Meu Livro Preferido

Meu Livro Preferido

Nair Lúcia de Britto

Foto: Rosali Martins
Nair Lúcia de Britto nasceu em Joanópolis (SP). Passou toda minha infância em Santos(SP), o que talvez explique minha paixão pelo mar…
Formada em Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero, em 1977, em São Paulo (SP.) Seu primeiro emprego foi na revisão da Folha de São Paulo. Posteriormente Editora Nova Cultural, preparando textos de livros e revistas.
Escreveu vários textos infantis, publicados na Folhinha de S. Paulo; comentários de livros e filmes para a revista “Contigo”; e crônicas, publicadas na Folha da Tarde (SP) na coluna do jornalista Mário de Morais.
Em São Vicente (SP) foi repórter e cronista do jornal “Primeira Cidade”. Além de prosas, escreve também comentários de filmes de arte; publicados, atualmente, na revista virtual Partes.

De todos os livros que eu li o que eu mais gostei foi E o Vento Levou, da escritora norte-americana Margareth Mitchell. Eu li esse livro quando ainda era bem jovem e estava cursando o Clássico, curso destinado aos alunos que queriam seguir a carreira de Letras.

Era um livro de dois volumes, com muitas páginas; mas a história desse livro me empolgou tanto que eu o li em apenas uma semana. Foi a única vez que eu li um livro tão rapidamente.
Acho até que essa obra, de certa forma, contribuiu para que minha personalidade se tornasse tão forte e tão singular como é hoje.

Segundo pesquisa, a obra retrata o período da guerra civil norte-americana, entre o Norte e o Sul dos EUA, na segunda metade do século XIX, ocasionada pela divergência de ideias.

O Sul do país era escravocrata. Os sulistas viviam da plantação de algodão, cultivada pelos escravos, e o algodão era exportado para outros países. A opinião deles era de que os brancos eram uma raça superior; e que os negros, considerados inferiores, precisavam ser conduzidos pelos brancos para conseguirem sobreviver.

O Norte dos EUA, mais desenvolvido economicamente, com as suas fábricas e tecnologias avançadas, repudiavam o trabalho escravo que era um método anticristão.

O presidente Abraham Lincoln apoiou os argumentos do Norte; e o resultado dessa divergência política, entre O Norte e o Sul, desencadeou uma guerra devastadora.

O enredo de E o Vento Levou tem início justamente quando essa guerra está começando. Numa fazenda denominada “Tara”, de propriedade de Gerald O’Hara, vários homens são convocados à luta.

Scarlett O’Hara, com apenas dezesseis anos de idade, era a mais velha entre as três filhas do rico fazendeiro irlandês. Era uma jovem linda, voluntariosa e muito mimada, acostumada ao luxo, à riqueza e a ser servida de bandeja pelos escravos.

A guerra destrói tudo que ela possuía, sem qualquer esforço. E, de repente, para sobreviver e ajudar a família, vê-se obrigada a ela própria cultivar a terra, para terem o que comer.

Embora muitas vezes vitoriosa, sua vida passa por muitos percalços; mas ela nunca desiste de lutar pelo que mais deseja.

A cada derrota, na sua tumultuada existência, Scarlett O’Hara sempre erguia a cabeça e dizia para si mesma:

Amanhã será outro dia…

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