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ISSN 1678-8419         última atualização em: sexta-feira, 16 de maio de 2008 20:22:57                                               

 
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COLUNISTAS

Como nasce uma nova crônica?

   

Antonio Brás Constante

publicado em 16/05/2008

 

Como nasce uma nova crônica? Muitas vezes, é necessária apenas uma conversa casual com um colega de serviço, durante uma breve subida de elevador. Claro que isso dependeria primeiramente do tipo de assunto discutido, pois teria que ser algo interessante. Outro fator determinante é o de que ao menos um dos presentes precisará ser algum tipo de aprendiz de escritor, ou coisa parecida (Guima: valeu pela idéia e pelo papo).

 

Essas conversas tendem a ser rápidas, e para virarem um texto têm que ter em seu conteúdo frases mais profundas do que os costumeiros: “bom dia”, “será que chove hoje?”, ou “o sexto-andar para mim, por favor”. Nestes encontros pode-se falar de qualquer assunto (geralmente corriqueiro), como por exemplo: os jogos de futebol, as musas que encantam nossos olhos, as mudanças de estação, quedas em geral (de cabelos, de aviões, de crianças, etc), ou diálogos feitos por ministros de grandes estatais de petróleo, quando estes resolvem tecer comentários “informais”, falando sobre possíveis descobertas de gigantescas jazidas do chamado “ouro negro” em território nacional, enaltecendo que tal fato tornaria seu país um dos primeiros produtores de petróleo do mundo.

 

Podemos imaginar que não faltarão aqueles que perceberiam comentários liberados desta forma, sobre descobertas de mega-jazidas, como não sendo informações inocentes e sem propósito, frutos de uma exacerbada empolgação pela possibilidade de ter sido encontrado algo que traria benefícios a toda nação, gerando divisas, movimentando a economia, etc. Mas quem poderá garantir que eles estão errados em suas suspeitas?

 

Se levarmos em conta a teoria da conspiração, inerente a todo ser humano que sobe em elevadores ou não, e que resolve não falar de futebol ou de belas musas, mas sim de comentários sobre descobertas mirabolantes, as idéias começam a voar mais longe do que padres atados a balões, atravessando as paredes dessas gaiolas de aço, presas por cabos cheios de graxa, passando a criar suposições fantásticas, onde tais atitudes poderiam ter um cunho mais financeiro do que patriota, já que o resultado imediato de pronunciamentos assim, seria a valorização de determinadas ações no mercado financeiro.

 

A imaginação é realmente algo incrível, pois consegue transformar lampejos que viajam por conexões neurais em cenários hipotéticos, onde homens engravatados e cheios de dinheiro reúnem-se para beber uísque importado, falar sobre futebol e musas inspiradoras, mas também aproveitam o encontro para planejar formas de manipular positivamente o preço de suas ações. Tudo feito com muita discrição, sorrisos e tapinhas nas costas.

 

Enfim, o que são meras suposições passageiras baseadas em vagas teorias, senão apenas fictícios universos paralelos, distantes deste nosso incrível e belo mundo perfeito, cujo máximo de realidade advindo destas elucubrações, não passa de um punhado de frases soltas em um pedaço de log ou de papel, moldadas pelas mãos de um pretenso escritor, que não bebe uísque, mas anda de elevador.

 
 
  

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::sobre o autor::

Antonio Brás Constante é  natural de Porto Alegre. Residente em Canoas RS. Bancário. Bacharel em Ciência da Computação. Membro da ACE (Associação Canoense de Escritores).
 

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