Crônicas

Racismo

  Nair Lúcia de Britto     Segundo noticiário, na última quarta-feira (20/08/14) o goleiro santista Aranha foi alvo de ofensas racistas por parte de um grupo de torcedores, ao final do jogo que já anunciava a vitória de 2 a 0 sobre o time gaúcho, em Porto Alegre. Embora indignado, Aranha não revidou as ofensas. Apenas bateu no braço e disse: ”Sou preto, sim.” Mais tarde, em declarações à Imprensa, ele continuou na atitude firme de não ofender quem o tinha  ofendido; mas apelou às leis brasileiras por justiça. Foi uma postura exemplar. Todas as ofensas por quaisquer preconceitos ou motivadas por uma forma doentia de se divertir devem ser coibidas pela Lei; porque, se os agressores não...
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Crônicas

Asfalto molhado

Gilda E. Kluppel Chuva torrencial ao final da tarde, semáforo verde para os pedestres. Na esquina, uma senhora de cabelos brancos, calça comprida e longo casacão, começa a travessia da rua na faixa de segurança. De repente, escorrega e cai, sombrinha numa das mãos, a outra mão, estendida, procura um gesto que a acolha. Neste momento lembra-se do pai, ele sempre destacava a importância de pequenas atitudes, das quais não notamos, mas proporcionam a diferença necessária. Entretanto, os transeuntes caminham rapidamente, existe o controle rígido do tempo, fragmentado pelos muitos afazeres para cumprir. Ninguém possui alguns minutos suficientes para tentar reerguer a senhora. Alguns míseros minutos capazes de atrasar um pouco a hora de chegar ao trabalho, a hora...
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