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por Jaime C. Patias

Jaime Carlos Patias é secretário da Pontifícia União Missionária, uma das quatro Pontifícias Obras Missionárias. Mestre em Comunicação e  membro do Grupo de Pesquisa Comunicação e Sociedade do Espetáculo

Jaime Carlos Patias é secretário da Pontifícia União Missionária, uma das quatro Pontifícias Obras Missionárias. Mestre em Comunicação e membro do Grupo de Pesquisa Comunicação e Sociedade do Espetáculo

Intrigado com as cores escrevi “vermelho” utilizando uma caneta de tinta azul, cor do time do meu coração, o Grêmio. Além de ser a cor do rival, Internacional, vermelha é a cor da revolução socialista que inspirou partidos e movimentos de esquerda mundo afora. Vermelha é a bandeira do MST, do PT, PCdoB e PSTU… Vermelho é o tomate e o interior da melancia. Inclusive quando esta apodrece, muda de cor. Mas, qual é a cor da podridão?

Podres estão as instituições da tão sonhada democracia, na Pátria Amanda por poucos e cobiçada por muitos inescrupulosos. As cores dos partidos dão um colorido especial ao In-sanado, à Câmara dos Dis-putados e aos Mini-estéricos, sempre repartidos num arco-íris de interesses sectários. E qual é a cor da corrupção? Nessa disputa, o PMDB (Partido do Me Dei Bem), ganhou um naco privilegiado. O PT que no passado fazia discursos em defesa da ética hoje vê seus quadros condenados por falta dela… Acuado deve ouvir os DEM, (Devo Eu Mandar) ex-PFL (Partido Falido Literalmente) fazer discursos contra a impunidade. Quem diria! O PSDB (Podemos Sabotar De novo o Brasil), que governou dois mandatos presidenciais e depois perdeu quatro eleições seguidas, descobre que as urnas não lhe favorecem e então trama outras vias. Nada mal, os papéis se invertem e, na retórica, a vida segue seu curso. Quem pensa no Brasil?

O colorido que outrora distinguia as bandeiras partidárias de repente se suja num lamaçal e tudo fica nivelado. Sobressai a cor cinza. Seria essa então, a cor da corrupção?

Desconectado da realidade, o mundo dos parlamentares perdeu o colorido da vida e agora anda ofuscado por mais dúvidas do que soluções. Ninguém mais acredita neles e tudo indica que não haverá mais dinheiro lícito de empresas para pagar marqueteiro na construção da falsa imagem que possuem. Dinheiro ilícito não vai faltar. É só prestar atenção. Todos os dias abrem-se as cortinas nos espaços midiáticos para os ilustres atores, protagonistas do absurdo. Ridicularizados pela sociedade, gastam 90% de seu tempo, pago com dinheiro público, para legislar em causa própria, acusar-se e defender-se. Em Brasília ou nos estados, nas prefeituras e câmaras, o espetáculo não pode parar. E 2016 está chegando! Por que, então, querer saber a cor da corrupção?

O que nos consola é ver que existem outras cores produzidas pela natureza a exemplo dos ipês, símbolo de esperança e vida que flui. Sem falar do pôr do sol. Um espetáculo divino! Contemplá-las ajuda a recuperar o gosto pelo colorido da vida tão ameaçada pela cobiça de políticos e grupos de interesses.

É primavera! Canta meu sabiá, que o teu cantar alegra o meu penar e o de milhões de brasileiros honestos no entardecer de mais um pôr do sol. O bom de tudo isso é ter a certeza de que, apesar da corrupção e da podridão, este sol amanhã voltará a brilhar!

Jaime Carlos Patias, imc, mestre em comunicação e membro do Grupo de Pesquisa Comunicação na Sociedade do Espetáculo.

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