Pai

PAI!
Nair Lúcia de Britto
Hoje, pela manhã, dormi um pouco mais. O frio me reteve na cama e me senti preguiçosa; querendo dormir outra vez. Mas alguém bateu à porta, então eu me levantei para ver quem era. Entreabri a janela e vi meu pai em frente ao portão, aguardando.
– Pai! – Exclamei, assim que eu o vi.
Logo a seguir, abri a porta para ir ao encontro dele, que tinha uma expressão enigmática.
– Sim, sou eu que vim te visitar porque senti muita saudade e ando preocupado com você.
Rezo a Deus, todos os dias, para que te proteja enquanto estou longe.
Mas, filha, não se aflija, são apenas preocupações de Pai. Não desanime diante das dificuldades. Confie em Deus, como eu confio, que Deus sempre te protegerá; não duvide. O importante é que você está bem e segue sempre os conselhos do seu anjo-da-guarda. Prossiga assim, minha filha querida, que eu tanto amo e me orgulho. Se Deus quiser, você vencerá!
Fiquei só ouvindo meu pai falar. E ele prosseguiu:
– Fica em paz; que eu, tua mãe e teu irmão… todos nós que te amamos estamos atentos para o que precisares. Nós te ajudaremos com fluidos de amor e proteção.
Por fim, concluiu:
– É só. Agora, tenho que ir, minha filha. Pena não poder ficar mais. Você está muito bonita! Não se deprecie pela idade. Por dentro estás ainda mais maravilhosa, pelo teu bom coração; e é por isso que todos nós te amamos.
Deu-me um beijo terno, na testa; como todo pai carinhoso faz.
– Pai! – Eu o chamei. Mas ele não estava mais.
Ouvi minha voz chamando, novamente:
–Pai!
Neste instante, eu acordei!
Nair Lucia Britto é jornalista e colaboradora da Partes

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