Festa de Casamento do Dr. Hamilton com Fernanda em 14-02-2015 - Fotos Gilberto da Silva (133)

Por Gilberto da Silva

 

“Quem olha para fora, sonha; quem olha para dentro, acorda.” Jung

 

Num bar na periferia, num sábado a noite lá está o sujeito a jogar sua sinuca.

Outro dia estava com os amigos em um restaurante comendo e bebendo. Brincadeiras de todas as partes, mas sempre sabedores da hora do respeito. Um bom prato preparado pelo Chico, ou “Chicô” como gostamos de chamar o alegre “paraiba” dono do restaurante. Fotos para as redes sociais, sorrisos e lá se ia mais um dia…

Num bar da periferia lá está o sujeito a conversar e jogar sua sinuca.

Os quase dois anos de convivência serviram para estreitar os laços dele com alguns funcionários do local onde trabalhava. Conversas animadas,  porém trabalho feito com dignidade e honestidade.

Ali na mesa do restaurante falava da sua sobrevivência de garoto negro da periferia. Os que foram e as lições que ficaram.

- Mais uma Chicô!!!!!

Tinha dias que as horas voavam nas asas das trocas de palavras entre dois, três, quatro o mais reunidos na mesa. Doutor, reclamava, nessas horas, de pedir informações, sem cobrar honorários. Tem hora que vão pedir via rede social… Pode ser… Mas a rota da conversa era mudada: um processo administrativo aqui, uma reclamação ali e mais risadas.  A vida é breve…

Ali, às vezes reunidos, o cristão, o turfista, o homem calado, o midiático pagão e ele, o Sujeito Doutor.

_ Somos todos irmãos! Essa é a verdadeira amizade!

Ali, num bar da periferia, perto da sua casa, anoitecia e ele, o Sujeito, jogava sinuca.

Do restaurante, após uma discutida fórmula de pagamento de contas, cada um ia para seu lado. Quem ficava com a maior fatia, obviamente reclamava. E outro dia era esperado para mais uma rodada de conversas sobre trabalho, política, mulheres, futebol ou qualquer assunto pautado entre eles. Afinal, são todos doutores!!!! Mas antes:

- Mais uma “Chicô”!

Ali, num bar da periferia o tempo não estava bonito….

Algo não corria bem…

O tempo encurtava a trajetória, as letras, a academia, as lutas, os santos: tudo girava. Nada que possa desafiar o imponderável.

As lâminas lançadas por alguns homens ocos encarregaram-se da sutil arte de levar sujeitos. Não teremos mais o Sujeito Doutor para pedir mais uma ao “paraiba”. Ficou uma luz no caminho. Uma luz para iluminar os indivíduos sujeitos. Uma luz oferecida para clarear os caminhos e dissipar o caos e a treva espiritual.

Aos demais sujeitos restarão saudades…

 

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