As pessoas quando submetidas a intensas relações e
convívio cotidiano, tal como se vê no ambiente de trabalho, e, por
conseguinte nas relações de trabalho, ficam sujeitas a exposição
constante de sua imagem e de seus pensamentos, por sua vez, este
ambiente pode se tornar um lugar de hostilidade e de confrontamento,
devido aos choques de personalidade, das brincadeiras mal intencionadas,
do desejo por determinado cargo e função, entre outros fatores, que
assim fazem deste espaço um local propício ao desenvolvimento das
práticas de assédio moral. Não obstante, nota-se que este ambiente se
faz mais perverso e discriminatório para as mulheres, que encontram
diferentes situações de constrangimento, bem como os reflexos da
desigualdade de gênero, os preconceitos pelas características físicas e
biológicas, e até pela importância desempenhada frente à sociedade, como
agente atuante na família e no trabalho.
Diante disso, este estudo possui como objetivo compreender a incidência
do assédio moral nas mulheres, em específico nas relações de trabalho,
explorando as conseqüências que esta prática é capaz de proporcionar,
tanto psicologicamente a assediada, quanto economicamente à organização,
por fim destaca-se a necessidade do combate ao fenômeno e sugere-se
algumas medidas preventivas para evitar tais conseqüências.
Para tanto, usou-se da pesquisa bibliográfica
exploratória, em que as informações relevantes serviram de base para
construção de um raciocínio acerca da pesquisa delimitada, e os
resultados de conceituação, fundamentação e contextualização do objeto
em estudo, assim como as discussões sobre os efeitos decorrentes das
práticas de assédio moral e ações sugeridas para o combate e minimização
destas ocorrências , encontram-se especificadas no escopo deste
trabalho, e fazem deste, um meio para descrever e demonstrar a situação
feminina frente à desigualdade de gênero existente, agravada ainda,
pelas práticas de assédio moral.
Palavras-Chave: Assédio
Moral; Mulher; Trabalho; Desigualdade de Gênero.