Cláudia Cibele Bitdinger Cobalchini* Tragédias permeiam a existência humana, tão certo quanto o fato de nascermos e morrermos. E atualmente, como nunca antes experenciado, temos acesso de forma quase imediata e infinitamente reproduzíveis às notícias sobre as tragédias, em diferentes fontes midiáticas, além de as revivermos nas conversas (pessoalmente ou digitalmente), tomando conta de nosso interesse. Mas por que alimentamos este tipo de curiosidade sobre o que demonstra violência, desastres, mortes? Parece que ficamos inebriados por um impulso em buscar mais informações, até sobre os detalhes do ocorrido, numa tendência mórbida, para se aproximar do tema morte. E esta seria uma das possibilidades de vivenciar, sem necessariamente estar diretamente envolvido. A finitude da vida é um tema para o...
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