Crônicas

Serenamente sentado na praça

Por Gilberto da Silva Vou ficar por aqui, num canto de praça, esperando o ano acabar. Sentado no banco da praça olhando os pássaros. Como paulistano que sou poderia ver tiririzinho-do-mato, ferreirinho-de-cara-canela, beija-flor-preto, tesoura-de-fronte-violeta, beija-flor-roxo. Ah! tucano-de-bico-verde e bico preto verei com certeza. Na espera de meus braços abertos, com generosidade e paciência, abraçarei amigos e amigas que não se furtam a um afeto caloroso. Revisarei meus toscos textos, meus enroscos, meus desgostos, minha falsa modéstia.  De posse de meu caderno de anotações – com traços firmes e de cor forte – riscarei os nomes indesejáveis, primeiramente este, depois aquele etc. Olharei na agenda de telefones do celular e deletarei contatos inoportunos e incluirei outros poucos. Na virada para...
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Crônicas

Massagem não comunicativa (para um ano menos pé no saco)

MASSAGEM NÃO COMUNICATIVA (PARA UM ANO MENOS PÉ NO SACO? por Zeh Gustavo Neste fim de ano só consigo pensar em comer, dormir, bebericar uns tiricotico, dar uma trepada e no meio disso bater uma, ops, bater perna e assim me manter improtegidamente fugidio. Como no resto do tempo? Um pouco menos. Vez-outra me adentro pelas manhas da redessoci, talvez atrás de curtir um tédio que otro, polegarzão pro cume, sempre a saudar as amizadi. Primeira observação, importanterésima (ui!): me cago en Dios pra tal economia de likes que, consciente ou inconscientemente, galerinha usa para prestigiar o que ou os que lhe darão prestígio (exclamações, redação inexistente, exclamações!!!). Tá, também dou uma selecionada básica, no sentido de boicotar, não...
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