spacer

ISSN 1678-8419         última atualização em: sábado, 16 de fevereiro de 2008 23:39:45                                               

 
  Principal
 Agenda
 Artes e Artesanato
 Colunistas
 Cultura
 Crônicas
 Econotas
 Editorial
 Educação
 Em Questão
 Em Rhede
 Entrevistas
 Humor
 Política e Cidadania
 Reportagens
 Mirim
 Notícias
 Outras edições
 Poesia e Contos
 Reflexão
 Expediente
 Sócio Ambiental
 Terceira Idade
 Terceiro Setor
 Turismo
   Participe
 Cartas
 Blog
 Fale Conosco
   Especiais
 Igrejas
 Meio Ambiente
 SP 450 anos
 Memória Sindical
 Assédio Moral
 Vitrine do Giba
 Nosso Dáimon
 O Grito do Ipiranga
 Mirim
 Feiras e Mercados
 Em RHede
 Econotas
 Ambientais
 Agenda
.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
COLUNISTAS

Cidadãos do mundo

   

Adilson Luis Gonçalves

publicado em 16/02/2008

 

 

Diz a lenda que Steven Spielberg concebeu o filme ET como um libelo contra o preconceito. O fez tão bem que boa parte dos que o viram talvez não tenha reações preconceituosas caso encontre um alienígena pela rua. Mas, e quanto aos seres humanos? Continuará a discriminação pelos motivos de sempre: raça, etnia, religião, nacionalidade, classe social, etc.?

Infelizmente, o medo do próximo desconhecido e o choque cultural têm sido responsáveis por muitas das insanidades praticadas desde o início da Humanidade.

 

Era compreensível, até a Idade Média, que as barreiras físicas (oceanos, cordilheiras, grandes distâncias e agressividade do meio-ambiente) condicionassem o isolamento entre culturas, comandadas por pequenas, mas poderosas, elites, que mantinham seus povos submissos, amedrontados pela ameaça física ou religiosa. Com lideranças baseadas na ignorância e doutrinação do povo desde a infância (acho que continuamos vendo esse filme...), era natural que o contato entre culturas diferentes gerasse conflitos, pois podia ameaçar a estabilidade do modelo de dominação existente numa ou noutra. Isso, junto com o mercantilismo, talvez explique a fúria genocida do colonialismo europeu da Idade Moderna, que dizimou ou escravizou os povos do Novo Mundo, considerados selvagens. Pois é...

As religiões deveriam representar um meio de equilíbrio e tolerância entre os povos, mas algumas de suas lideranças parecem desconsiderar esse divino projeto.

Mas, além das religiões, existem outras luzes que podem iluminar o caminho das relações interculturais: a diplomacia e as instituições de intercâmbio internacional de jovens, por exemplo.

 

Os diplomatas são formados para essa prática, mas segundo os interesses dos governos. Já os jovens que participam de programas de intercâmbio tendem a ser muito mais naturalmente abertos à diversidade cultural, pois penetram no seio das sociedades e, assim, aprender a conviver. Digo isso por experiência própria, bolsista que fui. Mas nem todos têm acesso a essas possibilidades, e quem pode proporcioná-las nem sempre está interessado em fazê-lo, pois esse tipo de “liberalismo” pode ameaçar sua liderança. Preferem usar desse importante período da formação humana para alienar mentes e armar mãos, em nome do consumismo ou do fanatismo, pois a juventude é solo fértil para qualquer tipo de “cultura”.

 

Se os jovens de todo o mundo tivessem oportunidade de conviver de forma amigável com jovens de outras origens, talvez não houvesse tanto preconceito, xenofobia. Se um dia eles se tornarem líderes, essa experiência, com certeza, será fundamental, pois em vez de perpetuarem ódios do passado, serão instrumentos de uma nova ordem mundial, fraterna e pacífica.

 

É claro que não é preciso viajar o mundo para superar preconceitos. A Internet tem sido um importante instrumento, nesse sentido. Aliás, tem gente que quanto mais viaja mais arrogante e insuportável fica... Não falo desse tipo de pessoas. Falo das realmente cosmopolitas, capazes de viver e compreender os princípios de democracia, espiritualidade e respeito ao próximo que o mundo precisa para concretizar a utopia da paz!

Pena que as iniciativas de intercâmbio cultural dependam de decisões e ações dos que possam se sentir muito bem acomodados com a situação atual!

Mas, "água mole em pedra dura...", ou melhor: “A fé remove montanhas”! 

 
  

spacer
::sobre o autor::

Adilson Luiz Gonçalves é escritor, engenheiro, professor universitário (UNISANTOS e UNISANTA). Cursando Mestrado em Educação (UNISANTOS).
 

::contato com o autor::

Fale com o autor clicando aqui.

 
::anuncie::

Saiba como anunciar no site clicando aqui.

 
   ::participe::
 Cartas
 Blog
 Fale Conosco
 
 

::outros textos do autor::

Questão de tempo
publicado em 26/12/2007

Pinheiro de Natal
publicado em 15/12/2007

Causa e efeito
publicado em 02/12/2007

Sonho meu?
publicado em 21/11/2007

Questão de razão e proporção
publicado em 15/11/2007

Tropa de Elite
publicado em 30/10/2007

Capital a qualquer preço
publicado em 11/10/2007

Bilhões de sóis
publicado em 07/10/2007

Os Deuses estão mortos
publicado em 21/09/2007

Em nome da vida - requiem
publicado em 03/09/2007

Olhares, bocejos e sorrisos
publicado em 08/08/2007

Parem as máquinas
publicado em 27/04/2007

Sobre Preconceitos
publicado em 04/04/2007

Moraes da História
publicado em 09/05/2007
 

Um dia a casa cai
publicado em 31/05/2007

Mentes áridas. Corações gélidos!
publicado em 05/06/2007

Me engana, que eu gosto!
publicado em 01/08/2007

::apoiadores::






© copyright Revista P@rtes 2000-2007
Editor: Gilberto da Silva (Mtb 16.278)
São Paulo - Brasil
spacer