Uma análise da percepção de professores de geografia sobre as políticas neoliberais

UMA ANÁLISE DA PERCEPÇÃO DE PROFESSORES DE GEOGRAFIA SOBRE AS POLÍTICAS NEOLIBERAIS

Valério Winter*

RESUMO:

Valério Winter – Geógrafo e Professor. Mestre em Educação pela Universidade Católica de Petrópoliss. Doutorando em Geografia PPGEO UERJ. Geógrafo, INEA – RJ. Professor de Geografia licenciado.

O presente artigo apresenta as percepções de professores de Geografia sobre as políticas neoliberais adotadas na Educação Brasileira. Utilizamos a teoria crítica. O artigo explica o que é Geografia Crítica; compara o Neoliberalismo com ideologia da Modernização Conservadora; analisa as percepções dos professores sobre a política neoliberal em estudo de Lopes e Sambrano (2010) e encerra conclamando os professores críticos à construção de um movimento de resistência às construções neoliberais na Educação brasileira.

 

PALAVRAS CHAVE: Educação, Geografia, Política, Prática Pedagógica

ABSTRACT:

This paper presents the perceptions of Geography teachers on the neoliberal policies adopted in the Brazilian Education. We use critical theory. The article explains what is Critical Geography; Neoliberalism compares with Conservative ideology of modernization; analyzes the perceptions of teachers on the neoliberal policy in study Lopes and Sambrano (2010) and closes urging critics teachers to build a resistance movement to neoliberal buildings in Brazilian education.

KEYWORDS: Education – Geography – Politics – Teaching Practice.

 

 

1- INTRODUÇÃO

Antes terra era grande porque mundo era pequeno, hoje terra é pequena porque mundo é grande (PARABOLICAMARÁ, GILBERTO GIL)

Sempre que me deparo com a letra acima lembro de meus primeiros anos como professor de Geografia, quando corria de escola em escola em busca de um salário razoável. Em uma dessas ocasiões estava recarregando as forças na sala dos professores quando um colega mais experiente, professor de História que adorava desconstruir o sistema, perguntou:

         – O que vamos ensinar hoje?

         E eu, cheio de arrogância do alto de meu “vasto” conhecimento geográfico, respondi:

         – Hoje nós vamos trabalhar a globalização econômica e a influência dos fluxos de informação na organização do espaço brasileiro.

         Quando o velho professor completou:

         – Em uma aula?

Após “alguns” anos, percebi o tamanho de meu desconhecimento da Geografia escolar. Acreditava que o papel do professor, era o de despejar o maior número possível de informações sobre os alunos, não percebia que no mundo atual o conhecimento está em toda parte, como já dizia Gil, “hoje terra é pequena porque mundo é grande”.

O mundo dos alunos cresceu em tamanho e velocidade, tornando as distâncias menores o que facilitou e dinamizou os fluxos (de informação, capitais, mercadorias, pessoas), tornando a “terra” que, “era grande”, em uma enorme e complexa rede povoada de conflitos, tensões, transformações, vanguarda e retrocesso (SANTOS, 1996). Hoje não basta apresentar os conteúdos, é necessário que o professor de Geografia ensine aos alunos como encontrar e reunir os conhecimentos a sua volta.

A importância da Geografia, como disciplina crítica, nos leva a considerar a formação dos professores e de como esses profissionais percebem as influências da globalização em sua prática pedagógica, dentre eles as políticas educacionais resultantes da implantação e disseminação do capitalismo neoliberal.

O objetivo do presente artigo é o de apresentar as percepções de professores de Geografia sobre as políticas neoliberais adotadas na Educação Brasileira. Nossos argumentos estão baseados na Geografia Crítica: Santos (1978), Moraes (1987), Oliveira e Marques (2014). Para entender criticamente a expansão da política educacional neoliberal na sociedade europeia, utilizamos a dialética marxista contida nos artigos de Barroso (2005) e Hill (2003). Buscando subsidiar nossos argumentos sobre Globalização e Cidadania, estudamos o artigo de Oliveira (2000). Por meio da leitura de Lopes e Sambrano (2010), nos aproximamos das percepções dos Professores de Geografia sobre diferentes aspectos da política educacional neoliberal.

O artigo está dividido em:

1 O que é Geografia Crítica? – No qual apresentamos os pressupostos básicos do que seria concebido como Geografia Crítica.

2 Modernização Conservadora e Mercados Educacionais– Apresentamos a política neoliberal pela vertente da modernização com características conservadoras e sua aplicação no sistema educacional.

3 O neoliberalismo na concepção dos Professores de Geografia – No qual discutimos o artigo de Lopes e Sambrano que apresentaram pesquisa referente as concepções que professores de Geografia possuem sobre as políticas neoliberais na educação.

4 Considerações finais – No qual encerramos argumentando sobre o poder transformador, formador de opiniões e transgressor dos professores frente as políticas de criação dos mercados educacionais preconizadas pelo capitalismo neoliberal.

2 – O QUE É GEOGRAFIA CRÍTICA?

Saber pensar o espaço, para saber nele se organizar, para saber nele combater (…)Afinal, nem toda região montanhosa e arborizada é Sierra Maestra (LACOSTE, 1977)

Em sua história a Geografia foi sendo transformada e adaptada, diferentes escolas definiram metodologias e objetos de análise que com o tempo foram superados. Ao longo dos anos 1950 a escola norte-americana adotou a Geografia Teorético Quantitativa que privilegiava análises matemáticas para o entendimento da relação homem/natureza. Já a escola francesa, desde o século XIX adotava a Geografia Tradicional, que separava os aspectos físicos (natureza) dos humanos (sociedade) para entendimento do espaço geográfico. Ao longo dos anos 1960 surge uma nova concepção de Geografia.

 A Geografia Crítica, com claras bases marxistas, redefiniu o foco de seus estudos dos aspectos físicos para os sociais, incorporando um discurso politizado em favor do combate as desigualdades geradas pelo sistema capitalista (OLIVEIRA; MARQUES, 2014).

Essa corrente nasceu na França, e em seguida na Alemanha, Brasil e outros países. A expressão foi criada na obra “A Geografia – isso serve, em primeiro lugar, para fazer a guerra”, de Yves Lacoste. A produção geográfica anterior a esta época pregava a neutralidade e excluía os problemas sociais, devido à concepção de que tais temas não eram geográficos. Dessa forma a Geografia Crítica propiciou uma aproximação da ciência com movimentos sociais cujos discursos, práticas e reivindicações tenham um conteúdo político e ideológico de esquerda.

Um dos maiores expoentes da Geografia Crítica foi Milton Santos. Em, “Por uma Geografia Nova”, (SANTOS 978). Milton Santos nos ensina, que a ampliação do conhecimento necessita de sistemas que nos permitam visualizar o todo em transformação introduzindo lógica e coerência na produção da realidade (SAQUET; SILVA, 2008)

Para Milton Santos o espaço é o principal objeto de estudo da Geografia, sendo entendido como um conjunto de formas e estruturas, ambas representativas de relações sociais pretéritas e futuras sendo as mesmas apresentadas por relações que acontecem no presente, demonstradas através de processos e funções (SAQUET; SILVA, 2008). O espaço seria um organismo de caráter mutante que vai transformando e sendo transformado pela história, pelo/modo de produção/sociedade/poder econômico (SANTOS, 1978).

A Geografia Crítica acaba com as análises dicotomizadas, o principal elemento de estudo passa a ser o espaço geográfico em sua forma (aspectos visíveis), função, estrutura (sistema econômico) e processo (fatores que atuam sobre o espaço), que de acordo com Milton Santos devem ser entendidas como um todo único.

           Resumindo, a Geografia Crítica é uma corrente que propõe romper com a ideia de neutralidade científica. A Geografia passa a ser uma ciência de crítica radical à sociedade capitalista pelo estudo do espaço e das formas de apropriação da natureza. Nesse sentido, enfatiza a necessidade de engajamento político dos geógrafos e defende a diminuição das diferenças econômicas sociais e regionais.

3 – MODERNIZAÇÃO CONSERVADORA E MERCADOS EDUCACIONAIS

(…) dependendo das circunstâncias históricas e nacionais, a burguesia pode desempenhar um papel reacionário ou revolucionário, aliar-se às velhas classes dominantes e promover uma modernização conservadora, através da revolução passiva, de caráter elitista e autoritário, promovendo transformações pelo alto (AZEVEDO, 1982 p.24, apud PIRES, 2009)

“Modernização Conservadora” foi um conceito elaborado por Barrington Moore Jr. (MOORE, 1975), a fim de retratar o caso de desenvolvimento capitalista na Alemanha e no Japão. Segundo o autor a revolução burguesa, bem como o processo de industrialização desses países, fez-se através de um pacto político entre a burguesia industrial e a oligarquia rural com a mediação do Estado o que favoreceu um processo sem rupturas violentas.

Argumentamos que a expansão do neoliberalismo pode ser considerada como um “modernização conservadora”. O neoliberalismo foi concebido por meio da adesão do Estado as demandas da classe dominante que criou novas estruturas modificando toda a sociedade de acordo e em favor da acumulação capitalista.

Na Educação o neoliberalismo manifesta-se pela criação de mercados educacionais (MESZÁROS, 2013) e (TADEU; GENTILI, 1999), o que fortalece a concentração de poder entre os detentores do capital, retirando das escolas sua característica de entidade transformadora da realidade, de lugares e  de pessoas.

Segundo Meszáros (2013), a educação deve ser permanente, ou não é educação. Deve ser realizada por meio de práticas que permitam aos educadores e alunos trabalharem a superação da sociedade capitalista, na qual as classes dominantes impõem uma educação para o trabalho alienante, com o objetivo de manter o homem dominado. Nesse sentido a educação libertadora teria como função transformar o trabalhador em um agente político, transformador da realidade. Para ele, uma educação para além do capital deve ser pautada na transformação radical do modelo econômico e político hegemônico.

Hill ressalta que, “O presente sistema de educação não-igualitária precisa ser concebido em dois modos; em primeiro lugar, o contexto ideológico e político, e em segundo, o espaço geográfico global/espacial.” (HILL, 2003, p.24). Para o autor a reestruturação mundial dos sistemas educacionais faz parte de uma ofensiva ideológica e política do capital neoliberal. A privatização dos serviços públicos e a capitalização da humanidade, resultaram na criação de mercados competitivos globais para os serviços públicos voltados ao bem-estar social, tais como a educação.

Estes mercados educacionais são marcados pela seleção e exclusão, para Hill (2003) são uma parte da estratégia educacional da classe capitalista contra o Estado do bem-estar social público.

Segundo Barroso (2005), situação mais radical da expansão neoliberal na educação ocorreu na Inglaterra. O controle central e a lógica mercantil reforçaram-se em detrimento da capacidade de intervenção das autoridades locais. A partir do governo Thatcher, também retomada pelos governos trabalhistas, o poder central desenvolveu uma política de intervencionismo incitando a competição entre as escolas. Foi favorecida a “livre escolha” pelos pais, nomeadamente por meio do alargamento dos dispositivos de avaliação externa e maior informação dos resultados às famílias. Este “encorajamento do mercado” traduz-se, sobretudo, na subordinação das políticas de educação a uma lógica estritamente econômica (competição, concorrência, qualidade total, modernização, privatização).

No Brasil o Neoliberalismo foi adotado abertamente nos dois governos do presidente Fernando Henrique Cardoso, o que implicou na construção das estratégias já verificadas na Inglaterra de Margareth Thatcher, diminuição do Estado por meio de privatizações, abertura econômica, fortalecimento da moeda nacional e na Educação a criação de políticas que favoreceram a institucionalização de mercados educacionais.

3 – O NEOLIBERALISMO NA CONCEPÇÃO DE PROFESSORES DE GEOGRAFIA

Explicar o êxito do neoliberalismo (é também, é claro, traçar estratégias para sua necessária derrota) é uma tarefa cuja complexidade deriva da própria natureza hegemônica desse projeto. (TADEU;GENTILI, 1999, p. 15)

Lopes e Sambrano, (2010), analisam a introdução do ideário neoliberal e pós-moderno na política educacional brasileira pela ótica dos professores de Geografia. Os autores optaram pela utilização de assertivas.

Trinta participantes foram divididos em dois grupos de 15 indivíduos: o primeiro com até 05 anos de experiência e os restantes com no mínimo, 15 anos de docência. Foram ouvidos professores de Geografia atuantes no ensino fundamental da rede pública de ensino (LOPES; SAMBRANO, 2010).

Os resultados revelaram as percepções dos professores de Geografia para as principais ações da política neoliberal na Educação brasileira:

  • Os professores com até cinco anos de experiência entendem que os docentes são responsáveis, em grande parte, pelo problema educacional brasileiro, esses profissionais não culpabilizam o sistema ou a formação dos profissionais;
  • Os docentes entrevistados não acreditam possuir uma formação ruim que os fazem ter um exercício ruim da profissão, ao contrário, todos vislumbram que os colegas não possuem a qualificação necessária e que esta atuação distorcida, empreendida por outros professores afeta o desempenho de seu trabalho;
  • O grupo formado por professores com maior experiência não vislumbrou problemas de formação, mas sim, em sua maioria, problemas advindos de alterações ocorridas na sociedade como um todo;
  • No grupo de profissionais com formação mais recente encontrou-se a concepção de que a qualificação deve ocorrer em um processo contínuo, salientando que iniciativas do Estado neste sentido são relevantes;
  • Acerca das políticas públicas empreendidas sob o ideário neoliberal, ficaram destacadas a contrariedade e indignação acerca de programas que buscavam a universalização do ensino fundamental através da promoção automática, como a progressão continuada;
  • 75% dos professores não reconhecem os programas voluntários que são empreendidos na escola como um mero mecanismo de delegação de funções perpetrado pelo Estado, vendo iniciativas dessa natureza como formas de trazer a comunidade para a escola, dividindo com ela as responsabilidades educacionais;
  • Todos os docentes se posicionaram contra a afirmação de que a municipalização, nos moldes em que foi empreendida, melhorou a qualidade do ensino;
  • Quanto ao questionamento acerca dos processos de centralização empreendidos na confecção dos PCNs os docentes se posicionaram contrários à afirmação.

Segundo Lopes; Sambrano (2010), os profissionais creem que professores a mais tempo na carreira adotam posturas que contribuem para a maximização dos problemas educacionais. Nota-se que a culpa pelos problemas ambientais é atribuída a sociedade como um todo ou aos demais profissionais, não existem questionamentos quanto ao sistema capitalista ou a mercantilização da Educação, nesse sentido a política educacional não seria de todo ruim e bastaria apenas alguns ajustes no sistema para adequá-lo as necessidades de uma Educação de qualidade.

Para os professores pesquisados, os PCN são um importante instrumento de trabalho, uma vez que norteiam uma base para avaliação e apresentam os critérios que devem ser seguidos na construção do conhecimento.

Culpam os colegas e sua própria classe de trabalhadores pelas imposições do sistema.

4 – CONSIDERAÇÕES FINAIS

Em sua prática diária os professores tem o poder de gerar inquietações e transgressões, e é na Geografia, como ciência crítica com fortes bases marxistas, que encontramos os subsídios para questionamentos às desigualdades do sistema. A Geografia crítica tem o poder de questionar as “verdades do sistema” desconstruindo conceitos apresentando aos alunos o mundo sem maquiagens, tal como ele é. Segundo Hill:

Argumentamos que o marxismo – e não o pós-modernismo, a religião fundamentalista, o liberalismo ou o neoliberalismo, o conservadorismo – ou mesmo, a democracia social – continua sendo a opção mais viável para se conseguir a justiça econômica e a mudança social. (HILL, 2003, p. 46)

No entanto Hill (2003) ressalta que o trabalho do intelectual de esquerda e daqueles que defendem formas mais radicais da democracia, é muito criticado por ser motivado por uma “política de esperança” que perdeu o seu apelo, o que torna o trabalho crítico solitário e alvo constante da desconstrução dos próprios colegas educadores.

Segundo Michael Apple as escolas e os professores têm o poder de reproduzir as “verdades” do sistema, “não apenas preparam as pessoas; elas também preparam o conhecimento” (APPLE, 1982).

O desejo dos professores de serem trabalhadores culturais que lutam por uma mobilização política ao estilo de Paulo Freire (FREIRE, 1967) é muitas vezes nada mais que um ideal que não é realizado por aqueles cujas ideias progressistas são continuamente sufocadas por formas de governo comprometidas com o grande capital e defendido por uma “elite” cultural que patrocina a disseminação de uma ideologia de eficiência e controle.

Como professores críticos, nos cabe a tarefa de desenvolver em nossos espaços de atuação, questionamentos que levem a aproximação com os demais colegas questionadores do sistema, estabelecendo conexões e redes de informação que levem ao debate e a construção de pontes com colegas sem informação de forma a elevar o debate a fim de criar um espaço dialético de construção de movimentos de resistência em prol de uma sociedade mais justa e fraterna.

REFERÊNCIAS

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BARROSO, João. O Estado, a Educação e a regulação das Políticas Públicas. Revista Sociedade, Campinas, vol. 26, n. 92, p. 725-751, Especial – Out. 2005 725. Disponível em http://www.cedes.unicamp.br;

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* Mestre em Educação. Pesquisador ANPED GT Educação Ambiental. Geógrafo, INEA – RJ. Professor de Geografia da rede pública de Petrópolis RJ.

 

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