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Os investidores internacionais
não se importaram muito com isso, talvez mais preocupados em acompanhar as
cotações das bolsas. Preferem investimentos de curto prazo...
O documentário “Uma verdade
inconveniente” (EUA, 2006) ganhou o Oscar ao reforçar o alerta, pela voz de Al
Gore.
Os investidores devem ter
desdenhado: “Vice e, além disso, um derrotado...”. Goraram o Gore!
Mas os EUA, maiores poluidores
do mundo, agora querem criar um organismo internacional para controlar as
emissões de poluentes.
Para quê serve a ONU?
A China e a Índia afirmam que
não vão sacrificar seu ritmo de desenvolvimento em nome de preocupações
ambientalistas! Têm mais de dois bilhões de motivos para isso, e um respeitável
arsenal nuclear para sustentar sua pouca preocupação com o desenvolvimento
sustentável.
Mas não é essa a postura que o
neoliberalismo de mercado, que tem nos EUA seu maior ícone, cobra dos países
emergentes?
Os EUA, assim como no caso da
não-proliferação de armas nucleares, mantêm seu discurso: “façam o que eu digo,
mas não façam o que eu faço”.
E por falar nisso, Bush & Cia.
temem que o Irã produza armamento atômico, mas cogitam a instalação de um
sistema de defesa antimísseis no leste da Europa, o que deixou o presidente
russo Putin da vida. Este, por sua vez, alertou para o risco de uma nova corrida
armamentista.
Será que, na cabeça deles, uma
nova Guerra Fria ajudaria a controlar o aquecimento global?
As respostas para todas essas
perguntas têm sido: os lucros financeiros, a expansão da indústria bélica e uma
“globalização” de mão única, que deixa vítimas famintas, fanatizadas, moralmente
degradadas, fisicamente mutiladas, flutuando à deriva, ignoradas, ou “pescadas”
nas redes da intolerância.
As “inteligências” que
comandam o destino do mundo, além de destruir a natureza também estão destruindo
outra natureza: a humana!
Será que não há espaço para
humanidade no mercado? O mundo pode desabar desde que as bolsas não caiam?
A aridez das terras devastadas
pela ganância só encontra semelhança das mentes secas e almas gélidas dos
planejadores e executivos dessa “solução final” planetária.
Mas ainda há esperança, ao
menos na arte, pois, na mesma premiação do Oscar, “Happy Feet” (EUA, 2006) foi
eleito o melhor filme de animação. Seu tema: a poluição e pesca predatória na
Antártica, e o comprometimento das populações de pingüins. Além disso, a
produção foi um sucesso financeiro!
Boa idéia! Que tal nos
vestirmos de smokings (sem fumaça...) e sairmos sapateando pelas ruas, para
chamar a atenção dos dirigentes mundiais?
Pode ser um bom negócio... |