Esporte adaptado favorece a reabilitação, a inclusão social e beneficia a saúde

qualivida030319_c01aAgência Notisa – O esporte adaptado possibilita que pessoas com deficiência pratiquem atividade física, a partir da adaptação de regras, fundamentos e estruturas. Segundo o artigo “Esporte adaptado: abordagem sobre os fatores que influenciam a prática do esporte coletivo em cadeira de rodas”, publicado em abril na Revista Brasileira de Educação Física e Esporte por pesquisadores da Faculdade de Educação Física da Unicamp e da Escola de Educação Física e Esporte de Ribeirão Preto da USP, “estudos têm associado à prática esportiva benefícios relativos à reabilitação, à inclusão social e também à saúde”.

Para os pesquisadores, a avaliação no esporte adaptado, quando realizada sob vários aspectos do comportamento motor de um indivíduo, permite que o especialista em educação física adaptada monitore, identifique e esclareça possíveis estratégias. Dessa forma, afirmam que investigações anteriores aos anos 70 eram, sobretudo descritivas, concentrando-se principalmente na identificação dos problemas motores, nos efeitos da atividade física e na descrição do crescimento e desenvolvimento das crianças deficientes, com foco na fisiologia e biomecânica.
Posteriormente, nos anos 80, houve um aumento nessas avaliações, com áreas de estudo mais diversificadas e procedimentos mais sofisticados e variados, explicam. Com base no aumento da prática de esportes adaptados entre 2000 e 2012, os autores se referem à necessidade de sistematização dos processos de avaliação e dos programas de intervenção. Até o momento, dizem, as investigações consistiam no ensino e aprendizagem das atividades físicas, nos fatores de influência na atividade física, nos efeitos da atividade e no rendimento. Com base nisso, acreditam que “a identificação dos perfis neurológico, fisiológico, morfológico, psicológico, social e de desempenho motor das pessoas com deficiências irá fornecer um conhecimento significativo sobre essa população”. Também consideram que relacionar esses fatores com a prática de esportes pode ser um modo de gerar informações que possibilitem melhores estratégias de planejamentos em modalidades esportivas.
Assim, é ressaltado que o professor de educação física adaptada deve saber lidar com diferentes situações, que são resultado da multiplicidade e imprevisibilidade da prática. Além disso, fica clara a intenção dos pesquisadores de mostrar o atleta como um todo, não apenas um organismo que responde de forma biológica ou psicológica. Segundo eles, isso torna possível ampliar o conhecimento em torno da avaliação, tornando-a mais abrangente e efetiva.
Dessa forma, os autores destacam o esporte adaptado como um fenômeno complexo, não podendo ser definido com base em suas facetas. Para eles, um pensamento apurado sobre o esporte tem a capacidade de possibilitar um trabalho mais consistente, baseado em um profissional que compreende melhor os fatores que definem o resultado esportivo. Enfim, concluem que “esta abordagem abre novas possibilidades de investigação, pois são necessárias evidências que possibilitem a quantificação das relações existentes entre as facetas do modelo”.

Para ler o artigo na íntegra, acesse http://www.scielo.br/scielo.php?~script~sci_arttext&pidS1807-55092013005000010&lngpt&nrmiso&tlngpt.

Agência Notisa (science journalism – jornalismo científico)

Post Author: revistapartes