O ex-goleiro Barbosa, vicecampeão mundial em evento em sua homenagem no CAY, São Paulo

 

 

Por Gilberto da Silva

Gilberto da Silva é formado em sociologia e jornalismo, mestre em Comunicação pela Faculdade Casper Líbero. Foi professor do ensino secundário. Professor universitário e edita a revista virtual P@rtes (www.partes.com.br).

 
A Copa do Mundo de 1950 foi disputada em um momento conturbado. A Segunda Guerra Mundial mal havia acabado e a Europa estava sendo reconstruída e as nações europeias estavam devastadas e  continuavam preocupadas na recuperação causada pelo conflito. As duas grandes potências, Estados Unidos e a União Soviética, lutavam para expandir seus domínios, criando uma tensão que ficou conhecida nas décadas seguintes como a Guerra Fria.

No Brasil, o governo do presidente Eurico Gaspar Dutra chegava ao fim, e novas eleições estavam marcadas para o dia 3 de outubro. O assunto agitava rádio, jornais e até as conversas de botequim, desde o início do ano. No dia 3 de outubro, finalmente Getúlio Vargas sai vitorioso – afirmando que voltou “nos braços do povo”, com quase 50% dos votos, derrotando um tímido rival, o brigadeiro Eduardo Gomes, da UDN. O país na época tinha 53 milhões de habitantes.

A televisão estava chegando, nos seus primórdios, era o rádio que dominava e vivia sua época de ouro desde os anos 40. A primeira transmissão televisiva foi realizada em São Paulo, em abril de 1950, pelos Diários Associados, por iniciativa de outro personagem histórico, Assis Chateaubriand. Em setembro, era inaugurada a TV Tupi, o primeiro canal de televisão brasileiro. Invenção dos anos 20, a tevê já era bem conhecida nos Estados Unidos e na Alemanha, onde grandes transmissões já haviam ocorrido, como a dos Jogos Olímpicos de Berlim em 1936. A tela em preto e branco nem havia chegado ao Brasil, mas a RCA já anunciava em 1949, nos EUA, a criação da tevê em cores, adotada a partir de 1954.

A maior tragédia nacional

Mais do que um campeonato de futebol, a Copa de 1950 foi um marco. A escolha para o Brasil ser a sede aconteceu em 1946 e levou em conta o fato do Brasil, único candidato, não ter sido atingido pela guerra. Para organizar a Copa os dirigentes resolveram criar um gigantesco estádio no Rio de Janeiro, no bairro do Maracanã. As obras atrasaram e obrigaram o vice-presidente da FIFA, Ottorino Barassi (presidente da Federação Italiana), a vir ao Brasil cinco vezes antes do início do Mundial para garantir a disputa do torneio.

A abertura aconteceu no dia 24 de junho, no Rio. Mais de 80 mil pessoas pagaram para ver o Brasil golear o México por 4 a 0, com dois gols de Ademir Menezes (que se tornou o artilheiro da competição, com 9 gols), um de Jair Rosa Pinto e outro de Baltazar. Foi o começo de uma campanha impressionante de goleadas, que colocaria o Brasil como favorito ao título. E foi também o primeiro passo para a maior “desgraça’ que o futebol brasileiro já viu. Olhemos os resultados:

Brasil 4 x 0 México
24/junho/1950
Local: Maracanã (Rio de Janeiro)
Árbitro: George Reader (Inglaterra)
Gols: Ademir 32 do 1º tempo; Jair 11, Baltazar 17, Ademir 36 do 2º.
BRASIL: Barbosa; Augusto, Juvenal; Eli, Danilo, Bigode; Maneca, Ademir, Baltazar, Jair, Friaça.
MÉXICO: Carbajal; Zetter, Montemayor; Ruiz, Uchoa, Roca; Septien, Ortiz, Casarin, Perez, Velasquez.

  Brasil 2 x Suíça 2
28/junho/1950
Local: Pacaembu (São Paulo)
Árbitro: Ramón Azón (Espanha)
Gols: Alfredo II 2, Fatton 16, Baltazar 31 do 1º tempo; Fatton 43 do 2º.
BRASIL: Barbosa; Augusto, Juvenal; Bauer, Rui, Noronha; Alfredo II, Maneca, Baltazar, Ademir, Friaça.
SUÍÇA: Stuber; Neury, Bocquet; Lusenti, Egginemann, Quinche; Tamini, Bickel, Friedlander, Bader, Fatton.

   Brasil 2 x 0 Iugoslávia

1/julho/1950
Local: Maracanã (Rio de Janeiro)
Árbitro: Mervyn Griffiths (País de Gales)
Gols: Ademir 3 do 1º tempo; Zizinho 24 do 2º.
BRASIL: Barbosa; Augusto, Juvenal; Bauer, Danilo, Bigode; Maneca, Zizinho, Ademir, Jair, Chico.
IUGOSLÁVIA: Mrkusic; Horvath, Stankovic; Tchaikowsky I, Jovanovic, Djajic; Vukas, Mitic, Tomasevic, Bobek, Tchaikowsky II.
 
Fase Final:  

  Brasil 7 x 1 Suécia
9/julho/1950
Local: Maracanã (Rio de Janeiro)
Árbitro: Arthur Ellis (Inglaterra)
Gols: Ademir 6 e 36, Chico 39 do 1º tempo; Ademir 6 e 12, Andersson (pen.) 31, Maneca 40, Chico 43 do 2º.
BRASIL: Barbosa; Augusto, Juvenal; Bauer, Danilo, Bigode; Maneca, Zizinho, Ademir, Jair, Chico.
SUÉCIA: Svensson; Samuelsson, Erik Nilsson; Andersson, Nordahl, Gaerd; Sundqvist, Palmer, Jepsson, Skoglund, Stellan Nilsson.

  Brasil 6 x 1 Espanha
13/julho/1950
Local: Maracanã (Rio de Janeiro)
Árbitro: Reg Leafe (Inglaterra)
Gols: Ademir 13, Jair 18, Chico 31 do 1º tempo; Chico 11, Ademir 12, Zizinho 22, Igoa 26 do 2º.
BRASIL: Barbosa; Augusto, Juvenal; Bauer, Danilo, Bigode; Friaça, Zizinho, Ademir, Jair, Chico.
ESPANHA: Ramallets; Alonso, Gonzalvo II; Gonzalvo III, Parra, Puchades; Basora, Igoa, Zarra, Panizo, Gainza.

A última partida contra o Uruguai, um empate bastava para o título. Nas ruas, já se festejava a conquista. Os próprios jogadores foram levados ao clima do “já ganhou” de dirigentes e torcedores. Na concentração e nos vestuários candidatos, políticos de todo tipo assediavam os jogadores para tirar fotos e ganhar autógrafos. Em campo, a história foi outra. O Uruguai ganhou, merecidamente. O resultado diante de um público de 174 mil, foi uma bomba  que abalou o Maracanã e em especial a vida de um jogador, Barbosa.

Poster da época

 

“Na manhã do domingo da final, os jornais não seguraram a euforia. Todos apontavam o Brasil como campeão do mundo. Um deles, O MUNDO, colocou uma foto do time perfilada com a seguinte manchete: “Eles são os campeões do mundo”. Orlando Duarte em Paixão – O Brasil de Todos os Mundiais, página 64, Editora Abook, São Paulo, 2013″

Eis  a ficha do jogo:

Brasil 1 x 2 Uruguai
16/julho/1950
Local: Maracanã (Rio de Janeiro)
Árbitro: George Reader (Inglaterra)
Gol: Friaça 2, Schiaffino 26, Ghiggia 36 do 2º tempo.
BRASIL: Barbosa; Augusto, Juvenal; Bauer, Danilo, Bigode; Friaça, Zizinho, Ademir, Jair, Chico.
URUGUAI: Maspoli; Matias Gonzalez, Tejera; Gambetta, Obdulio Varela, Andrade; Ghiggia, Julio Perez, Miguez, Schiaffino, Moran.

AS MANCHETES DOS JORNAIS APÓS O JOGO

Este “Goal” Eliminou O Brasil – Tristeza Na Face De Todos – Tombou De Pé O Brasil – Os Uruguaios Jogaram Melhor E Daí A Derrota da Nossa Seleção No Prélio Efetuado Ontem (Folha Carioca)

Venceram Os Melhores – Merecidamente Os Uruguaios Sagraram-se Campeões Do Mundo – Ante Um Adversario Forte, Evidenciaram-se As Falhas Do Nosso Selecionado – A Culpa Do Tecnico – Novo record Mundial De Renda – Notas (Diário do Povo)

Faltou Fibra Aos Jogadores Nacionais Que Não Corresponderam Á Espectativa de 200 Mil Torcedores Representando 50 Milhões De Brasileiros (Diário do Rio)

Mario Filho: O Segredo Da Vitória Dos Uruguaios: Só Os Brasileiros Tinham Tudo A Perder (Jornal dos Sports)

Vitória De Raça – Lutando Com Alma E Coração, Reconquistarm Os Uruguaios A Sipremacia Do “Soccer” Mundial – Não Vamos Culpar Ninguem – Otimismo Fatal (A Manhã)

Ainda Nos Resta Um Ingrato Consolo: A “Copa” Ficou Na América, Provando A Inconteste Supremacia Da Nossa Escola (O Jornal)

Vai Para O Olho Mecânico A Romana (Correio da Manhã)

 

 Trecho de uma artigo publicado no CORREIO DA MANH  de 18 de julho de 1950:

“Não houve nem as correrias contumazes à saída do estádio. Era uma autêntica retirada que empreendia aquela torcida exausta, coberta de pó e tristeza. Esconderam as serpentinas. Jogaram fora os confetes, entregaram-se ao cansaço. Parecia até a madrugada de quarta-feira de cinzas. Ninguém falava. Só no bonde, passados os primeiros instantes, começaram os argumentos. Procurava-se justificar, ninguém conseguia. Chegou por fim o desabafo: foi o azar. Azar de quê? De muitas coisas. Não viram que começamos, hoje, pelo lado contrário? Não viram que pela primeira vez atacamos contra a Avenida Maracanã, de início? Argumentou um. E logo outro: e também pela primeira vez o Ademir não abriu o escore? Tudo isso deu azar. Só isso, não. Vocês não viram o principal, argumentou um terceiro. O maior azar foi o Mendes de Morais. Ele é que foi o culpado. Como dá azar o nosso amigo… Surgiram os apartes. É mesmo. Começou por chamar os uruguaios de campeões do mundo. (…)

(…)

O prefeito nunca deve ter ouvido falar em psicologia. Aquela história de duzentas mil pessoas esperando pela vitória e cinqüenta milhões querendo o triunfo deveria ser dita numa situação justamente inversa à da nossa. Se nos sentíssemos inferiorizados, se entrássemos em campo com o moral abatido, convencidos da impossibilidade de vencer. Aí sim um estímulo daquela natureza. Porém nunca na situação de hoje. O prefeito aumentou-lhes a responsabilidade, trouxe mais encargos sobre seus ombros, aumentou o nervosismo, enfim enfraqueceu-os. O fato é que não podia perder a oportunidade da demagogia… eram duzentos mil os presentes, sem falar nos radiouvintes.”

(O CORREIO DA MANHÂ – 18 de julho de 1950) 

 

Barbosa, a Justiça que nunca chegou

“Vejam 50. Quando se fala em 50, ninguém pensa num colapso geral, numa pane coletiva. Não. O sujeito pensa em Barbosa, o sujeito descarrega em Barbosa a responsabilidade maciça, compacta, da derrota. O gol de Ghiggia ficou gravado, na memória nacional, como um frango eterno. O brasileiro já se esqueceu da febre amarela, da vacina obrigatória, da Espanhola, do assassinato do Pinheiro Machado. Mas o que ele não esquece, nem a tiro, é o chamado frango de Barbosa”, comentou o jornalista e dramaturgo Nelson Rodrigues.

Barbosa, em 1950

Maior goleiro dos anos 1940, e titular da seleção brasileira por um longo período, Barbosa tinha tudo para ser glorificado e eternizado como um dos maiores goleiros da história do futebol brasileiro, não fora um fatídico acidente na tarde de 16 de julho de 1950 ao ser responsabilizado pelo gol do uruguaio Ghiggia, aos 34min da etapa final, selando o 2 a 1 para a equipe celeste. No final, já que não contavam com este resultado, os organizadores “esqueceram” de entregar o trofeu para o time campeão; após pequena confusão, Jules Rimet entregou a taça para o capitão uruguaio Obdulio Varela. A cruz da derrota quem carregou para sempre foi Barbosa.

Mas quem foi Barbosa? Moacyr Barbosa nasceu em 27 de março de 1921, em Campinas, e morreu em 07 de abril de 2000, aos 79 anos em Praia Grande, litoral do estado de São Paulo. No Cemitério Morada da Planície estão seus restos mortais onde descansa ao lado da cunhada e da esposa.

Após o fracasso no Maracanã, Barbosa foi morar em Ramos, no subúrbio do Rio de Janeiro, morava na Rua João Romarez. A maioria dos amigos o abandonou. Voltou atuar uma vez, três anos mais tarde pela seleção brasileira contra o Equador, no Peru. Em 1960 deixou o Vasco da Gama e encerrou sua carreira aos 42 anos (1962) atuando pelo Campo Grande (Rio)(onde teve uma pequena passagem como treinador), e se tornou funcionário do Maracanã (Suderj).

Barbosa muito moço veio trabalhar em São Paulo em um laboratório farmacêutico com o nome de LPB, e lá defendeu a equipe do laboratório se destacando como goleiro, “o CAY que detinha grande equipes de futebol na época, possuía alguns olheiros garimpando a várzea a procura de talentos, e assim Barbosa foi convidado a treinar no CAY, em pouco tempo destacou-se pela sua grande performance no gol, e em um amistoso contra o Taubaté, ele defendeu nesta partida 3 pênaltis. Logo em seguida foi contratado como goleiro profissional pelo então presidente Carlos Jafet, ardoroso Ypiranguista que investia muito no futebol profissional do CAY. Barbosa ficou pouco mais de 2 anos, e foi contratado pelo Vasco da Gama em 1948, e lá seguiu sua trajetória sendo convocado como titular na Copa de 50. No CAY, jogou com grandes jogadores tais como Silas, Bibe, Liminha e Reinaldo Zamai”, relata com exclusividade para nossa reportagem, Roberto Nappi, ex-meiocampista do Corinthians e dirigente do CAY – Clube Atlético Ypiranga.

 Quem é o CAY

Após sua aposentadoria, a vida de Barbosa começou a ficar mais difícil e necessitou da ajuda dos amigos e dos clubes que atuou. Nappi, ex-presidente do CAY declara que, na verdade, quem sempre ajudou o ex-goleiro foi o CAY, e não o Vasco da Gama e que o calvário de Barbosa começou quando a cunhada e a esposa morreram e ele ficou sem lugar para morar.

Homenagem, um show e um jogo

Uma homenagem com o intuito de arrecadar fundos para auxiliar Barbosa foi gestada em São Paulo. “Com a colaboração e auxilio de algumas pessoas de Praia Grande conseguimos manter Barbosa em um apartamento alugado, e a partir daí me ocorreu a ideia de fazer algo melhor por ele, graças a Agnaldo Timóteo, fervoroso fã de Barbosa, pude explicar a ele nossa intenção em fazer show no CAY em homenagem a ele. A renda seria destinada para comprar um apartamento para que o craque pudesse morar com dignidade. O imóvel seria comprado em nome da associação de ex-atletas profissionais, e no caso de falecimento de Barbosa estaria destinado a outro atleta em dificuldade. Arrecadamos aproximadamente R$ 12.000,00 (doze mil reais) que foram depositados na conta bancária do Barbosa. Ficamos na promessa de realizar outro show, para arrecadar todo numerário para compra do imóvel”, declara Nappi.

Nem o frio abalou alegria de Barbosa

Nessa mesma época, Nappi e alguns amigos organizaram a realização de uma partida de futebol, no campo do CAY, entre veteranos da seleção Paulista e amigos de Barbosa, tudo isto foi registrado pela TV Cultura que deu ampla cobertura ao evento, e que proporcionou uma grande alegria a Barbosa. Iniciou-se um esforço em organizar um segundo show com Agnaldo Timóteo, mas Barbosa faleceu logo em seguida interrompendo a empreitada.

A dor irreparável

Roberto Nappi e Barbosa

Responsabilizado pela derrota e condenado pela opinião pública, poucos estenderam as mãos para ajudá-lo. “Conheci pessoalmente Barbosa em 1990, naquela ocasião o CAY inaugurou uma arquibancada no campo de futebol, e convidou vários atletas para a solenidade, como eu era vice-presidente do clube fui incumbido de assessorar Barbosa, que chegou na sexta-feira. Fizemos grande recepção a ele. O evento de inauguração estava previsto para o sábado, houve uma afinidade muito grande entre nós e a partir daí grande amizade, pois nos comunicava-nos semanalmente, já que Barbosa havia vendido loja de artigos de pesca e enfrentando grande dificuldade, e estava vivendo da aposentadoria paga pela Suderj, empresa que administrava o Maracanã. Uma aposentadoria pequena que mal dava para pagar as contas. Barbosa estava muito desgostoso com dirigentes do Vasco da Gama”, que não o ajudava regularmente. Nappi não se cansa de dar detalhes sobre a vida de Barbosa e do martírio vivido pelo craque.
Abandonado, viveu um bom tempo num pequeno apartamento da Praia Grande. Entregue ao álcool sua tristeza aumentou quando, em 1994, foi barrado na concentração da seleção brasileira que se preparava para disputar a Copa. Usaram o argumento da presença do Barbosa “ser um mau agouro”. Poucos e poucas pessoas lhe ajudaram.

O sonho de Barbosa era ser enterrado ao lado de sua esposa Dona Clotilde (que morreu em 1996), “fato este que foi respeitado e ele foi enterrado no cemitério de Praia Grande ao lado da esposa. Dois anos atrás estive tentando exumá-lo e trazê-lo para São Paulo, e em decorrência disto deram a Barbosa uma campa definitiva, justificando ser uma atração turística para a cidade” disse Nappi.

 

Barbosa sobreviveu galhardamente lutando contra o preconceito e superando as adversidades após o grande desastre do Maracanã, pois conseguiu “mesmo depois da Copa de 50 ser campeão de vários títulos disputado pelo Vasco da Gama, clube que ele defendeu por quase 20 anos, sendo exemplo de atleta pela sua postura simpática, cativante e sempre amigável, principalmente para os jogadores iniciantes na carreira, enfim embora com o estigma de perdedor da copa, ele conseguiu ajudar muitos colegas de profissão em busca do sucesso. Barbosa foi um símbolo para o futebol brasileiro.” conclui Roberto Nappi.

Para Roberto Nappi, Barbosa teve como importância para o futebol brasileiro, como um atleta que galhardamente soube superar o grande desastre do Maracanã

 

A História como exemplo
1950. Um clima de otimismo rondava a nação. A euforia desenfreada tomava as ruas do Brasil, e, em especial do Rio de Janeiro, então capital do país. Nesse clima do “já ganhou”, a seleção cruzou na final com a equipe do Uruguai…

“Estamos no purgatório. Se ganharmos a Copa, vamos para o céu. Se perdermos, vamos todos para o inferno” José Maria Marin, presidente da CBF. Folha de S. Paulo. 26/03/2014

2014. O clima de euforia ainda não tomou as ruas, a não ser os protestos contra a Copa do Mundo no Brasil. As obras estão atrasadas, mas há esperança de que façamos um bom mundial. Esperamos que esta história de 1950 não se repita, nem como uma enorme farsa….

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