logo_partes_pqno_w.jpg (11208 bytes)

Cultura

Ano I - Nº8 - novembro de 2000

Principal
Editorial
Educação
Em Questão
Esportes
Cotidiano
Comportamento
Cultura
Memória
Poesia e Crônicas
Outras Edições
Saúde
Sócio Ambiental
Reflexão
Terceira Idade
Turismo
Expediente
Participe
Tascas
Fórum
Cartas
Esotérico
Econotas
Humor
Pílulas
Nossa Língua
Fale conosco
Serviços
Agenda
Desaparecidos
Casa, Rua e Cia
Fotos
Links
Especiais
Gilberto Freyre
Eleições 2000
Links do mês
Mosteiro São Bento
Dor de Cabeça

Cinema

'O Auto da Compadecida' 

Maria

"Meu filho, perdoe esta alma,
Tenha dela compaixão!
Não se perdoando esta alma,
Faz-se é dar mais gosto ao chão:
Por isto absolva ela, Lançai a vossa bênção."  Epigrafes. O Auto da Compadecida, Ariano Suassuna, Agir, 23º edição

 

Um dos maiores sucessos da TV no ano passado, a série "O Auto da Compadecida", chega agora aos cinemas. Na montagem para as telas, a série foi reduzida em pouco menos de uma hora.

Uma mudança que, no entanto, não prejudicou a qualidade do texto e a agilidade das cenas que alegraram milhões de expectadores da TV Globo.

"O Auto da Compadecida", que foi apresentado na televisão numa versão de quatro dias, teve a felicidade de reunir grandes nomes, começando pelo autor do texto Ariano Suassuna, passando pelo diretor e um dos roteiristas, Guel Arraes, até o elenco misturando nomes experientes como o de Fernanda Montenegro, Marco Nanini, Lima Duarte, Paulo Goulart, com atores jovens e talentosos como Matheus Nachtergaele, Selton Mello, Denise Fraga, Bruno Garcia e Virgínia Cavendish.

 

O resultado de uma equipe fantástica é um trabalho de ótimo nível que teve enorme repercussão tanto com o público, como com a crítica.

Quando o diretor Guel Arraes decidiu filmar em 35mm já passava por sua cabeça fazer um filme com o material, tanto que mesmo antes da série entrar no ar ele já tinha feito uma outra montagem para o cinema.

Para Guel, o sucesso do Auto deve-se à perfeita afinação do elenco, principalmente da dupla de personagens João Grillo (Matheus Nachtergaele) e Chicó (Selton Mello). O diretor e sua equipe viajaram pelo sertão para fazer uma pesquisa e levar às telas a realidade nordestina o mais fiel possível, com seus personagens característicos.

A história romântica, tanto na série quanto na fita, foi acrescentada ao texto inicial de Suassuna, com inspiração em Moliére. Rosinha (vivida por Virgínia Cavendish) entrou na trama para dar um caráter mais romântico ao personagem Chicó, que no texto original é somente o frouxo companheiro de João Grillo.

A empatia do público com estes dois personagens é imediata. O jeito malandro e cativante de João Grillo funciona com perfeição ao lado do comportamento frouxo e inventivo de Chicó.

Quando a ambientação do filme passa para o céu (com a morte de alguns dos principais personagens) o público é presenteado com outras atuações brilhantes, como a de Fernanda Montenegro, que apesar de aparecer pouco, marca a sua presença em cena como a "Compadecida".

Mesmo nos momentos mais dramáticos, como na morte de João Grillo, o filme não perde o ritmo. Guel confessa que ao gravar este trecho ficou com um pouco de medo de que ele destoasse dos demais, o resultado, no entanto, mostra que o temor era injustificado.

Mande também a sua opinião

         

E mais