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ISSN 1678-8419                                                                                                           

 

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Contra a humilhação no local de trabalho
 
Os tipos de chefias 
 
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Administrar ou assediar?

Johnny L. Notariano 

publicado em 20/04/2008

 

Os ratos de escritório e a ociosidade

Johnny L. Notariano 

publicado em 20/04/2008

 

O Chefe Carapuça

Johnny L. Notariano 

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O Mui amigo despeitado

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Discriminação, preconceito, e assédio moral, defendam-se
Por Johnny Notariano
publicado em 10/04/2008

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Assédio moral e sua relação com o transtorno afetivo bipolar: forma de profilaxia e convalescença.

Assédio Moral e a Ciência Trabalhista

Assédio moral coletivo
 

 Assédio Moral no ambiente de trabalho
Por João Sérgio de Castro Tarcitano e Cerise Dias Guimarães

 

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Revista Partes - Especial sobre Assédio Moral

 

BULLYING

OFENSAS; AGRESSÕES E VALENTIA.

Johnny L. Notariano – USP
 

publicado em 11/09/2009


 


 

A pior de todas as formas de agressão, não é a que causa dor física, é a que dói na alma cuja ferida custa a cicatrizar, a humilhação.

 

Atinge o ponto nobre do indivíduo, a alma, ao mesmo tempo em que torna a vítima refém das emoções negativas; do medo; angústia e ansiedade. O resultado é a abertura das portas de entrada de muitas doenças oportunistas que traumatiza e altera a qualidade de vida. Começam os problemas de saúde.

 

Essas ocorrências que já se transformaram em rotinas desgastantes, servem de alerta para a classe trabalhadora de todos os setores, público e privado, como estímulo para combater esse mal que apavora e desestimula milhares de trabalhadores a continuar com tranqüilidade sua vida profissional.

 

Causa danos irreparáveis não somente ao trabalhador, também em toda a organização; instituição ou empresa. Coloca a estrutura familiar aos \avessos\ e o \dia a dia\ é vivido sob o efeito das amarguras. O maldito \ASSÉDIO MORAL\.

 

A ironia, o descaso e a falsidade contribuem para a impunidade dos agressores que nunca aparecem, nunca assumem e revela falta de caráter e covardia. São infelizes, vivem uma vida de mentiras até fora do ambiente de trabalho.

 

O que se percebe no comportamento desses insuportáveis agressores da moral, de um lado, a defesa mentirosa a favor dos que sofrem e de outro, ao mesmo tempo, a tentativa da \banalização\ do tema \Assédio Moral\ para que se torne vulgar. Verdadeiros canalhas esses \assediadores\ da moral, os que patrocinam a infelicidade através do sofrimento.

 

A estratégia desses algozes é diabólica e ridícula ao pregar sobre \Complexo de perseguição por parte dos subordinados e afirmar categoricamente a inexistência dessa violência psicológica\. Induzem as pessoas a creditarem que eles não existem e que tudo não passa de boatos, fofocas e imaginação.

 

Como são espertos esses mentirosos, as vítimas são levadas por eles a procurar psiquiatra; psicólogo ao espalhar que esse ou aquele funcionário não está bem e desequilibrados, precisam de ajuda. Ironicamente a vítima já se tornou doente, depressiva, angustiada até que entra em \cena\ esses \miseráveis\ que são vistos como \mui bonzinhos\ donos da razão e verdade e continuam a produzir o mal pela inteligência.

 

É realmente uma tática sábia explorar ao máximo o tema até os limites da saturação na esperança de se calar a boca dos que sofrem e assim continuarem impunes no domínio das desgraças de muitos trabalhadores honestos; competentes e capacitados. Eles têm aliados e estes são piores, pois seguem a mesma doutrina e freqüentam os mesmos bancos na escola da \Douta maldade e Douta Ignorância\.

 

Usam e abusam da máxima, \UMA MENTIRA PRONUNCIADA MIL VEZES, TORNA-SE VERDADE\. Convencem a todos que eles têm razão. Pobre vítima!

 

Fiquem atentos. Quando um superior imediato lhe disser: - \ Você tem complexo de perseguição. – Você se ofende por pouco. – Você não entendeu a brincadeira. – Parece que você quer ser alvo de atenção. – Você tem um comportamento difícil. – Se eu extrapolei você deveria ter me chamado do lado para conversar\. Não acredite, ele está falando dele mesmo. Pseudos moralistas. São despreparados para qualquer função e então não tem o direito de julgar ninguém nem mesmo subordinados. Tudo o mais é despejo de recalques e traumas pessoal.

 

Funcionários são criticados por colegas, mas nunca julgados. O superior imediato é sempre o \dono da falsa verdade\. Penetram no íntimo dos subordinados e lá vem o julgamento. Só bobagens. Não se dão conta que soltam os recalques e as frustrações íntimas ao ver o subordinado como rival e concorrente. Gostariam de ser como aqueles que eles julgam. Capacitados; competentes; inteligentes; muito bem educados e gentis.

 

Imaginem que situação ridícula e estúpida quando o superior depois de ofender o subordinado em público, sugere como defesa, que o funcionário deveria chamá-lo em particular para conversar. O chefe iria escutá-lo em particular? Que \nojo\ ao pensar que é assim que eles se defendem. Os chefes teriam que ter mais respeito pelos funcionários e chamá-los em particular se fossem pessoas decentes. Essa é uma situação nojenta e normal no ambiente do Assédio Moral.

 

Muitos dos que se dizem defensores dos trabalhadores, tratam o tema na ótica do extremismo técnico, como se seres humanos fossem mercadorias descartáveis ou contratos gerados através de licitações como fazem com outros \ramos\ de negócio no mercado de trabalho.

 

Pregam a necessidade premente de testemunhas; provas concretas, tudo ao rigor dos ricos detalhes da lei com os devidos artigos e incisos legais. Formatam tudo de acordo com o grau da própria maldade.

 

Quase sempre estão em posições privilegiadas e usam a mesa de liderança para os próprios caprichos; insensíveis; egoístas e infelizes na alma. Acreditem, aqueles que maltratam outros, são frustrados e com certeza tem um histórico familiar de rejeição.

 

Desde quando se precisa de lei específica para reprimir o instinto devastador de um superior hierárquico desequilibrado; um colega invejoso ou uma instituição que ameaça a integridade física e moral de um trabalhador? Inverta-se agora a condição de trabalhador ofendido para superior ofendido. Está claro que se um trabalhador na defensiva reagir a algum ataque maldoso, no mesmo instante descobre-se maneiras legais de se acabar com o trabalhador. É a estúpida lei dos mais fortes.

 

É bom nunca se esquecer da responsabilidade e autoridade de um Juiz. É para esses momentos de ausência de leis específicas que ele faz jus à posição que ocupa. É até irônico e um tanto humorístico, mas sempre passo essa mensagem: \A JUSTIÇA PODE SER CEGA, MAS O JUIZ NÃO É\. Confie no Juiz, denuncie sem medo, procure um Promotor Público e o \cínico mentiroso\ será desmascarado, ridicularizado e punido com certeza.

Para não cansar; para não saturar e para não dar as mãos à palmatória aos agressores, que querem banalizar o tema, substituo o termo Assédio Moral por BULLYING.

 

Tem sido discutido na relação entre jovens estudantes, mas é um tipo de ASSÉDIO MORAL. O BULLY, termo inglês, é aquele valentão, que se aproveita dos mais fracos para de qualquer forma destruí-los e impor o seu poder no império da maldade e covardia. São como animais que demarcam o território e não deixam ninguém entrar sem ser estraçalhado.

 

Quem já não ouviu falar em \PIT BULL\? Raça de cães vista como perigosa; criados para lutar em arena e como o \BULL DOG\, feroz na luta com Touros. É um Touro Valente, um cão valente dada a sua agressividade e aí está a origem do termo BULLYING.

 

A característica principal dos Bullies é o terror psicológico; agressão verbal e a vestimenta, de \Cordeirinhos brancos\, puros, ingênuos como Anjos Celestiais. Em épocas de natal, cantam até \Pinheirinhos Agrestes\. Reparem nas reuniões de confraternização, chegam a orar; sugerem dar as mãos em um gesto de solidariedade. São lobos camuflados; perigosos; covardes, pois nunca assumem nada daquilo que fazem, além de pregar a moral desnudos. Escolhem a vítima, espalham boatos; cínicos; falsos e geralmente se passam por grande amigo. A intenção é isolar o escolhido do grupo até conseguir destruí-lo completamente. Parece até que vivem em ninhos de víboras peçonhentas.

 

Em muitos casos o Bullying deixa marcas e feridas que jamais cicatrizam, traumatizam e afetam os familiares além de comprometer o futuro da vítima.

 

No ambiente escolar o Bullying é causado pelas diferenças entre os alunos. Diferença física; moral; raça; cultural e econômica. É a lei do animal quando impõe seu reinado pela força física ou intimidações psicológicas de maneira repetitiva e muitas vezes silenciosas. O que os Bullies querem é depreciar a vítima até a imobilização total.

 

Há muito estão trabalhando maneiras estratégicas de se acabar com o Bullying escolar ao mesmo tempo em que lutam com outro fenômeno, o \CYBERBULLYING\, cuja vítima é \detonada\ através da Internet.

Quantos sofreram e sofrem esse tipo de agressão no ambiente de trabalho? O que difere o Bullying do Assédio Moral é a valentia dos Bullies e a covardia dos assediadores da moral, que no final da tese sabemos que são todos iguais, \picaretas de casta inferior\.

 

No setor privado é difícil acontecer esses ataques, mas no setor público, é um grande problema mesmo ao se esbarrar em Processos Administrativos. E o fenômeno conhecido como \Rabo Preso\ segura um pouco as ações dos Bullies.


 

O Jurídico, Departamento de Recursos Humanos e Sindicatos de Classe das Instituições Públicas devem estar saturados de tantas reclamações desse tipo a ponto de negar e fazer \vista grossa\ ao problema. Não agüentam mais as picuinhas por conta da má gestão administrativa e ingerência nas atividades meio e fim.

 

Tenho conhecimento dos investimentos que fazem para se chegar a excelência no relacionamento humano. Cursos com profissionais abalizados; literaturas; palestras e encontros de confraternização. Parece tudo em vão. É muito difícil acabar com as panelas e \rádios pião\, aquela que leva a notícia \quentinha\ até ao banheiro. Nem lá se tem sossego. Duvidam? Coloquem microfones enrustidos nos banheiros e corredores, aguardem o resultado.

 

Como é conhecido, o problema maior que gera todo tipo de humilhação no ambiente de trabalho, são as diferenças. Basta ser um pouco mais avantajado na inteligência; educação; gentilezas; formação; capacidade e tipo físico para que os BULLIES entrem em ação.

 

Também tem outra diferença que gera um tremendo problema de BULLYING, alguma deficiência de qualquer tipo. Aí vem uma seqüência de tirania revoltante. Discriminação; preconceito; \piadinhas\; zombaria e humilhação. Se a vítima for inteligente, e, na maioria dos casos são mais inteligentes, aí então vai para o \LEPROSÁRIO\, ninguém mais se aproxima. Se for religioso, tem que se fazer muita oração de cura e libertação contra esses malditos Bullies para conseguir sair do ISOLAMENTO e retirar a cola do rótulo que estamparam no infeliz.

Eu sempre fui a favor da mulher chegar aonde chegou. Participei de seminários e até elaborei trabalhos que chegaram a outro país de língua latina. Não tenho o mínimo preconceito, pelo contrário, gosto de trabalhar com elas. A mulher sabe lidar com problemas melhor que o homem. Então é notável a supremacia feminina.

 

Tem um problema que ninguém está observando. A colocação da mulher descontroladamente em cargos de liderança e a desproporcionalidade. A maioria são mulheres e é claro, que aos poucos elas descartam os homens do ambiente de trabalho, o que já está acontecendo e aqueles que conseguem permanecer, tem que \rezar a cartilha\ delas e as diferenças são muito grandes e com certeza problemas virão.

 

Somos todos iguais perante a Lei e em dignidade desde que se respeitem os limites e as diferenças sem ferir o direito do outro.

Temos hoje a Lei 11.340 de 07 de agosto de 2006, conhecida como \Lei Maria da Penha\. Criaram para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher e eliminar toda forma de discriminação o que é louvável, mas para fazer valer esses direitos, no ambiente de trabalho, elas também têm que respeitar a condição masculina.

Toda regra tem exceções, eu trabalhei com mulheres maravilhosas, mas conheci algumas que abusaram do direito de comandar; abusam do direito de ser gentil ao ironizar e atingir o ponto fraco do funcionário. É aí que se dá o BULLYING e o ASSÉDIO MORAL caracterizado.

 

Quando se galga lugar de destaque e poder, é preciso refletir como se chegou até essa posição; por si só é muito raro e difícil e para se manter a excelência, há de se valorizar o trabalho da equipe sem discriminar as diferenças. Bons colegas e bons funcionários; sem esses atributos, jamais chegam aos cargos de liderança. É a equipe que faz o líder e essa mesma equipe derruba-o quando quiser.

 

Os conflitos existem porque o exemplo teria que partir dos líderes, que cobram aquilo que não fazem.

 

Quando se fala em \Executivos\, pensam logo em diretoria. Resposta errada, o verdadeiro executivo está na força de trabalho, é o próprio trabalhador que executa a rotina diária, então é ele que merece todo respeito e atenção.

 

Quase todos são preparados para suportar adversidades, mas para conhecer o caráter de um indivíduo, dê-lhe um cargo de poder.

 

Os Bullies são unidos, mas os trabalhadores honestos são maiores que eles.

 

Johnny L. Notariano

notarian@usp.br
 

 
                                                       
 
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::sobre o autor::
Assédio moral
Contra a humilhação no local de trabalho
Na cidade de São Paulo, um projeto de lei de autoria do vereador Arselino Tatto, ganhou projeção nacional.
Já virou lei e foi sancionada pela prefeita Marta Suplicy, porém ainda não foi regulamentada.
Veja c
ópia do projeto de lei >>

Depois do Assédio Sexual o Assédio Moral?
 
O mal-estar humano nas empresas
 
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