Aposentado é para ser premiado

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APOSENTADO É PARA SER PREMIADO
nair lucia de britto
Aposentado é para ser premiado e não castigado.
Foto: Rosali Martins
Nair Lúcia de Britto nasceu em Joanópolis (SP). Passou toda minha infância em Santos(SP), o que talvez explique minha paixão pelo mar…
Formada em Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero, em 1977, em São Paulo (SP.) Seu primeiro emprego foi na revisão da Folha de São Paulo. Posteriormente Editora Nova Cultural, preparando textos de livros e revistas.
Escreveu vários textos infantis, publicados na Folhinha de S. Paulo; comentários de livros e filmes para a revista “Contigo”; e crônicas, publicadas na Folha da Tarde (SP) na coluna do jornalista Mário de Morais.
Em São Vicente (SP) foi repórter e cronista do jornal “Primeira Cidade”. Além de prosas, escreve também comentários de filmes de arte; publicados, atualmente, na revista virtual Partes.

Segundo informações de Bruno André Blume, Bacharel em Relações Internacionais, a proposta de mudanças nas regras para a aposentadoria, apresentada no dia 5 de dezembro deste ano de 2016, tem como motivo evitar a quebra do sistema previdenciário, que está com um déficit previsto para R$ 120 bilhões, em 2016.

Entre as causas apresentadas  em relação ao rombo da Previdência estão o desemprego que faz com que seja menor o número de contribuintes; os idosos que têm, felizmente, mais anos de vida. E, além disso, o uso indevido do dinheiro público.
Entre as várias mudanças, a que mais me parece injusta é aquela que desconsidera o tempo de serviço e de contribuição do trabalhador ao INSS . Ou seja, e uma pessoa que começa a trabalhar cedo (geralmente porque precisa) possa se aposentar com a mesma idade de quem começou a trabalhar mais tarde.

Outra medida com a qual discordo é em relação aos trabalhadores rurais que levam uma vida muito dura no campo e o retorno é muitas vezes sofrido. O trabalho deles é muito importante e necessário e por ser tão árduo merece ser reconhecido.
Devemos considerar que o aposentado é aquela pessoa que trabalhou pesado por quase toda uma vida; enfrentou dificuldades e muito contribuiu para o progresso do seu país.
É aquela pessoa que doou sua juventude em pró do trabalho e que somente na sua última etapa de vida, quando muitas vezes já perdeu o vigor , quer descansar, ter tranquilidade , sem ter que se preocupar com declaração de imposto de renda ou qualquer burocracia, para as quais já não tem mais paciência.
É aquela pessoa que merece o prêmio por uma vida regrada, honesta e laboriosa, útil à sociedade e que cumpriu com seus deveres de cidadão.
Por isso, acho inadmissível punir o aposentado que já não tem tudo que merece e está ameaçado de ainda ter menos.
O repouso depois de uma vida toda de trabalho é uma lei natural, humana  que deve ser respeitada e jamais interrompida.
O que pensar daqueles que abusam da sua autoridade, para impor o excesso de trabalho e sacrifícios aos idosos que já deram tudo de si?
Que essa autoridade está transgredindo a Lei de Deus, imutável e a mais justa. Segundo às Leis Divinas todo homem tem direito ao repouso na sua velhice e não está obrigado a trabalhar além de suas forças.
Como o aposentado poderá  repousar sem ter todos os recursos necessários à sua sobrevivência?  Há muito tempo, a aposentadoria é insatisfatória e injusta.  Dessa forma, as únicas mudanças que deveriam ocorrer deveriam ser sempre para melhor.
Se o rombo da Previdência chegou ao ponto em que chegou a culpa não é do aposentado, nem do trabalhador. Mas sim do mau uso do dinheiro público, das dificuldades impostas às empresas que são obrigadas a dispensar seus funcionários porque lhes falta recursos.
Foram anos e anos de corrupção, de desvio do dinheiro  público, arrecadado através de impostos pagos pelo próprio trabalhador.
As únicas pessoas que podem ser penalizadas são aquelas  que causaram esse rombo.
Todos os corruptos, sem nenhuma exceção, devem devolver tudo que tiraram dos cofres públicos, tostão por tostão, sem perdão.
Além disso, providências para bloquear a entrada de novos corruptos no poder público, exigindo deles comprovação de honestidade, integridade moral e vocação  política. Uma carreira nobre, quase um sacerdócio, urge nobreza de seus representantes.
Só com  honestidade, igualdade social o Brasil pode progredir e o trabalhador ter uma aposentadoria feliz!

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