O Ministério do Turismo divulga hoje os resultados finais de uma pesquisa que traça o perfil do turista da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) e suas impressões sobre a infraestrutura turística da cidade do Rio de Janeiro. Foram entrevistados 3,1 mil brasileiros e 1.350 estrangeiros de 175 países em missas, festivais e atividades culturais que ocorreram durante a JMJ. O levantamento revelou que a JMJ gerou o maior fluxo turístico da história numa única cidade.

De acordo com a pesquisa, a maior parte do público é jovem (55,7% têm até 25 anos), solteiro (82,4%), já concluiu o ensino superior (26,6%) ou está prestes a concluí-lo (32%). A maioria chegou ao Rio de avião (49,4%) e ônibus fretado (34,1%) e se hospedou em casas de família, dependências religiosas e escolas (59,8%), na própria cidade do Rio de janeiro (91,1%). A renda familiar dominante (33,9%) varia entre R$ 2.101 e R$ 4.800.
Além de exercitar a fé, a maioria dos entrevistados (estrangeiros e brasileiros) da JMJ afirmou que deseja aproveitar a estada no País para conhecer atrativos turísticos (76%), participar de atividades culturais (40,9%) e curtir o sol e as praias (39,3%).
Na comparação entre brasileiros e estrangeiros, destaca-se o fato de a maioria dos visitantes de fora (57,1%) realizar turismo religioso pela primeira vez. Entre os brasileiros, os novatos são minoria (42,1%). No entanto, a maior parte do público estrangeiro (41,5%) já participou de uma JMJ, raridade entre os brasileiros (8,8%).

“Os números revelam o potencial do turismo religioso no Brasil. Vamos trabalhar para intensificar ainda mais a movimentação em eventos e destinos religiosos apoiando principalmente a divulgação”, comentou o ministro do Turismo, Gastão Vieira.
A escolha do Rio como sede da JMJ teve maior influência na decisão dos estrangeiros (70,8%) que dos brasileiros (53,7%), no entanto, a imagem da cidade melhorou tanto para nós (52%) quanto para eles (59,2%) após a visita. O resultado é que a maioria dos visitantes de fora (92,1%) e turistas brasileiros (96,1%) pretende voltar ao Rio em breve.
“Os dados e as estatísticas são fundamentais para elaborarmos uma política bem estruturada voltada para o segmento de turismo religioso”, afirmou o secretário Nacional de Políticas do Turismo, Vinicius Lummertz. Os serviços de turismo melhor avaliados pelo público em geral foram as opções de lazer da cidade (40,1%), a segurança pública (23,2%) e a sinalização turística (22,4%).
O gasto médio no tempo de permanência dos estrangeiros no país foi de R$ 1.830 e entre os brasileiros, de R$ 1.370. Os estrangeiros ficaram, em média, 12 dias no País e os brasileiros, sete dias no Rio. O impacto da JMJ na economia do Rio de Janeiro foi de R$ 1,285 bilhão.
Ao todo, a Jornada Mundial da Juventude reuniu 617 mil turistas, sendo 405 mil brasileiros e 212 mil estrangeiros. Um total de 3,7 milhões de participantes circularam pela JMJ. Clique aqui para ter acesso aos dados da pesquisa na íntegra.

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