socioambientaldesafio

A transformação da realidade, de forma a garantir o desenvolvimento sustentável, a partir da prática, é um dos grandes desafios da sociedade na atualidade. A crise de abastecimento de água potável provocada pela má gestão dos recursos hídricos, aliada à destinação do lixo e de moradias em locais inadequados, além da ausência de serviços públicos como o tratamento de esgoto, redes de energia elétricas legais, pavimentação, entre outros, constituem os pilares da problemática que envolve a gestão da maioria dos municípios brasileiros.

A adoção de determinadas práticas, como uma ampliação do conhecimento científico relacionado ao meio ambiente e à sociedade nas regiões urbanas, constitui uma saída para minimizar os atuais problemas existentes, bem como evitar problemas futuros. O gerenciamento de resíduos, o incentivo à redução do consumo de materiais não recicláveis, além da promoção da prática da separação do lixo e o incentivo a políticas, programas e práticas que protejam as pessoas e o meio ambiente são ações que devem ser priorizadas pelos prefeitos eleitos que buscam um compromisso com os cidadãos, visando uma gestão de cidades para que elas venham a ser sustentáveis e inovadoras.

Rodrigo Berté

Rodrigo Berté

É neste contexto que estão inseridos os desafios dos novos gestores municipais. A forma como serão encarados pode fazer a diferença entre trazer o verdadeiro desenvolvimento às cidades ou piorar este quadro preocupante. É preciso ficar atento em relação ao que estes gestores entendem por desenvolvimento, pois o histórico observado até o momento reflete uma concepção, por parte da gestão, de que desenvolvimento é sinônimo de industrialização e aumento de “tecnologias de ponta”. Não que estes fatores não sejam importantes para a prosperidade e inovação em alguns municípios, porém há de se fazer uma análise das condições locais e entender quais são as reais necessidades da população, para então propor medidas de melhoria. A tarefa dos novos prefeitos vai além do aumento das riquezas municipais; ela subentende também proporcionar condições dignas de vida para as pessoas por meio da superação das desigualdades e da atenção com as vulnerabilidades sociais, componentes fundamentais do verdadeiro desenvolvimento. ​

Cidades sustentáveis e inovadoras terão que promover discussões pertinentes às realidades que abrangem novos indicadores de qualidade de vida: ética pública, ação cultural e serviços prestados ao público. Além disso, é preciso socializar o diálogo dos diferentes setores acerca do Estatuto das Cidades e do Plano Diretor. Os prefeitos eleitos terão que adotar medidas de gestão eficiente, controle de gastos e deverão ser vistos como manager city, ou seja, um gerente da cidade, um gestor de fato.

O próximo ano, 2017, é declarado pela ONU como o Ano Internacional do Turismo Sustentável. Está aí uma oportunidade para os novos gestores terem um olhar para os equipamentos de turismo local, valorizando o patrimônio natural de sua cidade e mostrando as potencialidades e, em especial para que vieram.

Artigo produzido pela equipe da Escola Superior de Saúde, Biociência, Meio Ambiente e Humanidades do Centro Universitário Internacional Uninter: André Pelanda, Augusto da Silveira, Rodrigo Berté e Rodrigo Silva.

Compartilhe esse texto

Share to Google Buzz
Share to Google Plus
Share to LiveJournal
Share to Yandex