O COMPUTADOR NA EDUCAÇÃO ESPECIAL: atividades da vida autônoma (A.V.A) no Centro Raimundo Nonato Dias Rodrigues

O  COMPUTADOR NA EDUCAÇÃO ESPECIAL: atividades  da vida autônoma (A.V.A) no  Centro Raimundo Nonato Dias Rodrigues

[*]Angela Ribeiro Dias

 RESUMO

Angela Ribeiro Dias
Especialista em Gestão Escolar pela Faculdade de Tecnologia de Macapá – FTA. Pós- graduanda em Mídias na Educação pela Universidade Federal do Amapá – UNIFAP. Graduada em Pedagogia pela Faculdade Atual. Atualmente exercendo suas funções no Centro Raimundo Nonato Dias Rodrigues. E-mail: angelapt13@gmail.com.

O presente artigo visa refletir o uso do computador na educação especial como ferramenta auxiliar na atividade da vida autônoma  no Centro Raimundo Nonato Dias Rodrigues em Macapá- Amapá. O Centro é um ambiente que nos permite encontrar vários alunos com deficiências ou limitações. Diante disso, é preciso ampliar o conhecimento sobre o uso do computador e suas perspectivas na educação especial. O artigo intenciona o debate sobre o princípio e finalidade do computador na atividade da vida autônoma.

Palavras-Chaves: Computador, Tecnologia, Educação inclusiva, Atividade da vida Autônoma.

ABSTRACT

This article aims to reflect the use of computers in special education as an auxiliary tool in the autonomous life activity in the center Raimundo Nonato Dias Rodrigues in Macapá- Amapá. The Centre is an environment that allows us to find several students with disabilities or limitations. Therefore, it is necessary to expand the knowledge about the use of computers and their pesperctivas in special education. Tarticle intends the debate on the principle and purpose of the computer in the activity of autonomous life.

KeyWords: Computer. Technology. Inclusive education. Activity of the Autonomous life.

 

INTRODUÇÃO

Atualmente, entender o computador como um  processo de aprendizagem é reconhecer que ele é  uma ferramenta fundamental para sociedade. Diante disso,  torna-se necessário o uso do computador no atendimento às crianças com NEEs com ênfase na atividade da vida autônoma no Centro Educacional Raiundo  Nonato Dias Rodrigues. As tecnologias mudaram radicalmente as vidas dos alunos NEEs, pois passa por um processo de reconhecimento da importância da educação como fator equalizador de oportunidade abrindo possibilidade de solução para a desigualdade. Assim, apregoa-se o princípio da autonomia,  dos alunos com deficiência ou alguma limitação. Isso nos remete também à formação  inicial do professor que trabalha com pessoais com necessidades educativa especiais.

 

1 Educação inclusiva e as novas tecnologias

Hoje existem diferentes atendimentos para a expressão acessibilidade. É bastante comum associá-la primeiramente ao compromisso de melhorar a qualidade de vida das pessoas com deficiência ou limitação (ex. perceptual, cognitiva, motora e múltipla), uma vez que essas pessoas, em geral, sofrem impacto direto da existência de barreiras. Portanto, ressalta-se os avanços das novas tecnologias da informação e comunicação-TIC’s que auxiliam no cotidiano das pessoas com NEEs independente de suas capacidades, limitações físicas ou sensoriais.

 O uso de tecnologias da Informação e da Comunicação que, além de favorecer determinados comportamentos, influência nos processos de aprendizagem. A utilização devidamente planejada e adequada pode viabilizar e favorecer o desenvolvimento e aprendizado do aluno com necessidade educacional especial, e ainda pode contribuir no seu processo de inclusão no contexto de escola inclusiva.

Para se tornarem inclusivas, acessíveis a todos os seus alunos, as escolas precisam se organizar como sistemas abertos, em função das trocas entre seus elementos e com aqueles que lhe são externos. Os professores precisam dotar as salas de aula e os demais espaços pedagógicos de recursos variados, propiciando atividades flexíveis, abrangentes em seus objetivos e conteúdos, nas quais os alunos se encaixam, segundo seus interesses, inclinações e habilidades. (MANTOAN, 2000, p.02)

Considera-se que a base de uma escola inclusiva sãos os princípios  democráticos, tais como tolerância, solidariedade, equidade de oportunidade, igualdade de direito e de deveres e busca do bem comum. Essas situações  colaboram para uma escola inclusiva, comprometida com os ideais de formação de indivíduos numa sociedade igualitária, colaborativa, independente e responsável.

Em uma palavra, precisamos somar competências, produzir tecnologia, aplicá-la à educação, à reabilitação, mas com propósitos muito bem definidos e a partir de princípios que recusam toda e qualquer forma de exclusão social e toda e qualquer atitude que discrimine e segregue as pessoas, mesmo em se tratando das situações mais cruciais de apoio às suas necessidades. (MANTOAN, 2000, p.58)

Para o delineamento de uma escola inclusiva se faz necessário reconhecer e valorizar as diferenças entre as pessoas, torna-se cada vez mais importante que propostas para a acessibilidade de pessoas com características específicas estejam articuladas à promoção da qualidade de vida para todos.

2  A interação  entre  os alunos NEEs  e o computador

A formação da identidade do aluno com NEEs sofre o impacto das interações estabelecidas pelo indivíduo com o meio em que habita. Assim, as experiências vividas no ambiente escolar constituem uma modalidade especial de interação que também ajuda na construção de sua identidade. Nessa perspectiva,  o computador está presente na vida do aluno com NEEs e afeta ativamente na construção de sua identidade. Nesse sentido, VILLARDI E OLIVEIRA. 2005,P. 30  diz sobre o computador.

Primeiramente incorporado objetivamente como jogo, diversão, lazer, o computador precisar ser ressignificador para a representação como recurso de aprendizagem e, posteriormente, como instrumento de trabalho. Ele é responsável por importantes mediações e acrescido como ferramenta à identidade da criança. (VILLARDI E OLIVEIRA, 2005,  p. 30)

Podemos observar que as crianças de hoje, em relação aos adultos  que tiveram contato com o computador tardiamente, apresentam uma facilidade e uma desenvoltura surpreendente. Algumas preocupações seguiram com essa nova era das tecnologias e é aí que entra o papel dos pais e educadores, pois eles não são substituíveis.

PIAGET e VYGOSTSKY apud VILLARDI e OLIVEIRA, 2005, p.32 falam de um novo paradigma educacional, que critica os procedimentos verbalistas centrados no professor, postulando o exercício da crítica e a autonomia, moral e o cognitivo da criança.

A interação com o computador facilita, através da ativação de funções da zona de desenvolvimento proximal, o alcance de níveis mais elevados de desenvolvimentos real. Nunca substituir o adulto/educador ou o grupo, mas multiplica as situações em que citada zona é ativada. (VILLARDI E OLIVEIRA 2005, p. 32)

As autoras propõem cinco estágios para serem adaptados para explicar a evolução do contato de uma criança como computador.

Descritivo, enumerativo e narrativo: a criança quer conhecer tudo, pergunta como funciona, quer experimentar todas as possibilidades, sempre acentuando a feição lúdica do contado;

Construtivo: aqui o computador passa a ter uma existência própria, é incorporada à realidade e deixa de ser apenas um brinquedo, adquirindo nuances utilidades e funcionais;

Interpretativo: a criança percebe que há variados enfoques e significados em relação ao computador;

Classificativo: Surge o interesse pela historia do computador;

Recreativo: A criança já apresenta preferências claras;

 É importante o contato do aluno com NEE com o computador, pois além dessa forma da ativação dos esquemas mentais, a identidade do aluno será incorporada de autonomia e significado da aprendizagem. O ideal é o incentivo da família e da escola.

2 O uso do computador: na atividade da vida autônoma A.V.A

A Atividade da Vida Autônoma (AVA) é uma área específica de atendimento do AEE que, na educação, tem como objetivo proporcionar à pessoa com deficiência, condições dentro de suas potencialidades ou possibilidades, hábitos de autossuficiência que lhe permitam participar ativamente do ambiente em que vive. Tendo por finalidade o desenvolvimento pessoal e social nos múltiplos afazeres do cotidiano, foca-se na independência, autonomia e convivência social do aluno com deficiências ou limitação, a fim de que o aluno se torne autossuficiente para alimentar-se, vestir-se, executar as tarefas rotineiras do lar, conviver adequadamente e participar em sua comunidade.

 De acordo com a classificação Internacional de funcionalidade, incapacidade e saúde,  diz que: ”A funcionalidade é um termo que engloba todas as funções do corpo, atividades e participação; de maneira similar, incapacidade é um termo que inclui deficiências, limitações ou restrições na participação”.(CIF,2003,p.5)

No que se refere à atividade da vida autônoma, é necessário que haja uma boa interação entre o professor, o aluno e a utilização de métodos tecnológicos ou recurso, como o computador. Diante  disso, o professor precisa conhecer as interfaces presentes nesta tecnologia e direcionar o uso do mesmo para não causar rotina ou desinteresse pela ferramenta.

Vale salientar, que no atendimento AVA o computador é usado como ferramenta auxiliar na qual encanta, fascina, alucina, desperta a curiosidade do aluno NEEs dentro de suas potencialidades ou possibilidades e posteriormente o seu uso deve ser ressignificado para novas práticas. Esse atendimento acontece no Centro Raimundo Nonato Dias Rodrigues com a perspectiva de se adequar às diversidades de tecnologias já existentes, porém se mantinha ignorada.

Considerações Finais

 As tecnologias da informação e comunicação-TIC’s agora são partes integrante da instituição escolar, pois ela tem um papel de facilitar a aprendizagem. Diante disso, o Centro Raimundo Nonato Dias Rodrigues tem o computador  como auxiliador no atendimento da atividade da vida autônoma (A.V.A). Nessa estrutura não podemos deixar de salientar  participação da família que é aliada no processo de inclusão e fortalecimento nas atividades propostas no centro. São suas expectativas frente a seus filhos  contribuem para o avanço ou estagnação do aluno. Não só o computador faz parte dessas diversas mídias existentes.

O centro tem um laboratório de informática que poderia ajuda na inserção desse  computador mas infelizmente é carente em estrutura e equipamentos. Assim, dificulta mas não impede  que o seu o professor realize o atendimento.

Contundo, o resultado é o desafio que se abre na educação especial frente a esse novo contexto, é orientar o aluno, o saber, o que fazer com esse computador , interliga-lo na forma de conhecimento e, principalmente,  como fazer para que o aluno saiba usa-lo na sua  vida diária.

Referências 

MANTOAN, Maria Teresa Eglér. Texto publicado em Espaço: informativo técnico-científico do INES, nº 13 (janeiro-junho 2000), Rio de Janeiro: INES, 2000, p. 55-60.

MASETTO, M. T. Novas tecnologias e mediação pedagógica. 3 ed. Campinas: Papirus, 2001.

VILLARDI, Raquel & Oliveira, Eloiza Gomes.Tecnologia na Educação: uma perspectiva sócio-interacionista. Dunya, RJ. 2005.

SALA, Elaine; ACIEM, Tânia Medeiros(orgs). Educação Inclusiva: Aspectos Político-sociais e Práticos(pedagogia de A a Z). Jundia, ed. Paco. 2013. Vol.3

Dias, Angela Ribeiro. O  COMPUTADOR NA EDUCAÇÃO ESPECIAL: atividades da vida autônoma (A.V.A) no  Centro Raimundo Nonato Dias Rodrigues. P@rtes. Macapá. Ap. 2015.

[*] Especialista em Gestão Escolar pela Faculdade de Tecnologia de Macapá – FTA. Pós- graduanda em Mídias na Educação pela Universidade Federal do Amapá – UNIFAP. Graduada em Pedagogia pela Faculdade Atual. Atualmente exercendo suas  funções no Centro Raimundo Nonato Dias Rodrigues. Email: angelapt13@gmail.com. Fone: 096 9112 1637.

 

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