Você sabe qual é o animal que anda matando mais
seres humanos atualmente? Seria o tigre? O tubarão? O mico-leão-dourado?
O escorpião? O leão? (bem, talvez o leão do imposto de renda, que devora
boa parte de nossos rendimentos). Na realidade, podemos dizer que entre
os primeiros da lista encontraremos o pequeno e irritante mosquito. Um
vilão que assusta mais com seus zumbidos do que uma fera com seus
rugidos. No topo de tal lista, acredito que iríamos encontrar o próprio
homem.
Dizem que uma notícia ruim voa, e no atual caso da
dengue, ela chega mesmo voando. O mosquito é um inimigo que realmente
gosta de sangue, e que apesar de não ser usuário de drogas, também é
chegado em uma picada. Alguns acham que a epidemia de dengue é mais uma
das obras do PCC (picadores compulsivos costumazes), outros falam em se
formar uma CPI (Comissão Parlamentar de Insetos, ou simplesmente, Caçada
aos Pernilongos Indesejáveis), seja como for, este problema acabou se
transformando no fim da picada (ou pior, no início das picadas). Um
fruto da demora da conscientização coletiva da população e,
principalmente, do descaso geral da administração pública.
Os mosquitos são voadores que todos gostaríamos que
sofressem um apagão aéreo definitivo. Talvez o que falte para acabar com
essa epidemia seja picar a pessoa certa, podendo começar pelo prefeito,
depois o governador e aproveitar e ir picando todos os demais políticos
que encontrar pelo caminho. Na história geral da humanidade, os
governantes (de qualquer nível hierárquico) sempre pareceram querer
manter focos bem definidos para população, focos de malária, focos de
dengue, focos de febre aftosa, etc.
Esses insetos conhecidos como mosquitos e
pernilongos, entre outros tantos nomes, não voam com graça, não cantam
com graça, e mesmo textos acabam perdendo toda a graça quando o assunto
é este surto de dengue. De qualquer modo, vale tudo para chamar a
atenção para o problema, seja através do bom humor ou de mau-humor. Uma
epidemia que anda matando mais do que antes assustava. Que ataca sem
muitas chances de defesa. Que derruba homens, mulheres e crianças sem
que haja uma infraestrutura adequada para atendê-los. Para combatê-la, a
melhor arma é a prevenção. Cada local com água parada é um criador de
mosquitos em potencial. Se cada um fizer a sua parte, o combate será bem
mais efetivo.
Enfim, já que estamos em um ano eleitoral, vale
lembrar que a diferença entre o mosquito da dengue e o eleitor, é que no
caso do mosquito, é necessária apenas uma única picada para se fazer um
grande mal ao indivíduo por ele picado, já no caso dos eleitores, são
necessários vários de seus votos para eleger representantes que deixam
de lado as necessidades de toda população.