ClaricefotopoesiaGilda

Gilda E. Kluppel

                                                                                                               Seus mistérios…

Contidos em personagens

O sublime eu de Clarice

Este eu que se tornou universal

Quando penetrou nas entranhas da alma.

Complexa e instigante

Do ovo e a galinha

Espantosa lucidez

De saber que não poderia alterar a realidade

Apenas conversar consigo mesma

Lembrando que mais nos conhecemos

Quando não tememos a solidão.

A resposta do mistério entregou aos outros

E o outro dos outros era o eu de Clarice

Na busca da revelação desse mistério

Aceitamos mais facilmente nossa condição de falíveis

Sem acatar fórmulas ditas como certas de vida.

Soube se libertar e viajar para as profundezas do íntimo,

Onde poucos ousaram ir

E de lá nos trazer alívio para nossas doses diárias de realidade

O que seria de nós mortais

Que não habitamos essa profundeza

Seguros pelo cotidiano e pela rotina da vida

Se não pudéssemos tocar nos preciosos tesouros de Clarice

e de suas verdades inventadas?

Suas palavras

A perfeita tradução dos sentidos

Incomparável

Eterna Clarice.

Gilda E. Kluppel é professora de Matemática do ensino médio em Curitiba/PR, Mestre em Educação pela Universidade Federal do Paraná

Gilda E. Kluppel é professora de Matemática do ensino médio em Curitiba/PR, Mestre em Educação pela Universidade Federal do Paraná

Compartilhe esse texto

Share to Google Buzz
Share to Google Plus
Share to LiveJournal
Share to Yandex