Respirar pela boca pode prejudica a concentração

bioetica030219_c01aSegundo pesquisadores, qualidade de vida de respiradores oronasais é pior do que a dos respiradores orais.

Agência Notisa – O ar que respiramos pelo nariz tem uma qualidade superior àquele respirado pela boca. Isto porque somente as cavidades nasais conseguem filtrar com sucesso partículas e microrganismos do ar e fazer com que chegue aos pulmões na temperatura ideal. Mas, diante de comprometimentos, como a insuficiência respiratória nasal, mecanismos compensatórios podem ocorrer. Uma pesquisa mostra que as respirações parcial (oronasal) e integral pela boca (respirador oral) estão associadas a um padrão de respiração ineficiente de causa obstrutiva ou não obstrutiva, viciosa.

Segundo o estudo “Qualidade de vida em sujeitos respiradores orais e oronasais”, publicado na revista CEFAC Saúde e Educação, a respiração oral é considerada por diversos autores como uma síndrome, “síndrome do respirador oral”, e pode levar a alterações no desenvolvimento do sistema estomatognático, posturais, no sono, comportamentais, estéticas e funcionais e de aprendizagem.

“A maior parte dos estudos com respiradores orais descreve as alterações do quadro de forma isolada, como eversão de lábio, sonolência diurna, falta de atenção, baixa concentração dentre outros”, explicam os autores da Unicamp e da USP no artigo.

Eles ressaltam que tais comprometimentos respiratórios, em geral, são de instalação precoce e perpetuante. Os indivíduos muitas vezes se adaptam à situação e nem sempre percebem o impacto gerado na qualidade de vida.

Com relação à qualidade de vida, a pesquisa mostrou que “respiradores oronasais apresentam pior qualidade de vida que respiradores orais nos aspectos ambiental, psicológico e físico”, diz a equipe na publicação.

De acordo com a pesquisa, estudos epidemiológicos têm indicado que 10 a 25% da população geral apresentam comprometimentos respiratórios, o que justifica considerar esse problema uma questão de saúde pública, uma vez que gera prejuízos na qualidade de vida dos indivíduos.

Para ler o artigo na íntegra, acesse: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1516-18462013000100012&script=sci_arttext.

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