de permanecerem ao lado do filho. O cuidado de enfermagem não deve ser desligado da família e de suas necessidades, o que implica no desenvolvimento de uma sensibilidade especial para lidar com esta clientela. De acordo com Alves (2006), “Quando o cuidado é voltado para a criança exige do enfermeiro atenção, cuidado ativo e dinâmico, envolvendo a família, pois a hospitalização mobiliza toda a estrutura familiar”. A família juntamente com a criança passa por muitos fatores estressantes. A cada dia que passa durante o período de hospitalização da criança, aumentam as preocupações, temores, angústias e ansiedade. A troca de experiências entre os cuidadores pode possibilitar um melhor relacionamento entre os profissionais, a criança e sua família, diminuindo, possivelmente, o sofrimento da família com a doença e a hospitalização. Assim, durante a internação hospitalar da criança o seu cuidado deve ser compartilhado entre os profissionais de saúde e sua família. Segundo Oler e Viera (2006), para um cuidado completo é necessário o aprimoramento da prática de Enfermagem pediátrica e da qualidade do cuidado, o que exige atualização dos profissionais, em especial do enfermeiro, para que incorpore um processo de cuidar capaz de alcançar a saúde e o bem-estar da criança através do envolvimento e participação da família neste processo. Tantos os profissionais de enfermagem como as famílias, cuidam baseadas na sua visão de mundo, nos seus valores e experiências. Ressalta-se que o cuidado prestado pela família à criança não deve ser confundido com o cuidado prestado pelos profissionais, pois estes são muito diferenciados, onde o cuidado familiar é bem mais afetivo, ajudando assim na superação da internação. Deste modo este estudo pretende entrelaçar uma reflexão acerca do cuidado à criança no hospital e apresenta como perspectiva o cuidado compartilhado entre a equipe de enfermagem e a família.

Desenvolvimento

Criança Hospitalizada

A criança e seu comportamento no processo de doença e hospitalização dependem de vários fatores como idade, grau da doença, experiências vividas anteriormente, contexto emocional da doença, o nível do pensamento e a qualidade do tratamento recebido no hospital. Elas são muito afetadas pela mudança do ambiente, onde já estavam acostumadas com as rotinas vividas no cotidiano. O cuidado mais humanizado prestado à criança, durante sua hospitalização, geralmente, exige que haja uma mudança na análise assistencial realizada nas unidades de internação pediátricas. O ato de cuidar ultrapassa a criança hospitalizada, envolve, também, a sua família, neste ambiente. Quando a criança adoece há uma mudança no relacionamento entre pais e filhos, os pais tornam-se mais intolerantes e a criança exige mais sua presença e atenção; há uma enorme necessidade dos pais e filhos estarem juntos. O estresse e a ansiedade podem ser reduzidos se um familiar acompanhá-la no hospital. A hospitalização da criança é vista como uma situação delicada e dolorosa tanto para a criança quanto para a família e para os profissionais. Durante a hospitalização vários fatores estão presentes, como mudança nos aspectos físicos e psicológicos, separação dos pais e dos familiares e também a interrupção das atividades cotidianas. A separação da família leva a criança a ter insegurança e sofrimento. Durante a hospitalização, este estado é agravado pelo mal estar e sofrimento impostos pelo ambiente desconhecido. Quando a criança está doente, pode apresentar agressividade, tristeza ou outro tipo de manifestação, sendo que estes comportamentos podem ser causados por falta de afetividade, ou atenção. O adoecimento e a hospitalização da criança representam rupturas no dia-a-dia dela e de sua família. Assim, a criança deixa de ir à escola, se afasta de seus familiares e amigos, não realiza muitas das suas atividades cotidianas, os familiares por sua vez, têm também sua rotina alterada, precisam se afastar do lar, além de gerenciar os cuidados com a criança e as demandas da família. Quando uma criança é internada, o ambiente é desconhecido e estranho e isso o assusta, pois há pessoas que não lhe são familiares, e há sons diferentes e uma dinâmica de funcionamento desconhecida. A hospitalização para a criança pode ser vista como a separação da família, pois esta pode se sentir abandonada pelos pais em um ambiente totalmente desconhecido. As rotinas dos hospitais, o medo do desconhecido, a separação, geram situações difíceis e requer do enfermeiro procurar compreender a vivência da família e delinear intervenções que auxiliem durante a crise que pode representar a hospitalização da criança e no seu ciclo vital. Para que os aspectos da hospitalização possam ser enfrentados e transformados é preciso que a criança e sua família se sintam em ambiente acolhedor, com uma equipe de profissionais que forneça apoio, através do acolhimento.

Participação da Família no cuidado à criança hospitalizada

Quando há a hospitalização dos filhos, os pais acostumados a desempenhar as funções, protetores e responsáveis pela criança, passam por uma mudança em seus papéis, pois neste momento, é a instituição hospitalar que detém os recursos necessários para a recuperação do seu bem estar. Dessa forma, os pais devem adaptar-se às rotinas do hospital, aguardar orientações sobre os procedimentos a serem realizados, sobre o prognóstico, saber de que forma poderão participar do tratamento e o que se espera deles com relação à criança. A equipe profissional deve estar preparada para prestar assistência e gerando um ambiente de trabalho agradável e facilitando o convívio e o restabelecimento de saúde. O cotidiano da família torna-se difícil e desgastante, devido ao envolvimento no cuidado à criança para garantir o acompanhamento da mesma no hospital, a família reformula seu dia a dia para estar com a criança doente, desencadeando uma desestruturação da dinâmica familiar e fazendo com que ela tente reorganizar sua rotina para manter-se em equilíbrio e cuidar da criança hospitalizada. Em geral, quando o familiar não assume a presença junto à criança internada, ocorre uma resistência por parte da equipe de enfermagem em concordar com a sua permanência na condição de acompanhante, pois, este familiar não estaria cumprindo com o seu papel no ambiente de hospitalar. No entanto, nem sempre o acompanhante age da maneira esperada pela equipe de enfermagem, podendo surgir conflitos na relação. No momento da hospitalização, de um lado, a família depara-se com vários sentimentos conflitantes, onde, nem sempre sendo lhe dada oportunidade de expressar suas emoções e expectativas quanto ao diagnóstico ou tratamento de seu familiar hospitalizado. De outro lado, a equipe de enfermagem, sobrecarregada, diante de as inúmeras tarefas a cumprir, por vezes, desconsidera o familiar acompanhante no cotidiano da assistência de enfermagem, ignorando-o por meio de um tratamento autoritário ou de indiferença, revelando uma hegemonia da qual, de certa forma, a equipe de enfermagem se apodera no momento. Nestes termos, as parcerias e o diálogo são fundamentais para uma boa relação de cuidado, pois ao compartilhar a preocupação e o sofrimento do outro, esses profissionais podem perceber o familiar com outro olhar, considerando suas necessidades, suas angústias e questionamentos quanto àquilo que pode ou não fazer no espaço hospitalar, para melhor confortar seu familiar doente. Sendo assim, a presença dos pais é de extrema importância para a instabilidade psicológica da criança durante a hospitalização. A ansiedade dos pais provoca uma preocupação maior com as ações de cuidado a serem realizados na criança.

A equipe de enfermagem na hospitalização da criança

Ao cuidar da criança e família no processo saúde-doença, a enfermagem pode gerar recursos para o desenvolvimento da criança e criar condições para minimizar seu sofrimento, evitando o rompimento do vínculo familiar, quando da necessidade de internação hospitalar. Como um dos papéis da enfermagem, está o de propiciar condições adequadas para a presença da família na unidade, é também uma das principais responsáveis pela organização do ambiente de cuidado. Geralmente, os profissionais se dedicam especialmente à criança, esquecendo das necessidades e dificuldades da família, sendo que a assistência a criança também implica em dar assistência a sua família. De acordo com Quirino; Collet;Neves (2010)

“como a hospitalização infantil é algo desestruturador para criança e família, é necessário reorientar o cuidado para acolhermos sentimentos, além de reconhecer as dificuldades que a família tem em desempenhar suas atividades básicas de socialização e de suporte para seus membros, surgindo a situação de vulnerabilidade.”

Quando os pais são inseridos no acompanhamento da hospitalização, compreendem que é um fator que contribui para a recuperação da criança, e ficam mais atentos a estar com seus filhos para confortarem e apoiar a criança durante a crise. Como primeiro passo para a assistência humanizada o enfermeiro deve construir um vínculo com a criança e sua família, para que se sintam em um ambiente acolhedor. Uma recepção adequada é especialmente importante nesse processo. Um aspecto extremamente importante também é presença de brinquedos, o que personaliza a unidade da criança e torna os pais mais próximos do filho. A decoração do ambiente deve ter características infantis, cores alegres. O enfermeiro desempenha um grande e importante papel, visto ser ele o profissional que passa a maior parte do tempo acompanhando o paciente, sendo responsável pelos cuidados, cabendo-lhe também empenhar-se ao máximo para reduzir qualquer incomodo decorrente da hospitalização. Esses são detalhes simples, mas, que ajuda na adaptação, conforto, bem como a sensação de sentir-se lembrado e amado. Tanto a família como o enfermeiro, mostra-se como animadores do sistema de cuidados. A internação hospitalar tem como objetivo principal estabelecer o diagnóstico e a terapêutica, em muitos casos pode desencadear quadros de transtornos emocionais físicos e sociais ao paciente, muitas vezes, ocasionados pelo afastamento e isolamento de sua vida cotidiana e também pela convivência com um ambiente desconhecido, deixando-o inseguro e ansioso. Por isso, acredita-se que é essencial que o cuidado se dê de forma compartilhada, estabelecendo confiança, segurança e sentimento de proteção.

Metodologia

O presente estudo teve como objetivo, refletir e analisar sobre o cuidado da família e da enfermagem na hospitalização da criança, visando compreender a importância das ações desenvolvidas na reabilitação da mesma. Para tanto, realizou-se um estudo de revisão bibliográfica, desenvolvido através uma pesquisa descritiva e exploratória, de abordagem qualitativa. Foram utilizados como instrumentos de pesquisa, arquivos em bibliotecas virtuais com base em artigos científicos publicados em revistas, sendo que as abordagens desses artigos tenham relevância na da área da saúde. Tais pesquisas foram iniciadas no mês de junho a julho de 2011, utilizando o tema o cuidado compartilhado entre a família e a equipe de enfermagem à criança hospitalizada e outros temas relacionados, para que haja interação sobre o assunto.

Considerações Finais

Cuidar da criança hospitalizada é muito complicado, visto que, envolve as relações e as inter-relações das famílias, equipes e criança. O cuidado à criança em processo de hospitalização é uma prerrogativa a ser propiciada por todos os profissionais da saúde comprometidos com a qualidade do cuidado que presta. Assim, foi possível perceber que a hospitalização é uma situação estressante para a criança e sua família. Durante o período de hospitalização percebe-se uma desestruturação familiar, pois muitas vezes a criança permanece por um longo período de tempo no hospital, alterando sua rotina diária. Assim, cabe a equipe de enfermagem identificar como os pais têm se relacionado com a criança e como estão vivenciando tal situação. Além disso, a equipe de enfermagem deve valorizar a presença dos pais e incluí-los na assistência, isso pode ajudar a minimizar o estresse, desconforto, medo e a desenvolver um plano de cuidados dirigidos à família. Outro ponto importante, é que a disponibilidade dos pais em participar dos cuidados do filho durante a hospitalização será diferente em cada situação. Essa participação deve ser discutida entre a equipe de enfermagem e a família e planejadas em conjunto. Nesse sentido, este estudo poderá contribuir para a melhoria da qualidade da assistência prestada à criança e sua família durante a hospitalização.

Referências Bibliográficas

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