Os recursos tecnológicos midiáticos na escola e sua interface crítico criativa no processo de ensino e aprendizagem

Lilian dos Santos Martins*

 

Lilian dos Santos Martins – Bacharel em Direito pela Faculdade do Amapá-FAMAP. Especialista em Gestão e Coordenação Pedagógica pela Faculdade Meta. Professora na rede pública estadual do Amapá. E-mail: liliandecio@gmail.com.

RESUMO: O artigo busca oferecer aos educadores momento de análise sobre o fazer pedagógico acerca da interface criativa dos recursos tecnológicos e midiáticos na sala de aula, na perspectiva do ensino e da aprendizagem. Viabiliza ainda compreender e orientar a comunidade escolar quanto a integração do uso desses recursos com vista na formação de cidadãos capazes de geri-los por meio das tecnologias existentes de forma segura e em favor da sociedade, favorecendo o olhar crítico e a reflexão comunicativa dentro do ambiente escolar.

Palavras-chave: Mídias na educação, Recursos tecnológicos, Interface, Criticidade e Criatividade.

 

 

ABSTRACT: This article aims to provide educators moment ‘s analysis of the pedagogical on creative interface of technology and media resources in the classroom , in the teaching and learning perspective. Enables still understand and guide the school community as the integration of the use of these resources in order in the formation of citizens able to manage them through existing technologies safely and in favor of society, encouraging critical and communicative reflection within the school environment.

Keywords: Media in education. Technological resources. Interface. Criticality and creativity .

 

 

Introdução

O fazer pedagógico no decorrer dos anos nas instituições de ensino de diferentes níveis e modalidades, particulares e públicas vem passando por um processo histórico e acelerado do uso das tecnologias midiáticas na escola. De modo que vem sofrendo muitas modificações no que tange sua usabilidade, suscitando não só na academia mais também dentro do ambiente escolar uma discussão acerca da ação do professor diante dessas ferramentas. Levando estudiosos a atentarem para o desempenho deste profissional e sua nova postura diante das mudanças tecnológicas e a inserção critico e criativa das mídias no seu fazer, é necessário o reconhecimento deste contexto em constante e acelerada modificação.

A chegada das tecnologias de informação e comunicação (TIC) na escola evidencia desafios e problemas relacionados aos espaços e aos tempos que o uso das tecnologias novas e convencionais provocam nas práticas que ocorrem no cotidiano da escola. Para entendê-los e superá-los é fundamental reconhecer as potencialidades das tecnologias disponíveis e a realidade em que a escola se encontra inserida (SILVA, 2003, p.62).

Desta feita o presente artigo “Os recursos tecnológicos midiáticos na escola e sua interface critico criativa no processo de ensino e aprendizagem” sob linha de pesquisa das Políticas Publicas Educacionais busca oferecer a comunidade Científica do Curso de Pós Graduação em Mídias na Educação momento de análise sobre o fazer do docente e a interface crítica e criativa das mídias e tecnológicas na escola no processo de ensino e aprendizagem, marcando sua usabilidade e democratização diante de um olhar e fazer pedagógico crítico e criativo de tais recursos.

 

O professor precisará se dar conta de que pode potencializar a comunicação e a aprendizagem utilizando interfaces da Internet, Inicialmente, o professor precisará distinguir “ferramenta” de “interface”. Ferramenta é o utensílio do trabalhador e do artista empregado nas artes e nos ofícios. A ferramenta realiza a extensão do músculo e da habilidade humanos na fabricação, na arte. Interface é um termo que na informática e na cibercultura ganha o sentido de dispositivo para encontro de duas ou mais faces em atitude comunicacional, dialógica ou polifônica (SILVA 2003, p. 65 aput JOHNSON, 2001, p. 19).

 

Durante a pesquisa observa-se que algumas escolas detêm acesso há uma diversidade de ferramentas tecnológicas e midiáticas, e que curiosamente não são utilizadas em sua plenitude, encontramos nas escolas certa resistência que se evidenciam por falta de formação na área, assim como a indisponibilidade. Sugerimos durante os estudos a criação de cartilhas como instrumento construtor para que ocorra interface critica criativa acerca da usabilidade das mídias na escola, partindo de pensamento docente voltado a orientação e pesquisa científica, para que se confirme a democratização dos instrumentos tecnológicos na escola.

 

O pensamento quanto à usabilidade das tecnologias midiáticas na escola

Conforme Orientações Curriculares para o Ensino Médio (OCEM, 2006) da área de Ciências Humanas e suas Tecnologias do Ministério da Educação (MEC), os educadores têm como desafio “preparar o jovem para participar de uma sociedade complexa como a atual, que requer aprendizagem autônoma que contínua ao longo da vida” (p.06).

A Escola no Brasil deve ser capacitada a desenvolver um aprendizado criativo no ambiente escolar, aonde o uso das ferramentas tecnológicas e midiáticas venha agregar a sociedade mediante o uso destas tecnologias um olhar crítico que venha contribuir para sua transformação. Partindo sempre da realidade em que o aluno esta inserido.

A democratização dos instrumentos tecnológicos e midiáticos no processo de ensino e aprendizagem

A importância da interface critica e criativa das mídias no processo de ensino se deve à dinâmica com que atualmente esta sendo desenvolvida a educação midiática na escola, visto que é de grande valia que o educador possa vivenciar esse processo desde a academia para fortalecer sua pratica no cotidiano escolar, aonde venha agregar teoria e pratica, de modo a perceber a aplicabilidade do que aprendeu no decorrer de sua graduação, para melhor servir a sociedade, assim, certamente todos os ramos que admitem este profissional tendem a ganhar. 

Manusear as mídias tecnológicas não significa dizer que sabe. Para que isto não continue ocorrendo o fazer pedagógico deve estar agregado ao pensamento motivador e criativo do educador no uso das tecnologias midiáticas, vindo a democratizar o acesso consciente dos aprendizes quanto a forma adequada de utilizar tais recursos a estruturação de sua aprendizagem, passo a passo até que realmente  venhamos  democratizar tais ferramentas dentro do ambiente escolar.

 

A construção de cartilhas a partir dos estudos realizados sobre o uso das tecnologias midiáticas na escola 

Em termos específicos buscamos incentivar a confecção de cartilhas dentro da própria escola, criada em conjunto entre professores e alunos para a melhor usabilidade dessas ferramentas. Democratizar o acesso aos instrumentos tecnológicos modernos, incentivando o desenvolvimento dos processos cognitivos sociais e afetivos nos alunos a partir das habilidades desenvolvidas nos educadores; motivar os educadores a desenvolverem a concepção de multiplicadores da aplicabilidade das mídias nas atividades pedagógicas de forma critica e criativa.

Para a elaboração desta cartilha serão adotados instrumentos diagnósticos de pesquisa tais como: questionários fechados, entrevistas e analise documental e bibliográfica. Visualizados por meio de tabelas, gráficos e analises discursivas dos dados coletados. Tendo como recursos humanos os responsáveis pela pesquisa e pessoas envolvidas na área educacional. Sobre os recursos materiais estarão definidos conforme as necessidades apresentadas. As atividades desenvolvidas são organizadas no cronograma temporal.

 Almeida fortalece o sentido desta ferramenta notando que a educação visual ou midiática que está correlacionada aos mais variados meios de comunicação, vislumbrando todos os tipos de mensagem que colaboram para a formatação de uma sociedade, desta analise percebemos a importância do desenvolvimento de um olhar crítico e interpretativo do professor para o aluno e vice versa.

Daí a importância de interpretarmos as imagens do cinema e da televisão, e não somente as “populares”, como expressões alegóricas do momento de sua produção e exibição. Alegorias em movimento, eternizam-se a cada instante em que permanecem visíveis e enquanto resistem à deterioração e às restaurações. Alegorias do tempo presente e da história repassada nesse tempo presente (ALMEIDA, 2000, p.04)

O autor deixa claro que expõe intenção a ser observada que pode esta sendo divulgada por meios das ferramentas midiáticas, por exemplo, de um filme ou programa de televisão, sendo necessário compreende-las de forma critica.

Considerações Finais

Mediante o texto apresentado, podemos acrescentar que a sociedade acadêmica precisa de orientações acerca da aplicabilidade e usabilidade das mídias e tecnologias de forma critica e criativa na escola desde as series inicias, de modo que venhamos compreender e participar desse processo midiático em nosso cotidiano.

Certamente a partir da capacitação continuada de educadores em cursos voltados para a confecção de material científico e concreto como é o caso da cartilha aqui apresentada como recurso de aprendizagem, teremos profissionais preparados para motivar o publico acadêmico.

Em termos específicos buscamos democratizar o acesso aos instrumentos tecnológicos e midiáticos, incentivando o desenvolvimento dos processos cognitivos sociais e afetivos nos alunos a partir das habilidades desenvolvidas nos educadores, mediante uma concepção de multiplicadores nas atividades pedagógicas de forma critica e criativa na elaboração de cartilhas que divulguem a construção do conhecimento e as mídias oferecidas na escola bem como suas utilidades e aplicabilidades por meio das tecnologias no cotidiano escolar.

Referências 

ALMEIDA, B. Atribuindo significados à rotina escolar: a criatividade no desempenho de alunos e professores. In: GUARNIERI, M. R. (Org). Aprendendo a ensinar: o caminho nada suave da docência. Campinas: Autores Associados, 2000.

BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Brasília: Senado Federal, 2000.

FERREIRA, Simone de Lucena & BIANCHETTI, Lucídio. As tecnologias da informação e da comunicação. Revista da FAEEBA – Educação e Contemporaneidade, Salvador, v. 13, n. 22, p. 241-474, jul./dez., 2004.

FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2005.

KENSKI, Vani Moreira. Educação e tecnologias: o novo ritmo da informação. Campinas, SP: Papirus, 2007.

SILVA, Marco. Tecnologia na Escola. Rio de Janeiro: Quartet, 2003.

* Bacharel em Direito pela Faculdade do Amapá-FAMAP. Especialista em Gestão e Coordenação Pedagógica pela Faculdade Meta. Professora na rede pública estadual do Amapá. E-mail: liliandecio@gmail.com.

 

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