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Casa, Rua e Cia |
Ano I - Nº8 - novembro de 2000 |
| Dicas
Renda
Familiar melhora com Projetos Comunitários São iniciativas que nascem nas comunidades onde o desemprego, a falta d'água e a falta de apoio a pequenas atividades de produção ameaçam a sobrevivência das pessoas, sobretudo, no campo. A Igreja Católica, através do Serviço de Apoio aos Projetos Alternativos Comunitários - SEAPAC, acompanha cerca de 200 experiências através de 03 equipes de agrônomos, que fazem o trabalho nas dioceses de Mossoró, Caicó e na Arquidiocesese de Natal. Em Macau, município situado no litoral norte-rio-grandense, quatro mulheres mudaram as suas condições de vida através do Projeto de Comercialização do Pescado. Elas compram os peixes e crustáceos aos seus próprios maridos e outros pescadores da comunidade, que antes vendiam o pescado a atravessadores. Depois de fazerem a limpeza e o corte das postas, elas colocam o produto à venda diretamente ao consumidor, através de um mini-frigorífico, montado com o apoio e orientação técnica do SEAPAC. As quatro dizem que não tinham nenhuma fonte de renda e agora faturam em torno de um salário mínimo por mês, o que segundo elas, "dá para ajudar nas despesas de casa". O Projeto de Aproveitamento da Manipueira, em Macaíba, melhorou a qualidade de vida na comunidade Riacho do Sangue. A manipueira, líquido tóxico extraído da mandioca no processamento da farinha, era jogado no Rio Jundiaí, causando a poluição da água e a morte dos peixes. Outro problema era causado pela própria Casa de Farinha Comunitária, que jogava a manipueira sobre o solo, juntando moscas e outros insetos prejudiciais à saúde das pessoas e do rebanho. A
introdução de uma tecnologia simples, orientada pelos técnicos Na comunidade Cachoeira, município de Parelhas, a
240 km de Natal, o que mais preocupava as famílias era o desemprego e a
dominação que os donos
das cerâmicas particulares exerciam sobre os trabalhadores. Além de
trabalharem longe de casa, precisavam fazer duas feiras e não tinham
carteira assinada. Tomaram a iniciativa de montar uma cerâmica comunitária,
mas, faltavam recursos para começar os trabalhos e para capacitação
relacionada ao gerenciamento. Depois de recorrerem a alguns órgãos, sem
sucesso, solicitaram o apoio da Igreja. Ali começava uma nova história
na Cachoeira, feita pelas próprias mãos e pela vontade dos seus
moradores. O SEAPAC ajudou a definir e montar o Projeto, encaminhando-o ao
PAPP. O primeiro passo foi fundar a Associação dos Oleiros da Comunidade
Cachoeira - AOCC e fazer o regimento com a participação de todos os sócios,
para deixar claro como deveria funcionar a divisão de responsabilidades,
de tarefas e a O Coordenador Estadual do SEAPAC, a pedido dos Bispos da Província Eclesiástica, é o Diác. Francisco Teixeira. Segundo ele, os projetos acompanhados pela Igreja são sinais de que é possível se construir uma realidade nova, alicerçada na solidariedade, na fraternidade e na fé. "O aspecto mais positivo do trabalho do SEAPAC é a capacidade de identificar fontes de recursos que as políticas públicas garantem, orientando as famílias para captá-las, tendo em vista a melhoria da qualidade de suas vidas. Antes, os recursos vinham mas não chegavam às mãos de quem realmente precisava, porque faltava orientação . |