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E todo trabalho é importante,
seja físico ou mental, simples ou sofisticado, desde que contribua para o bem da
humanidade. Afinal, o que seria das cidades sem os trabalhadores da limpeza
urbana? Ou dos habitantes de qualquer imóvel sem os limpadores de caixas d’água,
de gordura e de fossas sépticas? Alguém duvida da importância do trabalho dos
coveiros ou dos catadores de papel, pioneiros da reciclagem de materiais?
Fiz questão de associar
trabalho ao bem da humanidade, porque muitos também chamam de trabalho o que a
prejudica. Nesse caso, o uso dessa palavra é indevido, pois existem termos mais
adequados para definir esses tipos de atividades, tais como: corrupção,
picaretagem... Talvez alguns chamem isso de trabalho, porque ludibriar o próximo
também exige planejamento, prática, retro-alimentação e aprimoramento. Só não
sei se já inventaram alguma ISO 9000 para o crime organizado...
Mas, falando do trabalho que
enobrece o ser humano e desenvolve a humanidade: é raro encontrar pessoas que
estejam totalmente satisfeitas com o que fazem. Uns afirmam que ganham pouco;
outros que poderiam fazer mais, mas são inibidos. Há, ainda, os que reclamam de
falta de reconhecimento... Muitos gostariam de mudar de emprego ou profissão.
Praticamente todos se sentem roubados por terem que pagar quase 40% do que
ganham sob forma de impostos, taxas, contribuições...
Pois é... Se a gente pudesse
fazer só o que gostasse e estabelecer nossos salários, trabalhar seria um
paraíso! Mas quem define isso é o mercado de trabalho, que valoriza e
desvaloriza profissões de acordo com expectativas econômicas e políticas. Uns
ganham muito e “aparecem”, para não resolver nada. Às vezes só atrapalham!
Outros recebem remunerações aviltantes para equacionar, anonimamente, problemas
de alto risco e responsabilidade. Estes, quando reclamam disso, ainda podem
ouvir, ironicamente, que escolheram a profissão errada...
Algumas empresas criam planos
de carreira para incentivar o trabalhador. Outras prometem, mas, quase sempre
ficam apenas numa cobrança que nunca se satisfaz; que sempre põe defeitos; que
testa o “colaborador” até o limite da paciência e da resistência, física e
mental. Mas, a cada meta alcançada, em vez de valorizar, só sabe exigir mais,
para lucrar cada vez mais.
Parece que os únicos que
realmente estão satisfeitos com seu trabalho são os políticos.
Não é à toa que alguns
trabalhadores querem descobrir quem inventou esse tal de trabalho...
Dizem que tudo começou com a
expulsão de Adão e Eva do Paraíso, condenados a trabalhar, plantar e colher,
para viverem.
Mas trabalho não é castigo!
Pelo contrário, pode ser um grande prazer! Aliás, deveria sê-lo, ressalvados os
casos patológicos. Assim, todos os dias de trabalho seriam comemorados, e não
apenas um.
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