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As semifinais passaram “no
sufoco”, com atuações que em nada lembraram a brilhante campanha na fase
classificatória. As finais começaram com uma derrota que poderia ter sido de 1 x
0, mas que foi de dois, nunca de quatro...
O jogo da Libertadores, em
Caracas, com a contusão de Antonio Carlos – referência na zaga - só fez aumentar
a ansiedade, ampliada com fatores extra-campo que dominaram a mídia às vésperas
da segunda partida.
Parecia que os santos, em vez
de abençoarem o caminho do time que leva o nome de todos eles, haviam virado
empecilhos: o São Bento fora a única derrota da fase inicial; agora era o São
Caetano... E os santistas passaram a semana com o coração apertado!
O “peixe” ia morrer na praia?
Uns perguntavam para os
outros: “Será que ainda dá para reverter?”, “Ah, vale a pena acreditar?”.
Será que depois de páginas tão
bem escritas a moral da história iria contrariar as expectativas de quase 60 mil
torcedores que foram ao “templo” do São Paulo para torcer pelo Santos?
Quando o jogo começou, o
Santos mostrou que seu nome é digno de fé!
Ah, vai dar para arrumar a
zaga sem Antonio Carlos? Ah, vai?
Ávalos provou que sim, pé
quente como em 2004! Um jogador predestinado! Um jogador que sempre correspondeu
quando mais se precisou dele!
Ah, dá para ganhar? Ah, dá?
Adaílton foi lá e provou que
sim! Quando todos pensavam que o time poderia se perder e cair, ele subiu além
das nuvens negras e usou a cabeça para mostrar uma luz no fim do túnel!
A história assumiu, então, os
contornos das grandes sagas do futebol, das histórias que chegam perto do clímax
sem deixar antever seu final...
A “cera” tornou o campo
escorregadio.
O Santos precisava de magia,
então, Pedrinho – que viu sua ressurreição esportiva na Vila, onde alguns só
viam um “cemitério de craques” – cedeu lugar para Tabata, que não é filho de
Samantha, mas voltou a encantar com o mesmo futebol que o consagrara no Goiás.
O time continuou atacando por
todos os lados: “água mole em pedra dura...”.
Qual seria a moral da
história? Qual seria a moral da história?
Ela veio de um cruzamento da
esquerda, que encontrou uma jovem promessa: um descendente de guerreiro, que
deslocando o corpo para trás, num vôo improvável, colocou a bola no fundo das
redes, sem chance para o goleiro.
Não houve moral da história:
houve Moraes da história, para o delírio de uma massa que impressionou até ao
mais cético dos comentaristas esportivos!
É bi! É bi!
E agora? Será que vai ter
analgésico suficiente para amenizar a dor-de-cotovelo dos que continuam a dizer
que o Santos, depois de dois títulos nacionais e dois estaduais em menos de
cinco anos, ganhos dentro do campo, é um time que vive do passado?
Bem, isso é uma outra
história, para os que gostam de inventar estórias para outros bichos dormirem...
“Agora quem dá bola é o
Santos! O Santos é o novo campeão! Glorioso (e fervoroso) alvinegro praiano...”
E parabéns a todos os campeões
regionais do Brasil! |