Por João Guilherme Vargas Netto Não me decidi nunca sobre o que achava pior, se a traição de Judas ou a baixa remuneração recebida por ele. Esta cogitação me vem à mente com o estardalhaço criado, no sábado passado, pela manchete principal da Folha. Segundo ela, um conjunto restrito de dirigentes sindicais e parlamentares negociava com o Governo o afrouxamento da luta sindical contra suas “deformas” em troca de beneplácitos inalcançáveis sobre os recursos à disposição dos sindicatos. Como acontece nestes casos, depois da denúncia e do escândalo, choveram explicações e desmentidos. Alguns mais inábeis do que espertos, procuraram explicar o inexplicável dizendo aos quatro ventos das redes sociais que negociaram sim, mas não a troca dos direitos dos trabalhadores...
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