“Graças a Deus todos os meus quatro filhos são muito esforçados e eu me orgulho de todos; cada qual com seu talento” declara Nair Lúcia de Britto, jornalista, poeta e colaboradora da Partes e que rememora o Dia das Mães com uma lembrança inesquecível (Veja crônica sobre o assunto). Nair já poetizou as sutilezas de ser mãe com a poesia Mãe Carente e a mais recente Sentimento de Mãe.

Nair agradece aos  filhos “por me inspirarem tanto amor, um amor que me dignifica, que me abraça o coração, que faz tão feliz e que, às vezes, me faz chorar de saudade; mas que me faz sorrir toda vez que eu os vejo” declara com muita intensividade e amor.  

 Dê a quem você Ama :
- Asas para voar…

- Raízes para voltar…

- Motivos para ficar… ” – Dalai Lama

Mãe é “doce milagre de oferecer o conforto da possibilidade de existir” como manifesta Ivone Boechat em Homenagem às Mães. Pois não é necessário o discurso inflamado, a palavra bonita, a inspiração. Em qualquer berço, a proteção, o calor e a sinceridade dessa figura inigualável insinuam a presença forte da Mãe! 

 

“Por outro lado, o amor materno é também uma luta constante entre essa necessidade de proteger e a certeza de que a proteção excessiva pode gerar um indivíduo sem personalidade, dependente e absolutamente indefeso para vida. Assim, mesmo sendo difícil, uma mãe consciente compreende que o pequeno ser a quem lhe foi dada a honra de gestar e criar não lhe pertence. Ela precisa aceitar que o seu filho é dono do próprio destino, com seus erros e acertos. E isso, acreditem, dói. O instinto é forte e ele sempre nos impele a amparar o que mais amamos. Um filho pode ter quatro ou quarenta anos, não importa, para uma mãe ele sempre será parte de seu corpo e de sua alma. Assim, a uma mãe só resta mergulhar de cabeça nesse trabalho que é para a vida toda, sem direito a férias, feriados ou finais de semana prolongados” escreve Margarete Hülsendeger em Decisão Consciente, belo artigo publicado na nossa revista.

Não existe maneira de ser a mãe perfeita, e há milhões de maneiras de ser uma boa mãe.”Jill Churchill

Ana Marina Godoy Zanotti e filha

Para Ana Marina Godoy Zanotti está vivenciando a arte de ser mãe

Para Ana Marina Godoy Zanotti estar grávida é emocionante “mas muito abstrato. Ser mãe é receber um presentão de Deus. É uma espécie de prova material de que milagres existem: está ali um pedacinho seu, do seu marido…e de seus pais, avós, enfim…a genética! Cada dia é uma novidade: os sorrisos, os barulhinhos, os tipos de choros…o jeito como a criança olha pro pai. Sua vida tem sentido naquele novo ser sendo fácil de abrir mão do “eu” pelo “você” em primeiro lugar” declara Ana Marina, jornalista que mora em Curitiba e é mãe há pouco tempo. Aos poucos Ana Marina vai enfrentando – e conhecendo -os desafios de ser mãe.

Ser mãe é exercer o amor sincero, fecundo, sem limite, sem hora.

“A visão de amor se baseia na conquista e na intimidade das relações construídas no cotidiano, que germina, cresce e frutifica. E o amor materno não foge a essa regra. Não é natural e instintivo. O amor materno demanda empenho, cuidado e investimento que se constroem durante a vida através da afeição desenvolvida em um relacionamento estreito e contínuo, assegurando confiança e familiaridade” escreveu Graziela Zlotnik Chehaibar em artigo publicado, em 2008, na Partes.

Madalena Carvalho ao escrever sobre Mãe em  Um único jeito de amar afirma: “Talvez seja por tudo isso e por todas as coisas guardadas em cada coração de filho, que MÃE seja uma palavra sem rima, porque sozinha já é o maior poema de AMOR” . Até porque segundo Madalena “Mãe não faz escolhas, recebe em seus braços o filho tal como ele é. Como qualquer ser humano, acolhe-o com suas imperfeições, esquesitices, desejos, sonhos, rebeldias, alegrias, enfim, recebe-o com tal ternura que ninguém é capaz de explicar o amor de mãe. Por mais que se tente elucidar ou imaginar, ele será sempre único e misterioso dentro daquele coração”. (ver texto completo).

O mestre da poesia brasileira, Carlos Drummond de Andrade, fala sob a questão da perda desta criatura maravilhosa:

Para Sempre

Por que Deus permite

que as mães vão-se embora?

Mãe não tem limite,

é tempo sem hora,

luz que não apaga

quando sopra o vento

e chuva desaba,

veludo escondido

na pele enrugada,

água pura, ar puro,

puro pensamento.

Morrer acontece

com o que é breve e passa

sem deixar vestígio.

Mãe, na sua graça,

é eternidade.

Por que Deus se lembra

- mistério profundo -

de tirá-la um dia?

Fosse eu Rei do Mundo,

baixava uma lei:

Mãe não morre nunca,

mãe ficará sempre

junto de seu filho

e ele, velho embora,

será pequenino

feito grão de milho.

Carlos Drummond de Andrade

 

  • “A mulher sábia edifica a sua casa, mas a insensata, com as suas próprias mãos, a derruba.” Provérbios. 

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