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ISSN 1678-8419                                                                                                           

 

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Assédio moral e sua relação com o transtorno afetivo bipolar: forma de profilaxia e convalescença.

Assédio Moral e a Ciência Trabalhista

Assédio moral coletivo
 

 Assédio Moral no ambiente de trabalho
Por João Sérgio de Castro Tarcitano e Cerise Dias Guimarães

 

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Revista Partes - Especial sobre Assédio Moral

 

Administrar ou assediar?

Johnny L. Notariano 

publicado em 20/04/2008

 

 

         Se administrar for estar à disposição de lideranças que limitam a iniciativa dos subordinados; manipulam o conhecimento; sonegam informações; não permitem o acesso a elas e respondem com punições a qualquer atitude contrária, então estamos vivendo ainda o período feudal onde a única lei para os subordinados era o castigo, chicotadas e o desprezo.

 

         O valor utilidade de um homem só se mede depois de lhe dar liberdade de ação, assim como para se conhecer um homem, é só lhe dar um cargo de liderança.  

 

         Um administrador quando humilha e coloca lá embaixo o funcionário, não está cônscio do grande equívoco cometido causado pela própria ignorância ou maldade. Imediatamente, o administrador, desce junto e não percebe, com certeza, chegará o dia que ele se abismará definitivamente e sem retorno.

 

         Parece que tudo é levado pela tendência. A moda é resultante de tendências. Tudo leva a crer que o espaço para a cultura, o conhecimento e gentilezas, não existe mais, é a falência dos bons costumes. Humilhar já é moda e a aceitação é uma \grife\.

 

         É repugnante qualquer ação que vá de encontro à auto-estima de funcionários e as características são de extravasar a própria incompetência; inocular em si mesmo um veneno devastador e mortal. Esses pseudos chefes, são os conhecidos \ESCORPIÕES\, \ARACNÍDEOS\ do assédio moral, os covardes da liderança, que ao se verem perdidos, começam a vomitar toda a sujeira que tem dentro de si. Elegem por meio da instalação do terror, aquilo que chamam de justiça; eficiência e excelência administrativa.

 

         Será que eu sou algum opositor do nosso atual sistema administrativo e de Recursos Humanos? Pregam hoje que devemos nos acostumar com essas distorções administrativas e aberrações sociais. Se concordarem com a humilhação e a insegurança que se instalou como moda, como o \Assédio Moral\ que atinge em pouco tempo toda a estrutura organizacional de uma instituição, ou pecarem pela omissão e fazer de conta que tudo está bem; aí sim, para muitos, eu sou um grande opositor desse tipo de gerenciamento.

 

         Incrível, esses \CANALHAS\ também têm direito à defesa, o princípio do contraditório não pode ser violado. Por isso se aproveitam dos direitos dos ofendidos e como o \HIV\, se escondem no núcleo da célula sadia, para depois destruí-la.

 

         O medo é a maior arma que eles usam para assediar um funcionário e espalham boatos de intimidação para que ninguém denuncie as ocorrências. Pregam a ineficiência de qualquer defesa por parte dos funcionários ao dizer que não existem leis contra o assédio moral e com isso continuam na propagação da cultura do medo; terror e intimidação. Como o satanismo, faz as pessoas acreditarem que eles não existem.

 

         Medo quando se tem razão? Lembrem-se, Golias era um gigante invencível; Davi, pequenino demais perto do Grande Gigante Golias, derrotou-o com uma pedrinha chamada, inteligência. Aceitar a humilhação? Aceitar o errado? Mudanças existem como sinônimos de renovação e está na hora de mudar; oportunidades de repensar a vida, união para o mesmo objetivo. Os superiores não fazem reuniões ¿ Por que não promover reuniões de funcionários contra esses assediadores!

 

         Algumas instituições estão fadadas à falência administrativa e social. A partir do momento que deixam de reconhecer um colega; um amigo, em prol de uma amizade apodrecida que vive pelo medo; pela calúnia; pela bajulação e pelas ameaças do isolamento, é lamentável, mas a mediocridade dominará as relações  interpessoais de trabalho e a empresa ou instituição, terá tudo para não dar certo.

 

         Dinheiro não é tudo e lembrem-se, quando um navio afunda, os primeiros que fogem são os ratos. Perniciosos, espertos, têm o contraditório a seu favor, pois os ratos também amam e o banquete que eles preparam, é sempre com nossos alimentos, roubado de nossas virtudes e de nossa moral. Nada melhor que uma boa saúde para enfrentá-los no momento certo.

 

         Agora para aqueles que vivem da humilhação, da bajulação, da perseguição, do Assédio Moral contra os indefesos, um recado. Tudo o que se faz aparecerá e quando abordei sobre a necessidade dos funcionários se reunirem, muito cuidado com colegas conhecidos por \DEDO DURO\. Não se esqueçam, não existe nada que se comente em \Petit Comitèe\ que não chegue aos ouvidos dos grandes nas grandes assembléias. Confiram as notícias da política nos jornais diariamente!

 

        

         A capacidade de desenvolver um trabalho, cujo resultado é o sucesso pessoal e para a organização o privilégio dos bons resultados, não é muito bem recebida por aqueles que remam no sentido contrário. Manipulam e determinam todo o comportamento do trabalhador. Reprimem as iniciativas e tolhem a vida profissional e familiar do outro. Reflitam como a instituição paga um preço caro quando se defronta com problemas de Assédio Moral. O Jurídico dessas organizações perde muito tempo com ações desnecessárias, quando poderia usar melhor esse tempo que dedicam à empresa.

 

         Reunião não é só para chefes, os funcionários também precisam pensar na importância de se reunir contra essa \corja\ de assediadores da moral.

 

Johnny Notariano

notarian@usp.br

 

                                                       
 
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::sobre o autor::
Assédio moral
Contra a humilhação no local de trabalho
Na cidade de São Paulo, um projeto de lei de autoria do vereador Arselino Tatto, ganhou projeção nacional.
Já virou lei e foi sancionada pela prefeita Marta Suplicy, porém ainda não foi regulamentada.
Veja c
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Depois do Assédio Sexual o Assédio Moral?
 
O mal-estar humano nas empresas
 
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