Ceia de Natal

CEIA DE NATAL

Nair Lúcia de Britto

 

O sol queimava alto naquela tarde que mal começava.

Os discípulos aproximaram-se de Jesus e pediram-lhe que  dispensasse a multidão que O acompanhava. Eram cerca de cinco mil homens, ali levados pela fé; como ovelhas seguindo seu Pastor.

Todos estavam cansados e famintos; e,  naquele lugar deserto, não tinham como se alimentar. Mas uma grande fé habitava em seus corações.

— Senhor,  permita que esses homens se dispersem até as aldeias circunvizinhas para que comprem algum alimento!

— Dai-lhe vós o que comer! – disse Jesus.

Os discípulos entreolharam-se, incrédulos, e retrucaram:  — Temos apenas cinco pães e dois peixes. Como é possível alimentar toda essa gente, com tão pouco?

Pacientemente, Jesus convidou a todos para que se sentassem sobre a relva verde. Depois, foi repartindo o pão e o peixe; os quais, milagrosamente, iam se multiplicando à medida que os distribuía.  

Uma vez que todos estavam satisfeitos , Jesus afastou-se até o monte mais próxima para orar e agradecer ao Pai.

No dia 25 de dezembro, nós comemoramos o Natal. Na véspera, ao avançar da noite, a mesa já está posta para a Ceia. Comida boa, bons vinhos e o indispensável champanhe para o brinde, para quando os ponteiros do relógio marcarem a meia-noite.

Sob a árvore de Natal, os presentes empacotados com papel colorido. Alguns pacotes grandes, outros pequenos; diante dos olhares curiosos. Todo mundo espera ganhar um presente.

“A casa cheia, de mesa farta, de boa ceia, na casa boa, na mesa cheia, na ceia farta. Nada falta!”, diz um poeta.

Todos se cumprimentam, comem, cantam e dançam… sem refletir sobre o verdadeiro sentido do Natal

Que o Natal deste ano seja diferente! Elevemos nosso pensamento ao Menino Jesus, o aniversariante que nasceu para dizer ao mundo: “Amai-vos, como eu vos amei!”

Vamos rezar e nos propor a trabalhar por um mundo melhor! Um mundo em que o Milagre dos Paes  se repita todos os dias… Como naquela tarde de sol tão longínqua, em que o Filho de Deus sentou-se sobre a relva verde da esperança. E, diante de uma multidão de fiéis, não deixou nenhum só homem com fome!…   

 

Texto publicado no jornal ILHA DE SÃO VICENTE, em 23 de dezembro de 1998. Diretor Executivo: Ernandes de Oliveira Pimentel.

 

Mensagem desta cronista:

Este ano de 2017 foi um ano muito difícil para os brasileiros. Desemprego, Salários de Fome, Doentes sem Assistência Médica, Crianças sem creches; por toda parte Sofrimento e Dor.

 

Entendo a revolta da população. Mas, neste novo ano de 2018, que os todos abrandem seus corações.

Para, calmamente e de cabeça erguida, reivindicar,  tudo que lhes foi roubado.

Nair Lúcia é poeta, jornalista, escritora e colaboradora da Revista Partes

 

 

 

Porém, como Jesus nos ensinou:

Amando e respeitando o nosso próximo; e  invocando pela verdadeira justiça:  A Justiça de Deus.

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