A Comunicação, por ela mesma

A Comunicação, por ela mesma

 

Gilberto da Silva

 

Título: O rosto e a máquina – O fenômeno da comunicação visto pelos ângulos humano, medial e tecnológico – Nova Teoria da Comunicação – Vol. 1
Autor: Ciro Marcondes Filho
Coleção: Comunicação
Acabamento: Costurado
Formato: 13,5 cm x 21 cm
Páginas: 184
Área de Interesse: Comunicação.

 

Em O rosto e a máquina: O fenômeno da comunicação visto pelos ângulos humano, medial e tecnológico, Ciro Marcondes Filho busca formatar uma Teoria da Comunicação livre dos “vícios” da Sociologia, da Filosofia, da Antropologia ou da Ciência Política. Assim como vários estudiosos da área, Ciro que é professor da USP, deseja uma Nova Teoria da Comunicação feita e discutida no ‘campo’ próprio da Ciência – um saber e uma área de conhecimento específico – e não nas chamadas Ciências Aplicadas.

Segundo Ciro, “nas antigas formas, ao se estudar a comunicação, fazia-se sociologia, ciência política, estudos antropológicos, todos eles muito importantes e necessários, mas não comunicação propriamente dita”. Este rótulo é usado nas escolas internacionais como a de Chicago, Birmingham, de Frankfurt, de Toronto, de Moscou. Para o autor este rótulo reproduz chavões e abordagens equivocadas. “Nossa proposta é revolucionária neste sentido: ela trabalha na constituição de um campo de saber específico, de uma área do conhecimento própria”, completa.

Ciro Marcondes Filho é pesquisador de conceito 1A do CNPq, criador do Princípio da Razão Durante, a base da Nova Teoria da Comunicação, que propõe um saber específico e original para a área de Comunicação, assim como um procedimento de pesquisa próprio, o metáporo.

Nesta obra, o ponto de partida é a afirmativa que a velha disciplina Teoria da Comunicação trabalha com rótulo antigo, de forma obsoleta e não em sintonia com a nova Era Digital. O livro O rosto e a máquina: O fenômeno da comunicação visto pelos ângulos humano, medial e tecnológico é o volume I da Nova Teoria da Comunicação e nele o autor introduz, para leigos, conceitos, simples, definindo o que é a comunicação humana, a comunicação de massa e como a internet realiza um retorno às teorias clássicas da comunicação e seus pensadores.

Diante do trajeto histórico traçado na obra, o autor nos apresenta Roland Barthes (aquele que ocupou-se com os signos, os sistemas de oposições e as funções simbólicas), Derrida (o homem da desconstrução e do desmonte das estruturas tradicionais) , Michel Foucault (o arqueólogo do pensar de forma diferente), o pós-estruturalista Deleuze, Adorno, Benjamin, Habermas (e todos os componentes da chamada Escola de Frankfurt e críticos da Indústria Cultural), Humberto Maturana (autopoiese – sistema autônomo fechado, autorreferente e que se constrói a si mesmo), Luhmann (de quem Ciro traduziu A Realidade dos Meios de Comunicação pela PAULUS), Husserl e Kamper entre outros.

A leitura da obra em questão torna-se um valioso portal para quem estuda ou se interessa pelos estudos de comunicação, independente de cerrar fileiras na crença de que a comunicação é uma teoria própria ou se ela é “luhmanniamente” uma improvável comunicação, algo indispensável, ou seja, sem ela qualquer ser humano não poderia, nem conseguiria relacionar-se e até mesmo viver.

Gilberto da Silva é sociólogo e jornalista. Mestre em Comunicação pela Faculdade Cásper Líbero e pesquisador do grupo Comunicação e Sociedade do Espetáculo organizado pela Cásper Líbero e coordenado pelo Prof. Dr. Cláudio Novaes Pinto Coelho. Foi professor do ensino secundário e universitário e analista de ordenamento territorial da Prefeitura de São Paulo. Edita a revista P@rtes (www.partes.com.br).

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