Bêbada de Elegância

Bêbada de Elegância Gilda E. Kluppel   Feriadão, bar à beira da praia. O pessoal à vontade bebendo água de coco, suco e cerveja. Algumas cervejas a mais do limite, a fala começa a titubear com o tom da voz cada vez mais alto. Um grito vem de uma mesa no centro do bar: “Eu […]

Em tempos de pós-verdade

Gilda E. Kluppel Eleita, ano passado, a “Palavra do Ano” pelo Dicionário Oxford, pós-verdade converte-se numa palavra síntese para expressar, segundo o dicionário inglês, que “apelos à emoção e à crença pessoal” possuem maior relevância para formar opiniões do que fatos objetivos. Esse termo ainda não consta em dicionários da língua portuguesa, contudo se torna […]

Enquanto calam a inocência

Gilda E. Kluppel Não que seja indiscreta, mas não pude deixar de ouvir, até porque a mulher falava em tom alto, tecendo elogios às duas crianças, que aguardavam a mãe do lado de fora do vestiário de uma loja. Ela dizia para as crianças o quanto eram parecidas com as fotos de seus netos, os […]

Avenida Paulista

Avenida Paulista Gilda E. Kluppel   Soberana reina no alto da cidade com entardecer inigualável composto de reflexos e cores de tom cinza azulado. Uma estação de brigadeiro vestida de verde aguarda os visitantes muitos trabalhadores apressados alguns robotizados e turistas deslumbrados. Poesia existe em seus contornos e entornos ou no espaço reservado a casa […]

O colecionador de gafes

Gilda E. Kluppel Quem nunca cometeu um deslize ao fazer um comentário impertinente? Depois vêm o embaraço e aquela sensação de mal-estar. Estamos, também, sujeitos às gafes do corretor ortográfico do WattsApp, sempre apressado em antecipar as palavras, colocando termos com sentido completamente diferente do que desejamos. Contudo, existem pessoas com maior predisposição em cometê-las, […]

Ceia de Natal

Ceia de Natal Gilda E. Kluppel A mesa está posta toalha e guardanapos em tons vermelhos para saudar aquele… senhor das barbas brancas ao invés de reis magos somente os convidados. Para seguir outra estrela distante de Belém e que conduz aos excessos ao invés do perfume de mirra o cheiro da comida. Ele, de […]

O Doutor Mágico

O Doutor Mágico Gilda E. Kluppel Ele não se conforma ao ver brinquedos descartados, por causa de um defeito ou até por saírem da moda. E tudo começou quando observou um vizinho despejando no lixo uma série de brinquedos, que estavam estorvando a casa. Penalizado com a situação, pediu para ficar com todos. Assim, junta […]

O chato de galocha

Gilda E. Kluppel A voz estridente, em tom alto, anuncia: chegou o chato. Sempre invadindo os ouvidos alheios com palavras que ninguém deseja escutar. Quem não conheceu algumas dezenas de chatos e um, em especial, que de tão chato recebeu o reforço de chato de galocha? Apesar da galocha não ser mais usada, esses calçados […]

A banca de jornal

Gilda E. Kluppel Ele, dono de uma banca de jornal, no centro da cidade, costuma analisar as pessoas pelos jornais e revistas que compram. Sempre gostou de leitura, herdou do pai a banca de jornal, instalada em um ponto estratégico da cidade. Precisou diversificar as vendas, conforme a necessidade do mercado, ampliou a variedade de […]

Na hora do cafezinho

Gilda E. Kluppel Ela considerava normal uma piadinha aqui ou uma brincadeira ali, até então percebidas como inofensivas, sobre as mulheres. Que mal poderia existir em algo dito com o objetivo de provocar risos? No ambiente de trabalho, durante as confraternizações e principalmente na hora do cafezinho, evidenciava-se esse comportamento. Não apenas por parte de […]