Política e Cidadania

Síndrome de Colonizado

Comp@s, O autoconhecimento, seja individual, seja coletivo, e a identificação de problemas atuais faz parte do avanço da nossa consciência, sobre a época em que vivemos. O que se sabe sobre a realidade de um período histórico é o que nos permite elaborar um diagnóstico, o qual traduza o máximo e o melhor possível a complexidade, que a compõe. Essa caracterização é pressuposto indispensável para quem se propuser a elaborar programas políticos, sociais e econômicos, com vistas a algum projeto para a sociedade, principalmente se esse projeto for alternativo ao vigente. Nesse sentido, trago-lhes esse o texto abaixo, tentativa de contribuição, como parte dos esforços otimistas para que o começo do ano nos impulsione para um período de muita...
Continue a Leitura »

O mundo não acabou

Luiz Augusto Pereira de Almeida* Felizmente, não se cumpriu,no que seria o fatídico 21 de dezembro de 2012, a terrível Profecia Maia sobreo fim do mundo. E se nosso planeta não acabou, cabe-nos cuidar muito bem dele!Isso significa cumprir o conceito de sustentabilidade em sua completa acepção,ou seja, promover um modelo de desenvolvimento economicamente viável,socialmente justo e ecologicamente correto. Esta é missão que começa pela boagestão da macroeconomia, o que implica, no caso brasileiro, a realização dastão sonhadas reformas estruturais, passa por uma legislação ambiental maiseficaz e menos coercitiva, e culmina com o planejamento adequado do crescimentodas cidades, pois é nestas que a vida da maioria dos terráqueos acontece. No sobrevivente Brasil, 93,6% dos habitantes, ou 238 milhões dehabitantes,...
Continue a Leitura »

Reflexões sobre um mundo que não acabou

 *Breno Rosostolato Não tinha música mais apropriada para escutar nesta data, que antecede ao final do mundo, do que “o que você faria” de autoria de Paulinho Moska. Bem sugestiva. Inclusive, para quem não sabe o que fazer no último dia de sua existência na Terra, a música dá algumas opções. Por causa da música que embalou minha vinda para a clínica, estava eu aqui pensando como seria este nosso último e derradeiro dia. Por sinal, este fim do mundo é o mais desacreditado de todas as outras datas cabalísticas ou apocalípticas que já tivemos. Muitos até esqueceram que amanhã estarão chorando, correndo, tentando se proteger e desesperados, suplicando por suas vidas. O povo está muito tranquilo. Não temos...
Continue a Leitura »

Os tipos revolucionários

Por Gilberto da Silva O Revolucionário Permanente. Ele nunca está contente. Sempre há uma revolução para fazer, para ser completada. Aqueles que impedem estas ações revolucionárias são sempre denominados de reacionários, ou contras. Eles cantam o amanhã, mesmo após acordar com um sério desencanto. Não é preciso apenas mudar o mundo, é preciso mudar o Universo. É preciso muito e sempre e mais. É preciso interpretá-lo, reinventá-lo. Este tipo de revolucionário sempre se denomina um emancipador nato. Para estes a revolução é sempre um processo de mudanças profundas, necessárias e absolutamente importantes. O consenso só é possível se seus pontos de vistas forem absolutamente aceitos. O futuro para estes sempre será melhor, mais acolhedor, mais humano. É sempre preciso...
Continue a Leitura »

Cuidados extremos com os filhos

*Breno Rosostolato Cuidar do filho, participar da vida dele, dialogar e orientar as questões que envolvem seu desenvolvimento psíquico e cognitivo, direcionar atitudes e comportamentos da criança, permitindo a livre escolha e alicerçando a autonomia do filho é importante, papel e dever dos pais. Mas o exagero e o excesso de cuidados e zelo podem ocasionar problemas emocionais à criança. O aumento da violência, as drogas que cada vez mais cedo são apresentados aos jovens e as denúncias e crimes ligados a abusos sexuais vêm gerando um conflito interno aos pais. Ao mesmo tempo em que se deve proteger os filhos, os pais enfraquecem-se diante do medo e se deparam com as exigências intensas dos próprios filhos, que possuem...
Continue a Leitura »
Reflexão

Eu vejo gente diferente

 por Marli Gonçalves Imitando um trecho de filme, mas mudando o diálogo, tornando-o, digamos, menos dramático. Quero te contar um segredo … Eu vejo gente diferente. O tempo inteiro. E acho ótimo. Lembram do olhar do menino, apavorado, de O Sexto Sentido, quando confessa ao pai “Bruce Willis” o que o assustava tanto, e que acabou virando uma frase de efeito, e que a gente usa quando quer dar medo ou brincar com alguém? Com os olhos marejados, assustado, o menino confessava ao pai: I see dead people (Eu vejo gente morta). Pois outro dia me vi pensando o quanto “eu vejo gente diferente”, mas isso não me assusta. Ao contrário, só me alegra, e faz pensar que sou...
Continue a Leitura »

O ciúme nosso de cada dia e a cultura da escravidão amorosa

  Breno Rosostolato*  Sentir ciúme faz bem à relação? Eis aí uma questão controversa. Uns afirmam que não e recriminam o ciúme como um sentimento possessivo e destrutivo, outros preferem adotar o ciúme como um gesto de cuidado e atenção em relação a pessoa amada. Muitos defendem a ideia que quem ama sente ciúme, associando um conceito a outro. Talvez por isso, muitos vivenciem o amor como algo aprisionador e sufocante, pois, sentir ciúme é uma maneira de demonstrar seus sentimentos pelo outro. Sentimentos podem ser bons ou não.  Lógico que cuidar, acolher, se apegar e viver uma grande paixão é importante para qualquer pessoa, e talvez, neste contexto, o ciúme seja uma maneira de exacerbar o medo de perder...
Continue a Leitura »
Colunistas

Reclamar…Reclamar…

Maria Aparecida Francisquini Estamos nos acostumando tanto a sempre só reclamar, que a impressão que passa, é que muitas vezes nem temos muita certeza do que reclamamos. Sabemos que devemos reclamar! Tomamos conhecimento, através da imprensa, da conversa com alguns conhecidos, que demonstrar indignação, insatisfação nos dias atuais, está na moda, passa a imagem de engajamento social, de pessoa inteligente. Como aprendemos que aparentar ser alguém interessado nos caminhos do mundo, é importantíssimo para uma boa aceitação social, não nos fazemos de rogados, e logo damos um jeito de caprichar na imagem que acreditamos estar sendo vista pelas outras pessoas. E em qualquer rodinha de amigos, ou mesmo só de conhecidos, se fala de maneira empolgante, da indignação com...
Continue a Leitura »
Colunistas

Eu sonho…

-Você não pode ser assim… Bom, poder até que pode, pois cada um de nós é absolutamente responsável pela maneira que decide ser. Temos a chance de optar. E pelo que parece, você optou em sempre acreditar. Mas não deveria! Para se poupar, se proteger! Mas o problema é que você se recusa a viver se protegendo! Talvez, se mudasse a sua maneira de ser, o seu posicionamento diante dos acontecimentos e diante das pessoas, você sofreria menos. Sabe que a vida é um faz de conta generalizado, que a maioria das pessoas vive e convive ocupadas e preocupadas unicamente com o que lhes é conveniente. E empenhadas em satisfazerem as próprias conveniências, elas muitas vezes são covardes. E...
Continue a Leitura »

A introdução feminina nos esportes ditos “masculinos”

Francine Moraes Pereira Priscila Monteiro Chaves Resumo: O objetivo do presente estudo é investigar a forma de ingresso e como são tratadas as mulheres atletas que praticam esportes ditos “masculinos” em comparação com os homens atletas. O artigo aborda estudos sobre gênero a fim de um melhor entendimento das questões impostas pela cultura da sociedade como um todo. Concluindo que, apesar de toda evolução nas discussões sobre gênero, as mulheres ainda não têm as mesmas oportunidades que os homens atletas. Palavras-Chave: Gênero; esportes; mulheres atletas. Resumen: El objetivo de este estudio es investigar cómo entrar y cómo son tratadas las mujeres atletas que practican deportes llamados “masculinos” en comparación con los atletas masculinos. El artículo se centra en los...
Continue a Leitura »

A vida é para ser vivida… e não apenas tolerada…

Por Maria Aparecida Franscisquini Acredito que assim como eu, muitos de vocês também já vivenciaram situações em que tiveram que conviver com pessoas autoritárias e prepotentes que se julgam donas da verdade e onipotentes no conhecimento a respeito de qualquer assunto, inclusive a respeito da maneira que nós devemos agir, e até mesmo de como devemos pensar!? São aquelas pessoas que tentam de todas as maneiras fazerem valer os seus quereres impondo as suas ideias a qualquer custo. Na maioria das vezes, são pessoas que constantemente estão gritando (talvez por terem consciência da sua insignificância, desesperadamente gritam, por acreditarem que só assim serão ouvidas) e falando das suas qualidades de uma maneira até mesmo engraçada e ridícula, tamanha a...
Continue a Leitura »
Cultura

É possível uma outra globalização?

por Gilberto da Silva “Os computadores das mega-corporações trabalham full-time, dia-após-dia. Seus altos executivos circulam num mundo de fanatismo e devoção, venerando o onipresente deus Naiq. Mesmo quando deveriam estar de folga, eles não param de pesquisar, investigando as ruas, buscando novas pistas. Há décadas, eles vêm comprando e subornando congressistas, democratas, modernos, liberais, patrocinando campanhas presidenciais, financiando planos de governo, armando, tramando novos consórcios globais que assumem rapidamente o controle de imensos e estratégicos patrimônios estatais – enfim, conquistando pequenos, médios, grandes mercados emergentes em todos os continentes (aquilo, aquilo que antes chamávamos de países). “Não, não, não estamos falando só de macroeconomia ou geopolítica. Estamos falando de mutações, instituições, partidos, valores e concepções (religiões, no final das...
Continue a Leitura »

Quem precisa de plástica? Os cosméticos e as novas tecnologias

Por Sandra Kezen Como as novas tecnologias mudaram o mundo dos cosméticos? Na verdade, elas revolucionaram a indústria de cosméticos. Hoje a indústria de cosméticos instaura-se como uma nova fábrica de corpos que propõe a padronização da beleza. Na intenção de abandonar seu caráter supérfluo, a indústria de cosméticos tem um discurso de inclusão no sentido de que os preços de seus produtos são acessíveis a todos. Além disso, para reafirmar a importância deles, a indústria de cosméticos procura enfatizar outras propriedades, além da embelezadora, de seus itens, que, por essa mesma razão, já não podem ser considerados supérfluos, sendo assim elevados à categoria de indispensáveis em nossa nécessaire do dia-a-dia. Com esse discurso a indústria de cosméticos quer...
Continue a Leitura »

Hora de refazermos

Por Gilberto Silva   “Os filósofos se limitaram a interpretar o mundo de várias maneiras; a questão é transformá-lo” – Marx Destroçados pela avassaladora avalanche de informações, contrainformações e completamente recheados com vivas à nova ordem mundial dita bela e una, nós -pobres mortais, nascidos em um país de natureza colonial e de herança escravista, nos entregamos (melhor seria: entregaram-nos) de corpo e alma às ditas maravilhas do neoliberalismo. Fomos proibidos de pensar a utopia socialista. O capital patenteou nossas vidas. Não só manda na ordem econômica, como nos domina por inteiro penetrando em nossas almas e fazendo nossa consciência. Criaram o paradigma da modernidade, onde tudo que é passado é velho, retrógrado e careta. As novas lutas não...
Continue a Leitura »

Natal e o Oriente Médio

O mês de dezembro é o mês do natal cristão. Mais do que nunca, a reflexão sobre o Natal invoca uma reflexão sobre o conflito no Oriente Médio.  Paulo de Abreu Lima Temos a impressão, com frequência, que o conflito entre árabes e israelenses nunca será solucionado. A julgar pelo que acompanhamos pela imprensa, o relacionamento entre judeus e palestinos, especialmente, sempre será marcado por atitudes violentas de ambas as partes. É bastante lamentável a grande perda de todo o avanço a que chegaram as negociações de paz, entre Iasser Arafat e Itzhak Rabin. Mais lamentável, ainda, Israel eleger, na sequência, um primeiro-ministro da direta (Byniamin Nethanyahu), que, claramente, desprezou e jogou no lixo todo o avanço alcançado. A...
Continue a Leitura »
Reflexão

O político e suas obras

Gilberto da Silva Vejamos algumas palavras a respeito dos políticos (alguns) e de suas milagrosas obras (se é que elas realizam milagres!). Obra é construção, trabalho, produção. Mas no vocabulário político obra é visibilidade, matéria de publicidade quase que infinita, repleta de concreticidade (a do concreto), um out-door permanente. As obras dos políticos são geralmente dotadas de superfaturamento com estilos faraônicos e imponentes. Diríamos, em alguns casos, até que repletas de negociações paralelas: UM LEILÃO AMBULANTE. Quem dá mais? Leva! As obras legitimam o dinheiro público. Os políticos e seus gastos exorbitantes realizam a passagem espetacular do público para o privado! E tome concreto, ferro, cimento… E tome propaganda, placas comemorativas. Viadutos, estradas, calçadas, obras inaugurais que nunca terminam....
Continue a Leitura »

A vida sem sexo

  Breno Rosostolato* Quando falamos sobre sexo, já de princípio nos ajeitamos na cadeira porque sabemos que o tema desperta grandes e calorosasdiscussões. A curiosidade sobre o tema é instigante. A pessoa se permite romper com os tabus existentes, o que pressupõe recorrer aos instintos mais prazerosos. Evocamos os significados que possuímos sobre sexo, traduzidos por sensações e experiências vividas ou desejadas. Imaginar um cenário sexual não é difícil porque contamos com recursos internos como a excitação. O sexo nos permite fantasiar e aliado a isso, a ideia de transgressão. Mas igualmente ao desejo de consumar uma relação sexual para alguns, existem pessoas que rompem com a necessidade e renunciam o envolvimento sexual. Muito embora pareça estranho alguém não...
Continue a Leitura »

Escravidão, o que é isto?

 Ivone Boechat No dicionário, escravidão (denominada também escravismo, escravagismo e escravatura) é a prática social em que um ser humano assume direitos de propriedade sobre o outro, designado por escravo, ao qual é imposta tal condição por meio da força. Como se poderia definir o trabalho escravo? Seria aquele em que o ser humano é visivelmente explorado pelo patrão, até a morte, visando lucro? Será que é aquele que se impõe ao coitado do trabalhador, tapeado pelos sorrisos, promessas, elogios, vales, destaques, bônus e a remuneração aviltante registrada na carteira de trabalho? Aí vem a questão: o salário mínimo não seria a institucionalização da escravidão? Claro que ele dá direito à aposentadoria, jamais compatível com aquilo que o trabalhador...
Continue a Leitura »

Japão: terra do Sol Nascente

 JAPÃO: TERRA DO SOL NASCENTE     Luciano Bezerra Agra Filho Graduado em Licenciatura Plena em História e Graduando em Licenciatura Plena em Filosofia pela Universidade Estadual da Paraíba .     Resumo: Estamos caminhando para o século XXI e os acontecimentos históricos, estão passando uma evolução espantosa que está modificando o dia-a-dia da humanidade. Resolvi fazer um estudo aprofundado de um País do continente Asiático, que iniciou a sua história, no sistema do regime feudal, isolado do mundo e, hoje, preocupa os historiadores com o seu dinamismo, pretendo comprar o mundo. Exponho um título em minha pesquisa: JAPÃO: TERRA DO SOL NASCENTE. Coloco no meu artigo três capítulos, a saber, sendo que no primeiro capítulo, em o...
Continue a Leitura »

O Diário da subjetividade

Taysa Silva Santos *      Dia 14 de Maio de 2012   Bom dia diário,   No sofá da sala de casa, sozinha, ponho-me a refletir. Esse espaço me chama a entender o meu Eu, muitas vezes incompreensível para mim. Mas o que me trouxe a estar aqui neste momento foi um fator esperado, mas que se fazia longe de minha confluência de indagações – a tristeza repentina? – é essa uma objeção que tento entender, talvez já esteja cansada de tentar; talvez a resposta seja possível ao analisar minha trajetória de vida, o que não consiste em ser uma tarefa fácil, mas vamos lá. Perdida em meus pensamentos vou e volto nas ruas do Jardim Presidente (São Paulo)...
Continue a Leitura »