Direito de viver

DIREITO DE VIVER
       Nair Lúcia de Britto
Foto: Rosali Martins
Nair Lúcia de Britto nasceu em Joanópolis (SP). Passou toda minha infância em Santos(SP), o que talvez explique minha paixão pelo mar…
Formada em Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero, em 1977, em São Paulo (SP.) Seu primeiro emprego foi na revisão da Folha de São Paulo. Posteriormente Editora Nova Cultural, preparando textos de livros e revistas.
Escreveu vários textos infantis, publicados na Folhinha de S. Paulo; comentários de livros e filmes para a revista “Contigo”; e crônicas, publicadas na Folha da Tarde (SP) na coluna do jornalista Mário de Morais.
Em São Vicente (SP) foi repórter e cronista do jornal “Primeira Cidade”. Além de prosas, escreve também comentários de filmes de arte; publicados, atualmente, na revista virtual Partes.

Começo a escrever sobre o Direito de Viver, rogando à Nossa Senhora, a mãe mais perfeita da face da Terra, para que me ilumine, enquanto me proponho a discorrer sobre esse tema.

Primeiramente, quero esclarecer  que não tenho como objetivo julgar ninguém. Quem julga é Deus e o próprio Jesus disse:
“Não te julgo. Vai, e não peques mais!”
Também tenho ciência de que não me cabe decidir sobre o que cada pessoa deve fazer da sua própria vida. Mas sou cristã e, seguindo por essa linha de pensamento, tenho por base a Filosofia que diz:
” Proteger e dignificar a vida, seja do embrião, seja da mulher é um dever de todo cidadão que optou pelo caminho do Bem.”
Se a mãe do ser, que  ainda está na sua barriga, não tiver condições psicológicas ou financeiras para assumir a responsabilidade de criar um filho, cabe ao Poder Público ampará-la, bem como à criança; proporcionando-lhe guarida e condições para que seu bebê seja adotado por uma boa família.
Diz ainda a Filosofia Espírita:
“A Terra produzirá o suficiente para alimentar a todos os seus habitantes quando os homens souberem administrar (segundo às Leis da Justiça, da Caridade e do Amor) os bens que a Terra dá.”
“Quando a fraternidade reinar entre os povos  o momentâneo supérfluo de uns suprirá a momentânea insuficiência de outros e, então, todos terão o necessário.”
Ainda seguindo por essa linha de pensamento, a mulher tem todo o direito de escolher se quer ser mãe ou não, sim, sem dúvida. Mas isto antes da concepção. Uma vez que um novo ser foi concebido na sua barriga, a mãe não pode negar ao seu filho o justo Direito à Vida.
Aqueles que tem parecer em contrário não acreditam em Deus. Para acreditar em Deus basta voltar os olhos para as obras da Criação. Se o Universo existe é por alguma razão. Duvidar da existência de Deus é o mesmo que negar que todo efeito tem uma causa e achar que o “nada” é capaz de produzir tudo que nós possuímos.
Precisamos entender  que nós não somos apenas matéria, isto é, não temos somente um corpo, mas temos também uma alma que se junta ao nosso corpo no momento em que nascemos.
Durante a gestação essa alma é um espírito que está ligado conosco o tempo todo. Ao se  juntar ao nosso corpo, no instante do nascimento, esse espírito será  a nossa alma.
O choro, ao nascer, é o grito de vitória da criança anunciando que ela já está entre os vivos e servidores de Deus.
Ao nascer, temos a oportunidade de reparar erros de vidas passadas. Erros que não podemos lembrar até voltarmos ao mundo espiritual.  Impedir que uma criança nasça é negar a ela a oportunidade de evoluir e, por conseguinte, de ser mais feliz!
Quando uma criança morre antes de nascer é só o seu corpo que deixa de existir. Seu espírito retorna à Vida Espiritual para aguardar um novo corpo e uma nova oportunidade de evoluir.
O estudo do Espiritismo que explica a razão da nossa existência na Terra e a necessidade de aprimorarmos nosso Espírito é imenso. A síntese filosófica dessa Doutrina que surgiu para esclarecer todas as dúvidas religiosas é esta:
Nascer, morrer, renascer e progredir sempre!

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