A importância do Planejamento Escolar no início do ano letivo

Por Roberta Poltronieri

Roberta Poltronieri é professora da Educação Básica e Pesquisadora. Email: robertapoll@hotmail.

As instituições escolares movimentam-se na tarefa educativa por meio de algumas formas. Ao começar o ano, muitos desafios e caminhos estão postos para o profissional da educação traçar durante todo o ano, a duração dos trimestres, novos alunos, materiais escolares, organização das aulas, entre outros fatores relevantes ao processo educacional dentro e fora da sala de aula.

O processo de ensino e aprendizagem é a força geradora motriz do trabalho do professor, e muitas são as questões a serem pensadas, quando o sujeito professor entra em ação na sala de aula. Vasconcellos nos orienta que “ Planejar é um processo contínuo e dinâmico, de reflexão, tomada de decisão, colocação em prática e acompanhamento” De forma que os direcionamentos das etapas educativas possam ser planejadas, refletidas e colocadas no papel, para que durante o ano entre em ação, e possam ser revistas constantemente.

Diante de um planejamento nos deparamos com a realidade da qual trabalhamos, ela é o ponto de partida e o de chegada (já transformada), o campo que devemos caminhar, e para tanto, quando chegamos em uma escola, ao pensarmos com nossos colegas sobre possibilidade de execução do trabalho diante de; materiais disponíveis, professores disponíveis, os projetos pedagógicos etc, é que podemos traçar um marco referencial para começar os diagnósticos no início do ano letivo.

Alguns fatores podemos levar em consideração na hora de planejar nosso trabalho:

– Conhecimento do contexto escolar (realidade)
– Materiais didáticos disponíveis
– Tempo didático para planejar as atividades
– Flexibilidade nas atividades, pois ao planejar ao longo do caminho mudanças possam vir a ocorrer
– Participação dos alunos na elaboração de muitos horizontes a serem traçados
Além disso a Gestão democrática e participativa torna-se importante, na medida em que os conflitos e propostas dentro de sala de aula possa se integrar aos demais planejamentos, e exista a participação dos gestores nos processos que envolvam tomadas de decisão.

“ Educar é um processo continuo e coletivo”

Devemos buscar não repetir as mesmas ações e improvisar nas ações em sala de aula, afinal os alunos nunca são os mesmos.

Em vista disso, precisamos pensar que o sujeito que reflete, também é o sujeito da decisão, da ação e a probabilidade de concretização é maior diante de um ato planejado. (Vasconcellos, 2009).

Referências
VASCONCELLOS.C. Planejamento projeto de ensino-aprendizagem e projeto politico pedagógico. Libertad.2009

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