Virginia Woolf e Bell Hooks: demarcadas pelo gênero

Virginia Woolf e Bell Hooks: demarcadas pelo gênero  Taysa Silva Santos *  A mulher deve ser a protagonista de sua história, cabe a ela requerer seu espaço na sociedade desconstruindo essa ideia que perpassa gerações de que o homem é o sujeito único da história. Para tanto, deve se apossar da escrita a qual lhe foi negada durante séculos e reescrever uma nova história. Uma história de mulheres, escrita por mulheres. Ou ao menos, que desde então mulheres adentrem mais a esse espaço que é o da escrita a fim de recontar sua própria história. Só assim ter-se-á a verdadeira libertação feminina – e também as mudanças em suas condições materiais. No entanto, há impasses no que se refere...
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A Condição Feminina: dupla jornada de trabalho

A CONDIÇÃO FEMININA: DUPLA JORNADA DE TRABALHO Taysa Silva Santos Orientadora: Drª Suzana Maia   “Eu não sou tão triste assim, é que hoje eu estou cansada.” (Clarice Lispector).   “ Tem o trabalho, tem os filhos, tem o marido, tem a casa… e eu, como fico? Aí um belo dia, a gente vai olhar a agenda e descobre que não tem tempo para nada que não seja trabalhar e cuidar dos outros. A gente tem de se permitir ser feliz”.   Eliana Martinez     RESUMO O presente ensaio busca problematizar a condição da mulher em sociedade, principalmente no que se refere à dupla jornada de trabalho por ela exercida levando em consideração...
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Educação

Corpos dóceis a serviço da Indústria cultural: a castração da fantasia do sujeito

Priscila Monteiro Chaves* Resumo: Entendido que a leitura é uma atividade que demanda participação efetiva por parte  do sujeito, o presente texto procura compreender um dos agravantes do esfacelamento da formação do sujeito leitor apoiando-se na relação de intertextualidade que há entre parte do legado adorniano e o texto Corpos Dóceis de Foucault. Concluindo que a formação do leitor contemporâneo ainda sobre com a perspectiva utilitária proposta por ambos. Palavras-chave: Indústria Cultural; leitor; leitura; docilidade. Résumé: Compris que la lecture est une activité qui nécessite des efforts effective de la participation par le sujet, ce texte essaye à comprendre l’un des facteurs aggravants de la dépréciation de la formation du lecteur en s’appuyant sur la relation d’intertextualité qui fait...
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De que riem os democratas?

Gilberto da Silva Este texto é uma retomada de uma reflexão feita há dez anos, em muitos aspectos tudo permanece igual. Exceto meus cabelos – que sobraram – brancos. As barreiras físicas – ideológicas caíram com o ruir das pedras de Berlim. Com os restos dos cascalhos germânicos, iniciou-se a guerra ideológica dada desde o seu princípio como “ganha” pelos adeptos do neoliberalismo. Um direto de direita A “direita” ri e exclama. O marxismo ruiu! Mais que depressa açodados pelos ventos do Leste europeu, determinam o fim da História. Os intelectuais a serviço dessa ideologia – se bem que com raras exceções eles concordem em se denominar pensador de direita, proclamam os vários fins: “o fim da luta de...
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Vivo para eu mesmo ou para o outro?

Vivo para eu mesmo ou para o outro? Paulo de Abreu Lima Há cerca de um mês atrás se realizou o McDia Feliz, uma iniciativa do McDonald´s que apóia instituições que atendem crianças com câncer. Um pouco antes, me parece, aconteceu, também, o evento Teleton, uma ação de grande porte, envolvendo, inclusive grandes redes nacionais de TV. Ações desta natureza não passam despercebidas e são dignas de respeito, pois demonstram sensibilidade da sociedade, ou pelo menos de alguns setores, em mobilizar-se para contribuir na reparação de graves problemas sociais – problemas de saúde infantil, nestes casos.  Na ocasião do McDia Feliz, ocorreu-me uma reflexão acerca do quanto  ainda há para fazer. Ocorreu-me um sentimento de que tais ações são gotas...
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Devemos combater os estrangeirismos?

  A Comissão de Educação da Câmara aprovou o projeto de lei que proíbe o uso de expressões estrangeiras no país em eventos públicos, nos meios de comunicação e em estabelecimentos e produtos. O projeto de autoria do deputado do PC do B – SP, Aldo Rebelo, tolera palavras de origem estrangeira que já tenham sido integradas ao Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa da Academia Brasileira de Letras. A relatora do projeto, a deputada paulista do PT, Iara Bernardi, disse que as novas regras não deve ser visto como um ato de intolerância ou de xenofobia. Na França há uma lei criada em 1994 que tenta preservar o idioma nacional. O debate está aberto e você leitor pode participar!...
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As sensações que não me abandonam

O último dos meus artigos foi sobre um homem que vendia amendoins em um ônibus - o que me incomodou, mesmo que pouco. De lá para cá, os motivos têm ido desde o sequestro televisionado do Rio - que acompanhei "explodindo" por dentro - até a figura do próprio Pelé, que domina meus dias, pois trabalho no portal que leva seu nome. Não tenho conseguido passar em branco todos esses dias, que em muito têm me afetado, mas escrever que é bom, nada....
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Gilberto da Silva

Há sentidos na vida?

Gilberto da Silva Viver tem sentido. Compreender o significado da vida nem sempre tem sentido. Entendê-la, decifrá-la é a tarefa mais difícil de ser cumprida. Viver hoje, na maioria dos casos, num cotidiano estressante, violento e impiedoso. É um convite à resistência. Resistir à infelicidade que teima em colocar-se presente em todos os momentos. O espanto da humanidade moderna e a incredulidade são os pequenos, fugidios e sempre sonhados “Momentos de Alegria”, “instantes de felicidade”. É por estes maiores (e melhores) momentos de felicidade e de alegria, que muitos lutam. Recorro a um pensador marxista alemão, um “iluminista”, Walter Benjamin, para recordar que construir a história é “recolher os restos esquecidos dessa História”. Os derrotados, os esquecidos, os incompreendidos...
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