Bêbada de Elegância Gilda E. Kluppel Feriadão, bar à beira da praia. O pessoal à vontade bebendo água de coco, suco e cerveja. Algumas cervejas a mais do limite, a fala começa a titubear com o tom da voz cada vez mais alto. Um grito vem de uma mesa no centro do bar: “Eu tenho muita elegança”, a palavra proferida deste modo, não elegância, mas “elegança” reforçando a última sílaba. Todos os olhares se voltam à mesa. Três pessoas, um casal e uma senhora, nitidamente alterada. Logo, vem mais: “eu tenho muita, mas muita elegança”. O homem alerta que já está na hora de ir embora. A mulher se recusa, alega que ainda é cedo para voltar para casa,...
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