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ISSN 1678-8419         última atualização em: segunda-feira, 08 de dezembro de 2008 18:10:39                                               

 
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COLUNISTAS

Previsões fatais (Apocalipse maia em 2012?)

   

Antonio Brás Constante

publicado em 08/12/2008

 

Em um futuro não muito distante, a meteorologia terá avanços inacreditáveis, sendo capaz de prever com extrema eficiência o tempo em qualquer parte do mundo com meses de antecedência. Não existirão mais diversos laboratórios espalhados pelo planeta, mas apenas um, que será provavelmente localizado em alguma parte do hemisfério sul.

 

Tal laboratório seria composto por uma equipe de especialistas em previsões do tempo, e o sistema de detecção utilizaria mecanismos cognitivos que calculariam um universo quase infinito de probabilidades, algo que para os mais antigos poderia se assemelhar à clarividência. Essas informações seriam capazes de causar desdobramentos incríveis para humanidade, com base no conhecimento obtido sobre o futuro. Algo que poderia acabar acontecendo mais ou menos assim:

 

Era inicio de tarde no Laboratório M.A.I.A (Meteorologia Avançada Internacional Aplicada). Dois técnicos entram na sala principal das instalações de controle e começam a fazer algumas checagens de rotina no sistema de previsão do tempo, analisando os dados referentes ao próximo semestre para posterior divulgação. Enquanto um lia os equipamentos o outro ia fazendo anotações em sua prancheta digital.

 

-         Dia 19 de dezembro, tempo ensolarado com clima agradável e sem nuvens. No dia 20 a estabilidade se mantém, porém, com elevação de dois graus na temperatura. Dia 21 de dezembro de 2012, o céu aparece encoberto por uma densa fumaça... Altos índices de radiação no ar... Massas de fogo... Nos dias que se seguem, apenas estática... Não há mais leitura...

 

A sala fica em total silêncio. Os dois técnicos se olham. Checam novamente as leituras. Mais silêncio. Por fim chamam seu supervisor.

 

-         Isto não é possível, mas todas as leituras apontam para as mesmas condições climáticas... E justo nesta data... A tão temível data descrita nos textos referentes às profecias Maias, como sendo o dia do apocalipse... Meu Deus... É o fim do mundo!

 

Havia muitos rumores sobre as tais profecias Maias. Algo que se intensificou e muito com a chegada do ano de 2012. Alguns falavam em contatos com extraterrestes. Outros em colisões entre a Terra e um outro corpo celeste. Outros ainda, falavam sobre problemas nos pólos magnéticos. Seria o chamado “Doomsday”.

 

O supervisor liga para seus superiores no governo, informando sobre a analise obtida. Em pouco tempo a notícia se espalha. O fim do mundo se aproxima. Pânico geral. Alerta máximo entre as nações. Poderia aquele sistema infalível estar errado?

 

Passados os meses que separavam a humanidade da data fatídica, podia-se observar uma histeria geral entre as pessoas. Um sentimento crescente de indignação, contra aquele sistema que passou a ser chamado de “invenção infernal” por várias correntes religiosas.

 

Noite de 20 de dezembro de 2012. Uma multidão invade o laboratório. Tomados de uma fúria insana quebram todos os equipamentos e instalam bombas no lugar. Tudo vai pelo ares. Como os equipamentos eram alimentados por energia a base de urânio. Além da fumaça e do fogo, verifica-se um alto índice de radiação no local.

 

Começa a amanhecer. As pessoas permanecem acordadas. Algumas rezando, outras apenas esperando o fim do mundo chegar. Mas é o sol que aparece, banhando a todos com sua luz matinal.

 

O mundo não acabou. O sistema de meteorologia estava errado. Mas como? Os cientistas ficam olhando a estrutura do prédio em chamas ao longe e percebem que o sistema previu o seu próprio fim. Logicamente o fogo, a fumaça e a radiação nas leituras se referiam à destruição que eles presenciaram durante a noite.

 

Um alívio de satisfação, seguido de um sorriso nos lábios pode enfim ser visto no rosto dos especialistas. Muitas pessoas se abraçam, choram, cantam músicas e iniciam uma grande festa. A alegria somente silencia quando percebem as imensas nuvens atômicas, em forma de cogumelos gigantes, que se formam no horizonte...

E-mail: abrasc@terra.com.br

 
 
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::sobre o autor::

Antonio Brás Constante é  natural de Porto Alegre. Residente em Canoas RS. Bancário. Bacharel em Ciência da Computação. Membro da ACE (Associação Canoense de Escritores).
 

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